Começaria todos os meus discursos com uma expressão de "sei lá", por sempre estar em dúvida do que falar, como me expressar e enfim ser percebido na frente de uma ou mais de mil pessoas, por mim tanto faz, o nervosismo sempre será o mesmo, assim como o espírito jovem que ronda a minha atmosfera diariamente. Por não ter certeza de muitas coisas prefiro admitir que não sei quase nada.
E assim hoje eu admito estar lutando pela paz do mundo, não de todo ele por que isso é muito para a minha meia altura e também demais para gritar, não quero ficar sem voz logo cedo, faria mal durante o dia e acabaria indo dormir não tão bem. Lutaria por mim mesmo e contra mim mesmo, em pró da paz intelectual e da prosperidade em tudo aquilo que penso, acho e julgo, mesmo não tendo idade o suficiente para ao menos falar o que é certo ou errado, mas hoje eu luto pela minha paz, pelas tardes de sono preguiçoso e por toda vida leve que desejo diariamente, com muita fome e pouca esperteza.
Estar em paz, essa é a meta, não pensar no trânsito e esquecer o barulho dos aviões que vejo subindo todos os dias. Vou ver o céu e querer desenhar a minha infância toda em uma folha de sulfite velha que encontrei no fundo da gaveta, ainda guardo comigo todos os lápis de cor e tudo aquilo que acho necessário para construir um belo sol que ilumina todo meu reino do estranho mundo, meu só meu e egocentricamente meu. Nele eu faço a perfeição em traços tortos, do meu jeito, sem a necessidade básica e tão chata da beleza televisiva e, a total superficialidade que ronda as cabeças vazias, tão preocupadas com a largura de suas sobrancelhas.
Comemoraremos a Páscoa quando for Natal e faremos auto-festas de aniversário diariamente, pois exaltaremos a grandiosidade de nossas existências sempre que o tão adorado dia começar. Será tudo a nossa maneira e vamos cantar todas as músicas o mais alto possível, deixando apenas os bons velhos moços dormirem após o almoço, mas será um breve descanso, por que viveremos tudo que for possível viver e aproveitaremos todos os dias como nas férias e o horário de verão, quando seus pés já estão pretos de tanto brincar descalço e mesmo assim, você deseja mais do que nunca que sete horas da noite ainda seja quatro e reza para que não chova tão forte, para poder ver a sua amada descendo o elevador e vindo em sua direção com o maior sorriso do mundo. Hoje não será dia de usar roupas pesadas e tênis apertados, podemos sonhar o dia todo deitado com a barriga para cima em nossas camas de espuma macia.
Meu bem, passe em casa antes de ir para a festa, troque seus sapatos por chinelos sem elástico e deixe em casa toda a sua vontade de não viver, por que hoje vamos celebrar a falta do que comemorar, e vamos curtir as nossas próprias e verdadeiras alegrias sem motivo algum, pelo simples e puro fato de estar vivo, podendo dizer "ainda bem"! Dançaremos até o dia nascer novamente, para termos mais uma infinidade de motivos para dizer para nossos filhos um dia, que somos a melhor geração que já existiu nessa terra, que não lembra muito bem de seus frutos, mas escreveremos hoje a nossa carta para a eternidade e deixaremos na história a nossa elegância e maneira sublime de viver os básicos dias de nossas vidas.
Hoje não é dia para refletir e muito menos gastar nossas massas cefálicas com pensamentos pesados a serem discutidos em grupo, ou até mesmo sozinho, assim como todo momento antes de dormir, que você para e tenta acreditar logicamente que quase tudo não faz tanto sentido e as outras que sobram são consequências naturais da vida. Não, hoje é dia de dormir sem pensar, mesmo com toda a impossibilidade do fato, vou apenas colocar os dois pés para cima e apoiar a minha cabeça no seu colo. Se vou dormir ou não, tanto faz hoje é o dia internacional do "Sei lá", por que de nada sabemos e não será hoje o dia da descoberta, por mim tanto faz, por mim estar em paz é o que basta e de resto, com os meus desenhos nas últimas folhas do caderno de História, vou sobrevivendo.
A festa não tem música, cada um dançará o seu ritmo particular, sem muitos compassos ou maneiras corretas a serem ditadas. Reinará a liberdade em nossos pés e corpos completos. Será nosso todo o mundo e de todos aqueles que são capacitados de enxergar no nada a grande beleza do tudo e conseguir se encontrar em paz diante da simplicidade de um dia qualquer, perdido durante uma semana, desse não tão comum mês de Março.
A festa está só começando.
De resto?
A vida eu vou levando
Leonardo
E assim hoje eu admito estar lutando pela paz do mundo, não de todo ele por que isso é muito para a minha meia altura e também demais para gritar, não quero ficar sem voz logo cedo, faria mal durante o dia e acabaria indo dormir não tão bem. Lutaria por mim mesmo e contra mim mesmo, em pró da paz intelectual e da prosperidade em tudo aquilo que penso, acho e julgo, mesmo não tendo idade o suficiente para ao menos falar o que é certo ou errado, mas hoje eu luto pela minha paz, pelas tardes de sono preguiçoso e por toda vida leve que desejo diariamente, com muita fome e pouca esperteza.
Estar em paz, essa é a meta, não pensar no trânsito e esquecer o barulho dos aviões que vejo subindo todos os dias. Vou ver o céu e querer desenhar a minha infância toda em uma folha de sulfite velha que encontrei no fundo da gaveta, ainda guardo comigo todos os lápis de cor e tudo aquilo que acho necessário para construir um belo sol que ilumina todo meu reino do estranho mundo, meu só meu e egocentricamente meu. Nele eu faço a perfeição em traços tortos, do meu jeito, sem a necessidade básica e tão chata da beleza televisiva e, a total superficialidade que ronda as cabeças vazias, tão preocupadas com a largura de suas sobrancelhas.
Comemoraremos a Páscoa quando for Natal e faremos auto-festas de aniversário diariamente, pois exaltaremos a grandiosidade de nossas existências sempre que o tão adorado dia começar. Será tudo a nossa maneira e vamos cantar todas as músicas o mais alto possível, deixando apenas os bons velhos moços dormirem após o almoço, mas será um breve descanso, por que viveremos tudo que for possível viver e aproveitaremos todos os dias como nas férias e o horário de verão, quando seus pés já estão pretos de tanto brincar descalço e mesmo assim, você deseja mais do que nunca que sete horas da noite ainda seja quatro e reza para que não chova tão forte, para poder ver a sua amada descendo o elevador e vindo em sua direção com o maior sorriso do mundo. Hoje não será dia de usar roupas pesadas e tênis apertados, podemos sonhar o dia todo deitado com a barriga para cima em nossas camas de espuma macia.
Meu bem, passe em casa antes de ir para a festa, troque seus sapatos por chinelos sem elástico e deixe em casa toda a sua vontade de não viver, por que hoje vamos celebrar a falta do que comemorar, e vamos curtir as nossas próprias e verdadeiras alegrias sem motivo algum, pelo simples e puro fato de estar vivo, podendo dizer "ainda bem"! Dançaremos até o dia nascer novamente, para termos mais uma infinidade de motivos para dizer para nossos filhos um dia, que somos a melhor geração que já existiu nessa terra, que não lembra muito bem de seus frutos, mas escreveremos hoje a nossa carta para a eternidade e deixaremos na história a nossa elegância e maneira sublime de viver os básicos dias de nossas vidas.
Hoje não é dia para refletir e muito menos gastar nossas massas cefálicas com pensamentos pesados a serem discutidos em grupo, ou até mesmo sozinho, assim como todo momento antes de dormir, que você para e tenta acreditar logicamente que quase tudo não faz tanto sentido e as outras que sobram são consequências naturais da vida. Não, hoje é dia de dormir sem pensar, mesmo com toda a impossibilidade do fato, vou apenas colocar os dois pés para cima e apoiar a minha cabeça no seu colo. Se vou dormir ou não, tanto faz hoje é o dia internacional do "Sei lá", por que de nada sabemos e não será hoje o dia da descoberta, por mim tanto faz, por mim estar em paz é o que basta e de resto, com os meus desenhos nas últimas folhas do caderno de História, vou sobrevivendo.
A festa não tem música, cada um dançará o seu ritmo particular, sem muitos compassos ou maneiras corretas a serem ditadas. Reinará a liberdade em nossos pés e corpos completos. Será nosso todo o mundo e de todos aqueles que são capacitados de enxergar no nada a grande beleza do tudo e conseguir se encontrar em paz diante da simplicidade de um dia qualquer, perdido durante uma semana, desse não tão comum mês de Março.
A festa está só começando.
De resto?
A vida eu vou levando
Leonardo
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