Seja atlético e não falte nas aulas de direção, cumpra todas as regras e seja sempre feliz. Chorar está totalmente fora de moda e você não pode parecer deslocado de frente aos seus companheiros diários. Amigo da mesmice, colega da igualdade de todos o santos dias de nossas vidas. Cumprir, cumprir e cumprir, não existe o meio termo, seja sempre legal e faça sempre todo mundo sorrir, não deixe nem mesmo a maior tristeza do mundo te afetar, esta que está sendo considerada hoje pela mídia como a maior forma clichê de se expressar. Seja adepto de toda falsidade mundana, pois assim você vai conseguir o maior número de contatos no seu Orkut e caso ele não conecte hoje, por favor entre em desespero, pois a sua vida se baseia em tudo aquilo que não se pode tocar, toda virtualidade dos abraços sem braços e dos beijos sem saliva. Esse é o mundo que você escolheu viver, essa é a sorte que nós seres humanos, de uma geração um tanto quanto estranha, temos e não temos uma segunda opção. O cardápio é esse, aceite, aceite e aceite.
Sou a decepção em pessoa e não tenho nada de novo para te contar hoje, a cruz pendeu e machucou as minhas costas mais uma vez. Amanheci sobre a rotina e obrigado mais uma vez a mostrar meus dentes amarelados para diversas pessoas que eu mal sei o segundo nome. Não sei diferenciar meus amigos e para mim todos parecem ter vindos do mesmo pacote de biscoitos da promoção. Sei diferenciar um grupo pequeno de pessoas, mas essas praticamente pouco sabem sobre o meu desespero. Ser gente é o pior câncer que a vida poderia me dar e essa é a dor que carrego todos os dias, esperando o absoluto fim. Seria como acabar com a minha própria dor, como se fosse massagem para incomodos na coluna.
Desculpa não ser o garoto alegre que ilustra a capa da Capricho e não ter tantos assuntos para encher os teus ouvidos de novidades. Tento ser, mas só tento, em várias tentativas quase que nulas. De tanto tentar acabo me vendo abraçado ao mau humor mais uma vez, não por querer, até porque nessa minha vida acontece meio que sem querer e essa que lhe dedico hoje, é só mais uma.
Queria saber falar de amor e de músicas bacanas, aquelas que fazem seu pé ficar inquieto enquanto ouve, tentando controlar com os dedos a batida e gingando sua cabeça conforme o ritmo. Sou música chata, daquelas entediantes, que antes mesmo de marcar um minuto, você está pedindo em voz alta para música acabar, ou com os seus dedos em apuros, você passa para a próxima faixa. Sou a faixa que ninguem ouve, que todo mundo prefere passar para frente e ouvir a mais animadinha, daquelas que modificam o formato dos sorrisos. Sou de lágrima e essa talvez seja uma das minhas especialidades, não gosto de ser para baixo ou coisa assim, mas algo me machuca tanto que eu não consigo viver em paz.
Sim, são lamentações. Elas não são tão expressivas assim e só aparecem em dias que eu seleciono, ou talvez o maldito capitalismo que resolveu criar datas idiotas para que eu perceba que a vida é uma grande piada sem graça, que mesmo você tentando entender, nunca vai ter a mínima graça. Não faz sorrir e te deixa com raiva, não pelo modo que a mesma foi contada, mas por cotucar aquilo que você queria deixar escondido e lembrar somente por alguns segundos, não aqueles antes de dormir, pois seria o suficiente para você perder uma noite inteira de sono. Pensamentos alegres são bons, mas custam muito caro. Tento encontrar alguns em promoção todas as vezes que passo pelo supermercado, mas acabo percebendo que esse eu nunca vou encontrar em lojas de variedades.
Tento não ser egoísta, mas não encontro problema algum em minhas palavras, até mesmo porque, dizê-las é a única coisa que eu sei fazer um pouco bem. Tentei encontrar a vírgula ou acento errado que eu coloquei no meu texto dos dias, mas juro, não estou encontrando. Queria ter um motivo, talvez assim fosse mais fácil compreender essa dúvida que está tirando a minha paciência. Sei, eu sei. Sempre peço a todos muita paciência, mas como bom ditador de regras básicas da vida, tenho um discurso lindo e bem improvisado sempre, coloco palavras bacanas que enchem de esperanças aqueles que os ouvem, mas desculpa, não sei ser coerente no que digo e sempre me pego errando e colocando em contraversão aquilo que disse. Se peço para sorrir, me escondo e choro. Se peço para ter coragem, me vejo medroso. Desculpa pela minha fraqueza, vou frequentar mais a academia e vou ficar forte. Mas mesmo assim não consigo encontrar um dano se quer nessa história que estamos criando. Vou me desacostumar, desculpa por me apegar tão facilmente ao que me faz bem. Talvez seja esse meu problema. Amei a luz quando estava na escuridão e agora me vejo agarrado a ela. Não queria ter que largar e tentar corrigir o que não estava errado até então. Não vejo motivos e não sei o que acontece.
compreender o incompreensível é chato e deixa os cabelos brancos
fazer é difícil hoje, então por favor...
me deixa sofrer em paz.
de resto...
prefiro deixar esse como resto
Leonardo
Sou a decepção em pessoa e não tenho nada de novo para te contar hoje, a cruz pendeu e machucou as minhas costas mais uma vez. Amanheci sobre a rotina e obrigado mais uma vez a mostrar meus dentes amarelados para diversas pessoas que eu mal sei o segundo nome. Não sei diferenciar meus amigos e para mim todos parecem ter vindos do mesmo pacote de biscoitos da promoção. Sei diferenciar um grupo pequeno de pessoas, mas essas praticamente pouco sabem sobre o meu desespero. Ser gente é o pior câncer que a vida poderia me dar e essa é a dor que carrego todos os dias, esperando o absoluto fim. Seria como acabar com a minha própria dor, como se fosse massagem para incomodos na coluna.
Desculpa não ser o garoto alegre que ilustra a capa da Capricho e não ter tantos assuntos para encher os teus ouvidos de novidades. Tento ser, mas só tento, em várias tentativas quase que nulas. De tanto tentar acabo me vendo abraçado ao mau humor mais uma vez, não por querer, até porque nessa minha vida acontece meio que sem querer e essa que lhe dedico hoje, é só mais uma.
Queria saber falar de amor e de músicas bacanas, aquelas que fazem seu pé ficar inquieto enquanto ouve, tentando controlar com os dedos a batida e gingando sua cabeça conforme o ritmo. Sou música chata, daquelas entediantes, que antes mesmo de marcar um minuto, você está pedindo em voz alta para música acabar, ou com os seus dedos em apuros, você passa para a próxima faixa. Sou a faixa que ninguem ouve, que todo mundo prefere passar para frente e ouvir a mais animadinha, daquelas que modificam o formato dos sorrisos. Sou de lágrima e essa talvez seja uma das minhas especialidades, não gosto de ser para baixo ou coisa assim, mas algo me machuca tanto que eu não consigo viver em paz.
Sim, são lamentações. Elas não são tão expressivas assim e só aparecem em dias que eu seleciono, ou talvez o maldito capitalismo que resolveu criar datas idiotas para que eu perceba que a vida é uma grande piada sem graça, que mesmo você tentando entender, nunca vai ter a mínima graça. Não faz sorrir e te deixa com raiva, não pelo modo que a mesma foi contada, mas por cotucar aquilo que você queria deixar escondido e lembrar somente por alguns segundos, não aqueles antes de dormir, pois seria o suficiente para você perder uma noite inteira de sono. Pensamentos alegres são bons, mas custam muito caro. Tento encontrar alguns em promoção todas as vezes que passo pelo supermercado, mas acabo percebendo que esse eu nunca vou encontrar em lojas de variedades.
Tento não ser egoísta, mas não encontro problema algum em minhas palavras, até mesmo porque, dizê-las é a única coisa que eu sei fazer um pouco bem. Tentei encontrar a vírgula ou acento errado que eu coloquei no meu texto dos dias, mas juro, não estou encontrando. Queria ter um motivo, talvez assim fosse mais fácil compreender essa dúvida que está tirando a minha paciência. Sei, eu sei. Sempre peço a todos muita paciência, mas como bom ditador de regras básicas da vida, tenho um discurso lindo e bem improvisado sempre, coloco palavras bacanas que enchem de esperanças aqueles que os ouvem, mas desculpa, não sei ser coerente no que digo e sempre me pego errando e colocando em contraversão aquilo que disse. Se peço para sorrir, me escondo e choro. Se peço para ter coragem, me vejo medroso. Desculpa pela minha fraqueza, vou frequentar mais a academia e vou ficar forte. Mas mesmo assim não consigo encontrar um dano se quer nessa história que estamos criando. Vou me desacostumar, desculpa por me apegar tão facilmente ao que me faz bem. Talvez seja esse meu problema. Amei a luz quando estava na escuridão e agora me vejo agarrado a ela. Não queria ter que largar e tentar corrigir o que não estava errado até então. Não vejo motivos e não sei o que acontece.
compreender o incompreensível é chato e deixa os cabelos brancos
fazer é difícil hoje, então por favor...
me deixa sofrer em paz.
de resto...
prefiro deixar esse como resto
Leonardo
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