5 de jun. de 2011

Introdução


Quatro estrelas partiram-se após violento golpe psicológico, derivado de pensamentos flutuantes, química volúvel e duas colheres de café solúvel em doses homeopáticas de cafeína. Deixo de culpar os afetos para destacar outros sentimentos mais visíveis no cotidiano violento dessa esfera enigmática que ando descobrindo e chamo de vida. Parece engraçado ou vai parecer mais ainda quando algumas conclusões já forem habito. Assuntos anormais que vão se tornar jargões e piadas. Torço muito pela evolução maciça dos pensamentos gerais, da percepção do próprio umbigo em pro da visão periférica, capaz de perceber mais cores que insignificâncias verbais. Dói às vezes perceber a minha existência e a tenuidade mínima que teremos pra prosseguir. As camadas sociais e os separatistas. Os preconceituosos, os viciados em perceber menos. São pequenos detalhes que nos mantém aqui vivos. A maneira que respiramos, a quantidade de sal que você coloca na comida ou os copos d’águas que deixa de beber. O seu comportamento pela existência, a cura do seu corpo não será permanente e a permanência nesse estado de matéria exige cautela em algumas curvas e sabedoria para mais detalhes ainda. Parece chato esse assunto, parece mais concreto do que deveria ser essa idade, mas meus dedos começaram a pesar para um lado diferente nesses últimos tempos e isso tranqüiliza, pacifica e permite mais filtro, até mesmo nas palavras.

Tira esse sorriso pra dançar menina. Sorri de lado e me olha assim, ensina a prestar mais atenção nos pequenos detalhes que posso te levar para conhecer o planeta mais distante que alcançarmos com a força de vontade e competência de existir. Sem tantas regras também, pra não parecer tão premeditado. Agrada-me o desconhecido, mirando sonhos impossíveis ou situações nas quais, eu pobre garoto, nunca tinha imaginado. É assim que quero levar a vida. Prestando atenção nela e só. Preciso ponderar com mais honestidade e tranqüilizar meu coração acelerado, identificando terroristas novos para impressionar a audiência. Iludidos permitiram adentrar uma nova promoção que vendia televisões antenadas pela metade do preço. Deveríamos prestar atenção na programação para compreender a continuidade dessa civilização, doutrinada por motivos interrompidos e colididos em diálogos imaturos, compram brigas com cartão de crédito. Adquirem à postura de seres passivos as estranhezas da vida. Homofobia, racismo, a maneira contraditória que os assuntos são debatidos somente para vender produtos caros durantes os intervalos. Margarinas, leite, Coca-Cola e televisões, para vender mais televisões e vender mais produtos. Debatemos o dinheiro e a sua necessidade, sim ele é necessário, pois precisamos nos alimentar tal qual adquirir educação respeitosa para os nossos filhos. Professor da rede pública já vem cansado pra quinta aula, tem tanta conta atrasada, brigou com a mulher e tem pouco tempo pra aproveitar seu filho recém nascido. Dorme mal já tem um tempo, mas ninguém presta atenção nele. Falam alto e gritam por mais atenção. Deve fazer parte da fase da vida desses jovens, uma hora a garganta cala pela realidade, que necessita seriedade para construir clarezas.

Acho justa a troca financeira ocorrida pelo esforço. Pelo trabalho, considero como satisfação poder pagar pelo serviço tão bem feito de todas as massas que contribuem simultaneamente umas as outras, plantando e colhendo. Espalhando frutos positivos da divisão bem feita de lucros mais sensatos e justos. O que entra em rota de colisão a minha maneira de pensar é perceber a rotina viciante que certas pessoas vivem, da insatisfação constante e maneira traumática que se permitem viver a vida. Sem tranqüilidade ou correndo atrás de um tempo que deixa de existir a cada segundo que nós respiramos e ainda assim dúvida de muita coisa.

Fiquei assustado com a dimensão dessa maré, senti vontade chorar e gritar. Segurando um pouco no oficio da atenção. Concentrado em pensar positivo pra ver aquela situação passar e logo acabar. Ficar despercebida pra não fazer sofrer o coração gritante. Respira com calma que tudo fica bem. Presta atenção até nisso. E fica calmo, vai dar tudo certo.

No Batalhão o Sargento pediu férias, decididas pelas famílias, pois todos programaram férias de quinze dias a dois anos. Compraram passagens caras, hotéis quatro estrelas, internet sem fio e batatinha no frigobar. Chocolates e café da manhã. Frutas e derivados do leite. De vaca ou de cabra, depende do gosto. Em agosto ele volta para outra expedição, dizendo que atual condição é pertinente da gozação múltipla de só uma ação. Longe da segunda, quase que na quarta, para sexta que se dane. Nas férias enfileirou dias para resumir a trajetória, vinte e cinco dias a mais, perto de completar mais um capítulo dessa história. Prefiro deixar longe essa falsa satisfação e contemplar a sobriedade.

Meu rosto pintado dispõe a realidade do meu coração atrapalhado, antecipado na ansiedade e na contagem dos dias, fico na espera do meu amor naquela mesma estação. Sem atrasos e o sorriso do tamanho do planeta Terra, com a paz que você me traz, acalmando até meu sono que erra pensando demais na hora de concluir menos coisas e presidir o mundo dos sonhos e dos encantos. Pessoas podem voar, crianças podem crescer e depois voltar, enlouquecer e depois se curar. Depende do gosto do cliente e da capacidade da sua sanidade em perceber que esses assuntos não devem ser mais discutidos, pois prestamos mais atenção no nosso próprio coração. Sem críticas ou disposição imediata para possível correção. Antes pense, alivie-se e pronto, já pode pensar em uma conclusão desse encontro. Defenda-se menos, esborrache-se mais, a dor vale pena em todas as tentativas possíveis, idealizem de outra maneira todos os conceitos humanos declarados e inscritos em livros antigos, de pensamentos e filosofias e outra civilização, sem mídias e trapaças. Sem Deus ou algum Santo Protetor, de todos São Jorge poderia me ajudar a controlar os costumes atuais, movidos por costumes enlatados e proliferados por seitas estranhas, homens de gravata e bíblias na televisão. Vendendo Jesus Cristo injustamente, logo ele que notou com fúria o capitalismo na Casa de seu Pai. Estranhos conceitos do capitalismo imoral. Remem prestando atenção para não interromper o fluxo do rio que precisa alimentar todos afluentes que banham milhares de pessoas e refrescam a sociedade.

Reflexões antes de dormir e um pavilhão de idéias em ordem alfabética. Pense no próximo e na troca. No compartilhamento dessas bolachas de água e sal. Da margarina no pote e no papo em dia. Pra saber se teu amigo está bem. Defino hoje..

Essa como a maior riqueza do mundo. O Plural e os novos conceitos a serem discutidos com mais pertinência nas próximas linhas que ganharão corpo nos textos seguintes a esse.

Quero aprender mais sobre a vida.



Leonardo Fonseca

2 de jun. de 2011

Palavras Cruzadas.

Erros e acertos acontecem na vida de todo mundo, assim como as derrotas e as vitórias, sucesso e fracasso. Amor e ódio e os opostos que durante todo o percurso, estarão juntos contrabalanceando a nossa passagem. Já errei tanto que me acostumei, não via mais problema em permanecer estático na dor e na conformação de um mundo vazio e estagnado. Literalmente parado, igual de menino que cresce sem perceber. É difícil perceber a vida, tem gente que completa quase noventa anos e nunca esteve por aqui, passou batido e no cérebro adormecido, se conteve com aquilo que acreditava e nada mais. Não! Não existe manual algum que diga a maneira mais correta de conduzir as nossas vidas, mas enxergo como perda de tempo perceber tão pouco que até mesmo a dor é necessária. É ditado de mãe, dizendo que você precisa calejar e se acostumar com tudo isso. Mãos mais firmes suportam bem o peso da nossa rotina, mas duvido que seja tão doloroso assim. Se seguir em frente for à melhor maneira de explicar o caminho das coisas, começarei assim a minha próxima história.

Na divisa entre o canal dezessete e o canal dezoito, implantaram o oceano mais violento de todos os tempos. Nem o livro mais antigo diz de tanta bravura assim, de água salgada, cheio de ondas e gritos rupestres. Muitos jovens se arriscam, mas muito desistem na metade. Outros vão, tentam e passam por momentos bem complicados. Remando forte contra a maré, cortando as ondas com o peito, engolindo muita água salgada. Por vezes preferindo apertar um botão e se ver livre logo daquela situação. Inconveniente, pesada. Assim como as broncas que eternizaram capítulos em minha vida. Minha mãe descendo a escada com o indicador apontado. Silaba atrás de sílaba e tanto ódio que parecia que o time dela tinha caído pra segunda divisão e que o nosso peixe beta estava com alguma doença rara.  

Perdi anos da adolescência em brigas intermináveis por razões tão fúteis, que foram todas abstraídas. Sobraram os arranhões, mas não me encano. Depois do vigésimo quinto percebi com mais clareza todas as frases ditas nesses canais passados. Quando percebi a minha função social, meu papel e onde as pessoas começam a precisar mais da minha existência. Nem as brigas acontecem sem um motivo sincero. Para tudo existe um pouco de nexo que pode ser explicado, até as situações mais controversas.

A vida não começa fácil, ela parte do principio de uma corrida onde o mais forte terá a possibilidade de conhecer o Planeta Terra e todas as confusões embutidas. Avaliam-nos desde criança, nosso peso, nossa cor, nosso jeito de falar, nosso jeito de andar e o jeito que a gente mastiga. Lembro de muita coisa da minha infância, tive muitos dias de herói, mas já senti muito medo. Quando percebi a vida conturbada e choro espalhado pela casa inteira. Vontade não andar, não pensar e só levar até o fim, onde é que ele estivesse. Senti o gosto da chatice, da frieza, nem lembrava que existia leveza.

Mas tudo isso faz muito sentido.

Nossos pais têm problemas como os nossos. Corações como os nossos. E a vida capitalista implanta várias ordens que mesmo vivendo o oposto, somos obrigados a existir perante essas leis ridículas. Entendo que a calma deve estar presente sempre, mas não fomos educados para sermos monges. Isso também foi implantado. Me desgasta essa cobrança. Pinóquio com nariz grande, tentando errar menos, mas deveriam avisar que errar é normal.

Todos queremos a liberdade, cada um no seu vão e na sua esfera, na sua mira e na sua possibilidade, com bondade até vem e permito entender assim vale a pena ser livre.

Vale a pena lembrar que para cada passo bem dado, uma boa retribuição simbólica do mundo. Cair e levantar, não tem cogitação extra, é pra isso que Deus te trouxe até aqui. Pede a cura, mas não entende o gosto do remédio, sem cruzes ou espadas. É só uma estrada e é só seguir.




Vale a pena por bagagem
Vale a pena por bondade
Independente do que ache
Faça aquilo que te eleve e te encaixe
Em uma vida de problemas mais curtos





L.F.

18 de mai. de 2011

- poema da saudade


Cabe em um cinzeiro esse coração maloqueiro
Desvirado, enxergo tão novo esse mundo parado
Estabilizado para entender com calma toda atitude
Percebo cada vez mais, que meus tombos geram virtudes

Enlouquecido e pasmo,
Envelhecido nos termos
Cada um que sabe
Então tem informação a menos para explicar
E falar sobre, ou então decifrar
Milhares já existem e reclamam menos
Outros vivem a vida acumulados de problemas pequenos

No meu Asteróide não tem canhão
Arma de fogo ou esses trecos que vai munição
É só atração pro bem e distanciamento
Quando me vi triste, sorrir foi o melhor tratamento

Assim que penso quando me cabe tempo para pensar
Ilustrando mais lentamente para que não venha errar
Expresso e curto, como café de máquina
Pesado e quente tira poeira dessa quina
Escondida no canto, mas não é o mesmo tanto
Preciso arrumar tudo por aqui, tem peso demais
Me segura tão lerdo que não consigo voar mais

Questão de se concentrar, procurar abrigo e depois melhorar
Levantar vôos bem altos, dificultando a tristeza chegar
Estranhando os problemas do mundo adulto
Que pede tanto que faça de conta que já é um menino culto
Esperto em sua gratidão
Elegendo presidente para essa multidão
De crianças desesperadas errando a milhão
Desenfreadas das curvas, descarrilando seu vagão

Na fila para o trem percebi o meu amor
Escondi-me por vergonha, me rosto emitiu o pavor
Fica com calma Coração
Ela só quer o seu bem e a sua consideração
Erramos todos também

E aumentar um problema, pode ser coisa somente da sua imaginação
Deita com calma e percebe que é sonho
Às vezes existem coisas na vida que deixa tudo muito estranho

Concentre-se mais.

Depois de pensar, só conclui uma coisa

Eu te amo tanto e cada dia dessa história, são vinte páginas muito amadas e desejadas
Quero muito estar ao seu lado pelo tempo que for possível estar
E se desejar mais ainda, tenho um monte de histórias para te contar
E quando pegar no sono

Você sabe em qual mundo vou te encontrar.


Te vejo no mundo dos sonhos.


Gordinho.

17 de mai. de 2011

#BASICNUMBER - Treinando novos verbos

Escova os dentes que eu preparo o café. Duas colheres de açúcar e meio mamão pra cada um. Tem um pelinho no seu paletó meu amor. Tem que ficar esperta hoje meu amor, parece que vai chover e nosso filho tem futebol. Tomaremos cuidado juntos. Qual melhor hora para nos encontrarmos para o almoço? Conheci o melhor restaurante da zona oeste. Pulando e flertando apaixonados. Acostumado com o amor que abençoa a luz de cada manhã. Percebo em terceira pessoa a realidade dos fatos. Seguindo. Avisto os dois caminhando pela manhã, cada um partindo para os seu detino pessoal, de segunda até sexta, no batente, contente. Levando como pode cada passo dessa imensidão. Na missão de fazer renda para viver como a necessidade dessa sociedade  que implica tanto. Pedindo produção constante, como se fossemos lâmpadas ou motores em combustão. Fervendo e borbulhando pontos de vistas controversos para aqueles que preferem os dias mais calmos. Melhor estar em dois, são mais mãos para construir. Mais idéias, mais conselhos e opiniões a serem discutidas. O interessante da vida é ter problemas, cada vez mais. Evoluindo a cada um, faz sentido se pensar assim. Logo cedo devemos nos preocupar somente com problemas pequenos, como tomar um bom banho e colocar a quantidade exata de açúcar no seu café e não me importo com dependência. É dependência demais achar que tudo é dependência também. Por isso, prefiro aliviar e assim que devemos fazer sempre.

- construíram em sorrisos unificados o diálogo que sem a necessidade de verbos ditos, somente em atração visual, já disse tudo que precisava, acalmando e levitando todos os sentimentos bons possíveis. Que estranho me separar daqui e sentindo a calma do universo que chama para abraço com muita pressa, acolhendo os medos que me passaram pela vista nos últimos dias.

Contas espalhadas e faturas vencidas. Imposto de renda e treze por cento que não volta. Eu sou a soma inútil de todas as novidades sem razão que já te apresentaram. Tento fazer de conta que não, lendo revistas e tentando entrar de cabeça em assuntos ligados a moda. Mas é tudo a mesma coisa, clichê do mesmo. Durante as quatorze horas, minha cabeça pesou junto com a dela. Amor, perdeu a razão. É tanta dor que é melhor dormirmos esse amor que está dificultando tanto. À noite a gente se vê em algum lugar perdido desses sonhos tão lúcidos. Parecidos com os dias que senti medo ou pude voar.

Invadiram disparando balas de borracha para todos os lados, me joguei atrás do balcão de informação e vi te levarem. Corri o suficiente para perceber que não sou tão rápido quanto imaginava. Não eram balas de borracha. Borracha não fura, não corta o coração, não exclama com tanta violência assim. Não mesmo.


... tentei começar, mas não consigo continuar




Leo Fonseca

13 de mai. de 2011

#BASICNUMBER - Daquele todo borrocado, logo ali, em instantes

No corredor de congelados escolhendo a janta mais barata que fosse possível levar. Encarecido pelos juros, enriqueceu pouco demais na última temporada, desfavorecendo o lucro absoluto e abstraindo assim qualquer cédula que perdurasse em sua carteira desbotada. Envelhecida pelo desmerecimento. Tanto faz. Escolheu a mais rápida. Dez minutos de microondas e a perfeição reinaria. Eu vestido de palhaço, com meu jornal a tirar colo. Cintura fina e um sorriso do tamanho do Planeta. Desfavorecido da merecida beleza terrena e obrigatória, televisivamente falando. Me alimento bem, mas é que as vezes esqueço de comer. Muito normal entres os normais do lado de cá. Entretanto, descreio que essa explicação tornará sua conclusão mais plausível. Cabe aos confusos do canto de lá explicarem melhor suas opiniões sem esquentarem as suas costas com estresse e impedimentos colaterais de contas atrasadas. É tudo tão normal quanto comida barata. E me visto assim, como um palhaço triste, antigo e decadente, perdido de amor por amores que nunca existiram, mas de tanto adivinhar a hora que viria, viciei-me demais e enlouqueci. Pedra atrás de pedra. Reconheci o meu passado esmagando o meu presente momento. Mas que falha é essa, meu senhor? Que maneira mais rude de apresentar vossa senhoria para as pessoas que por aqui passam. És um palhaço triste, humilde em seus laços, acalmado pela lentidão de sua vida. Conformado, levando a devidos passos sincronizados.

Se fosse música, seria lenta, cantada por um vocal grave. Timbres rudes e guitarras envelhecidas, fitas k7 e vinis riscados. Tocando Tim ou Elis, disfarçado ainda assim, cantarolando a solidão de mais um dia, revoltado não podia estar. Entristecido por verbos encalhados em conversa que deveria acabar antes, mas a burrice não permite. Antes das seis é melhor ficar em silêncio, que saudade da sua voz. Sussurrando em dia de sábado, falando pro domingo demorar. Sou viciado em sentimentos pesados, por isso aqui estou. Com esse fardo pesado, de bolas de cores que já saíram da moda. Nariz vermelho, redondo, acabando com qualquer tipo de semelhança agradável. Chorei quando percebi que a única graça que daria ao mundo, era a de não existir,
Sem vocação para dançarino, era um menino tímido na infância.

Certa vez jogava futebol antes da aula começar, devia ter nove anos. Como não fazia parte da aula, improvisávamos bolas aleatórias. Pequenas, de borracha, menores que as de futebol convencional. Só pra passar o tempo que tinha demais pela tão pouca idade. E foi só um chute que me marcou muito e fez a bola voar pelo alambrado, logo, para fora do colégio. Home Run. Cinematográfico, mas o dono da bola não gostou tanto assim. Toda balança precisa de dois lados, francamente, faz muito sentido! Ele correu muito atrás de mim, como se fosse bomba na Faixa de Gaza. Sem saber, fugi. Deveria ter resolvido, mas não resolvi. Sai correndo sem parar.

Triste Palhaço de passos contidos, ocasiões poucas e tantos sorrisos que cabem em poucas mãos. Três no mínimo, mas fracionado, pareceria menos do que é suficiente para garantir que está realmente feliz. Precisa só de silêncio na volta da maré, acalentando refrões simples de entender, para não confundir tanto essa audiência. Você sente comigo? Você consegue sentir isso que está aqui? Cada laço? Cada semelhança? No temor de ser igual, abafando o peso e isso é tão estranho.

-

Declaro derrota só por essa noite, volto pra casa calado e deixo alguma roupa por aqui. Só pra voltar amanhã, dizendo que esqueci. Seria motivo pra te ver, certeza que seria, mas atrás dessa cara lavada. Respiro a leveza e a gratidão de mais uma conclusão.

Palhaço vagabundo coração maloqueiro
Mal sabia em quanto tempo, mas hoje chamaria de primeiro
Sorrateiro, Traiçoeiro, Concordou,
Aceitou e disse que daqui pra frente seria diferente
Que coragem
e eu achando que dali só saía bobagem.
Convencido a milhão, percebi o merecimento dessa ocasião
Enfrentar desafios, completar lugares vazios
Eu sei que dá, é só acreditar, mirar e atirar
Encontra a ponta, do outro lado da lança
Fio de esperança, uma mudança
Faz tudo parte da nossa evolução
Dizendo que vale a pena essa situação
Se concordar, vou sim
Juro que eu vou até o Fim. [YO!]



Leonardo Fonseca


[Teste Criativo e Nada Além Disso]