7 de mar. de 2008

Música e ritmo totalmente sem cadência

Passou tão rápido, desde a última vez que eu assisti meu primeiro passo, tropeçando por cantos estranhos e batendo muito a cabeça, até o último momento, esse que eu fechei os meu olhos e não sei se dormi ou cochilei demais e me vi assim, como sou hoje, adulto frio e confusamente auto-confiante, mas não tão preparado para aguentar os ternos e gravatas dessa complicada dança diária, que vou sambando de segunda à segunda, tentando estabelecer metas e objetivos sem guias práticos ou manuais com figuras.

Sim, é uma dança muito estranha e acho que faltei em todas as aulas, preferi dormir todos os dias depois do meu farto almoço, fazendo de conta que sou tão humano quanto qualquer outro ser que respira esse ar não tão puro dessa cinza metrópole. Essa máscara da normalidade que visto durante a semana e em palcos do submundo tento ser eu mesmo, tentando interpretar ainda melhor aquele "eu" que sou e ainda não consegui apreciar com a calma que eu queria, não necessáriamente com tanto glamour, mas tudo aquilo que eu queria ser.

Tento me sentir útil, capaz até de tentar ser algo maior do que eu mesmo não sou, gigante entre o mundo das palavras essas que não são tão complexas nos meus textos casuais, totalmente faceis de interpretar, porque são tão simples quanto o ato de conversar enquanto traga cigarros amassados, esses que estavam jogados no meu bolso, escondido de mim mesmo, pois tento ser tão saudável quanto cada letra que uso para escrever.

Um monte de palavras grudadas, algumas vírgulas para ajudar na respiração do leitor, mas sem muitas imagens, tornando para mim, criança, um livro totalmente desinteressante, infeliz e sem graça, sem muito o que imaginar ou ilustrar, mesmo tentando criar meus heróis sem barba na minha cabeça, meu Pequeno Príncipe ainda não virou Rei e deixou meu pequeno asteróide cheio de poeira e não voltou com as suas histórias, essas que eu já utilizei muitas vezes como droga, para conseguir dormir em paz, longe de cada problema que ronda a minha cama enquanto tento fechar os olhos e só perceber que ainda estou vivo em uma manhã, seja ela de sol ou não.

Esse é meu diário, com ensaios e treinos, como caminhar no final dos dias para perder peso, eu realizo aqui a tentativa de organizar cada pensamento e reflexão sobre o seu ou o meu mundo, estranho ou não, essa é a minha caminhada diária, quando tento desenvolver de uma maneira bonita a catalogação de palavras sem índices, de uma forma que seja capaz você viajar em cada frase, voando baixo de letra para letra, desenhando em seus sonhos cada castelo que quiser viver.

Somos os nossos sonhos, somos a nossa própria capacidade, somos bem maiores que os estúpidos números.

Faça da sua capacidade de sonhar a sua vontade única de viver a dança diária de nossos dias, seja no ritmo que for, viva!



são os nossos segundos de vida que fazem a diferença de uma história inteira.





Leonardo

4 de mar. de 2008

Sobre a morte e seus conceitos estranhos

Acho incrível a maneira que esse "verbo" adentra a minha cabeça em dias nostálgicos. Em momentos que eu me perco no pensar em coisas que já passaram e vejo como a vida é algo tão frágil, totalmente impossível de se entender, mesmo que existam milhares de explicações, sejam elas científicas, religiosas ou sentimentais. Morrer é algo que está literalmente fora dos planos de qualquer um de nós, seres vivos, feitos de carne e osso, e talvez, uma possível energia que nos acompanha, essa que pode acabar a qualquer momento, e um possível encontro de átomos que se chocam com extrema força e acaba de vez com tudo aquilo que se herdou durante muitos anos.

É o ponto final de tudo, é a capacidade de transformar ricos e poderosos em um nada tão grande, em pura massa e volume, um saco de ossos ou um punhado de cinzas. As cicatrizes ficam perdurando naqueles que são obrigados em vida suportar toda essa situação estranha, do ter hoje e a possibilidade única de não existir mais à partir de um amanhã tão duvidoso.

Me pergunto todos os dias o que devemos fazer para não parecermos essas garrafas descartáveis de uso único, que se consome todo o seu conteúdo em um espaço de tempo e depois torna-se lixo, tão comum como o ato de respirar e comer. O que é necessário fazer para atingir a imortalidade e não me encontrar perdido dentro de uma quantidade ridícula de madeira, usando a roupa que você não queria usar nunca.

Escreveremos livros, vamos expor as nossas idéias, tornaremos então seres notáveis entre as outras diversas garrafas do engradado. Cantaremos sozinhos mais alto do que qualquer outro cantor lírico, com toda força do mundo para que seja possível ouvir as nossas santas vozes ao percorrer das montanhas distantes.

Se teremos sorte, só mesmo antes do último fechar dos olhos que vamos descobrir, essa maldita exatidão não tão exata, essa capacidade de tentar descobrir como são as coisas em uma outra etapa, tudo é tão duvidoso. Mas eu Leonardo, espero com toda força que eu tiver, abraçar pelo menos 1% do céu que foi entregue de presente para nós, seres de boa vontade e criatividade e que seja capaz de transformar em palavras eternas tudo aquilo que eu penso e sinto, sobre o mundo ou simplesmente, sobre nós, geração pós "Coca-Cola".

Transforme em vontade eterna essa necessidade de sorrir.


Leonardo

18 de fev. de 2008

é de Segunda...

Procurar definições nem sempre é o mais importante em nossas vidas, entender, pesquisar explicações óbvias para tudo que acontece em nossos dias, não, não é a maneira mais sincera de viver a vida. Deixar as coisas fluindo enquanto você não se preocupa muito e simplesmente percebe os pontos positivos que acontecem, esperar a naturalidade dos fatos e não exigir do universo alguma explicação.

Muitos são os fatos que não possuem uma lógica matemática, nem sempre existe uma explicação para as surpresas da vida, tanto as perdas como tudo que ganhamos durante os momentos vividos. Quando se pensa demais, vive-se menos, muitos são os cabelos que ficam brancos durante a exigência chata de entender as coisas da vida.

Encontro em sorrisos simples tudo que eu mais busco para a minha vida, a pura e tão simples Paz. Com três letras e totalmente fácil de ser pronunciada, ela traz para minha vida tudo aquilo que eu sempre busco, momentos simples, calmaria básica e momentos que nunca vão ser esquecidos enquanto eu tento escrever a minha história.

O mundo gira em uma velocidade meio confusa as vezes e não é tão simples de ser controlada, passando ou rápido demais ou lentamente, os estúpidos relógios nem sempre estão coordenados de maneira correta com a nossa vontade e expectativa. É triste as vezes quando em momentos tão apaixonantes ele resolve girar em uma velocidade quase incontrolável, assim como no marasmo ele sempre resolve brincar com a minha paciência e fazer com que tudo passe tão lentamente e de forma um tanto quanto entediante, mas tudo bem, acho que nascemos para aprender a lidar com ele, o maldito e tão amado, Tempo.

Não procuro explicação, não, hoje não....



Tenha uma boa semana


Leonardo

25 de dez. de 2007

Glory Box

Escreveria algo sobre as drogas ou coisas proibidas aos seus ouvidos, diria tudo àquilo que gosta de ouvir, palavras repetidas que te levam ao ponto único, que talvez só eu nessa última sessão já pudesse ver algumas miseras vezes, mas foram, entre suspiros, suor e mordidas, segundos de pura necessidade humana de sentir.

Ouvi teus passos adentrando ao quarto, sua camisola que ficava pelo caminho e teu sorriso no canto da boca, parecia demoníaco, parecia me possuir com um par de olhos que eu nunca me esqueço, me fazia sentir-se um garoto descobrindo a sua vida aos 15 anos.

Sentir minha mão segurando a sua nuca, seus dentes de encontro as minhas orelhas, tua voz suave me dizendo frases completadoras, inimagináveis aos ouvidos de um garoto, seria pura necessidade, seria teu, mil ou uma vez, mas cada vez seu, seu para sempre naquele momento.

Seria de quem levasse, seria de quem amasse, seria de quem levasse a loucura mais uma vez...

Seria

Serei

Quem sabe?

Leonardo

5 de dez. de 2007

Quase ano que vem

A vida é uma viagem longa e estranha às vezes, vivemos fatos inusitados e nem sempre estamos preparados para aceitar, tanto as lágrimas quanto os sorrisos, não que seja importante pensar nisso sempre, ou perder dias a fio, criando uma dor de cabeça chata, pensando se nascemos para a felicidade ou para a tristeza.


A solidão é algo inexistente em nossas vidas, sempre penso muito nisso, penso mais ainda quando estou sozinho, fato que acontece sempre e entre as coisas que se passa pela minha cabeça, esse é um pensamento fixo, solidão não existe. Em momento algum na sua pré ou pós-existência, você esteve sozinho, em todos os momentos, tecnicamente, alguém está pensando em você, seja sua mãe preocupada com o almoço que você vai comer amanhã, seja uma paixão perdida em algum momento da sua história, ou até mesmo alguém que você acabou dando uma mancada forte e está com muita raiva de você. Em uma sintonia de energias, positivas ou negativas, você nunca estará sozinho e sempre estará pensando em algo que ocupe a sua mente, o suficiente para criar calos e te distanciar de qualquer fato que machuque o seu coração.

Estou me concentrando em trabalhos, ocupando muito a minha cabeça e se for por pensamentos positivos, acredito firmemente, que ano que vem será o meu ano, assim como ano de algumas pessoas que estão fixamente crescendo junto comigo.

Quinta, dia de mais trabalho.

Leonardo