É o ponto final de tudo, é a capacidade de transformar ricos e poderosos em um nada tão grande, em pura massa e volume, um saco de ossos ou um punhado de cinzas. As cicatrizes ficam perdurando naqueles que são obrigados em vida suportar toda essa situação estranha, do ter hoje e a possibilidade única de não existir mais à partir de um amanhã tão duvidoso.
Me pergunto todos os dias o que devemos fazer para não parecermos essas garrafas descartáveis de uso único, que se consome todo o seu conteúdo em um espaço de tempo e depois torna-se lixo, tão comum como o ato de respirar e comer. O que é necessário fazer para atingir a imortalidade e não me encontrar perdido dentro de uma quantidade ridícula de madeira, usando a roupa que você não queria usar nunca.
Escreveremos livros, vamos expor as nossas idéias, tornaremos então seres notáveis entre as outras diversas garrafas do engradado. Cantaremos sozinhos mais alto do que qualquer outro cantor lírico, com toda força do mundo para que seja possível ouvir as nossas santas vozes ao percorrer das montanhas distantes.
Se teremos sorte, só mesmo antes do último fechar dos olhos que vamos descobrir, essa maldita exatidão não tão exata, essa capacidade de tentar descobrir como são as coisas em uma outra etapa, tudo é tão duvidoso. Mas eu Leonardo, espero com toda força que eu tiver, abraçar pelo menos 1% do céu que foi entregue de presente para nós, seres de boa vontade e criatividade e que seja capaz de transformar em palavras eternas tudo aquilo que eu penso e sinto, sobre o mundo ou simplesmente, sobre nós, geração pós "Coca-Cola".
Transforme em vontade eterna essa necessidade de sorrir.
Leonardo