Estudo da falta do “eu” em textos de assuntos diversos
Objetivo: Não usar de forma alguma “eu” em todos os textos seguintes. Os textos vão se referir a assuntos diversos, passados, novos e possíveis redundâncias. Quero ver se realmente consigo anular algumas palavras e ainda assim manter uma possível concordância em tudo que escrevo.
Tema: Sexo (tudo aquilo que dá vergonha de pensar e mostrar aos pais)
Nunca se atreva a tocar no assunto durante o almoço com a família, pode assustas, pode constranger os mais velhos e até mesmo ocasionar uma briga fora de hora. Guarda só para você e se não quiser esquecer, anota em um caderno e esconde da própria vista. Deixa virar passado, sensações, seduções que nunca vão entrar em um lugar vazio dentro de sua memória. Cultive para si toda essa plantação de libido, tem coisas que é melhor não dizer. Não se vende na TV por diversos motivos. Ainda vivemos em uma sociedade quadrada demais para conversar abertamente sobre tudo aquilo que nos transmite prazer. Melhor não pensar tanto.
Danço com os seus cabelos e adoro repetir as mesmas palavras sempre. Essa é a minha forma de fazer o errado aos seus olhos. É a minha maneira, treinei assim, aprendi assim e assim vou fazendo. Não adianta dizer que não vai gostar, vou sentir em seu rosto cada gota de suor. Respirando pudor de uma noite sem dormir. Escolho um final de semana e declaro feriado nacional. Perco um dia inteiro, perderia uma vida repetindo tudo isso. Não pareceria velho, não pareceria com nada que já vi. Coloco todos os pronomes possíveis no subjetivo, no indireto, mas diretamente, caminho para cima do seu corpo e vou decifrando um mapa.
Tira essa camiseta pesada, está tão calor aqui. Vem fazer o seu corpo suar perto do meu. Coloca para fora essa sua vontade de mudar de nome. Coloca para fora tudo aquilo que desejar tirar de dentro de si. Saia de você e seja quem quiser. Seja atriz, seja cantora da minha noite. Faz disso tudo um show, vicioso. Orgulhoso em me ver aqui, nesse momento, por estar perto do acontecimento que sempre espero muito tempo para acontecer. Por isso não perco tempo. Abaixo as suas calças e te deixo com vergonha. É lindo te ver assim, é lindo sentir a sua vergonha me deixando arrepiado. É só para mim e para mais ninguém.
Cada curva desse corpo, cada pelo que arranco com a boca e vou marcando as partes que gosto mais. Adoro ainda mais quando parece proibido, quando fazemos escondido. Alguém vai chegar e isso precisa terminar logo. Não me preocupo com os tempos verbais e muito menos se estou certo em me expressar assim. Alguns cantam, outros desenham. Todos são explícitos dentro de suas artes. Na minha arte desenho com palavras e canto com a boca fechada. Dissertação, narrativa e algo que tenha outra denominação dentro do português, não sei. Ninguém sabe a melhor forma.
Não pretendo transformar as minhas ambições em um conto erótico. Entre os seios e o seu umbigo, uma mordida atrás, na nuca, localizando o seu prazer com um gemido gostoso. Gosto quando parece sujo, gosto quando usa toda sua força. Adoro ver meu corpo vermelho. Esses arranhões que desejo ver sempre em meu corpo, como se fosse tatuagem, como se fosse impossível sumir. Não suma, apareça no verão sempre que quiser. Tem um lugar só seu no meu quarto. No meu coração não, aqui não cabe mais ninguém. Mas o conforto da minha cama sempre te espera.
Faça-me adolescente mais uma vez, menino. Quero perder minha virgindade usando essas palavras e vai se lembrar para sempre. Hoje parece melhor que ontem e disso que você mais gosta. Não precisa assumir, existem outras mil maneiras de descobrir o que realmente está sentindo quando seu corpo está sobre o meu.
Quando quiser
Sabe onde me encontrar
Leonardo
Objetivo: Não usar de forma alguma “eu” em todos os textos seguintes. Os textos vão se referir a assuntos diversos, passados, novos e possíveis redundâncias. Quero ver se realmente consigo anular algumas palavras e ainda assim manter uma possível concordância em tudo que escrevo.
Tema: Sexo (tudo aquilo que dá vergonha de pensar e mostrar aos pais)
Nunca se atreva a tocar no assunto durante o almoço com a família, pode assustas, pode constranger os mais velhos e até mesmo ocasionar uma briga fora de hora. Guarda só para você e se não quiser esquecer, anota em um caderno e esconde da própria vista. Deixa virar passado, sensações, seduções que nunca vão entrar em um lugar vazio dentro de sua memória. Cultive para si toda essa plantação de libido, tem coisas que é melhor não dizer. Não se vende na TV por diversos motivos. Ainda vivemos em uma sociedade quadrada demais para conversar abertamente sobre tudo aquilo que nos transmite prazer. Melhor não pensar tanto.
Danço com os seus cabelos e adoro repetir as mesmas palavras sempre. Essa é a minha forma de fazer o errado aos seus olhos. É a minha maneira, treinei assim, aprendi assim e assim vou fazendo. Não adianta dizer que não vai gostar, vou sentir em seu rosto cada gota de suor. Respirando pudor de uma noite sem dormir. Escolho um final de semana e declaro feriado nacional. Perco um dia inteiro, perderia uma vida repetindo tudo isso. Não pareceria velho, não pareceria com nada que já vi. Coloco todos os pronomes possíveis no subjetivo, no indireto, mas diretamente, caminho para cima do seu corpo e vou decifrando um mapa.
Tira essa camiseta pesada, está tão calor aqui. Vem fazer o seu corpo suar perto do meu. Coloca para fora essa sua vontade de mudar de nome. Coloca para fora tudo aquilo que desejar tirar de dentro de si. Saia de você e seja quem quiser. Seja atriz, seja cantora da minha noite. Faz disso tudo um show, vicioso. Orgulhoso em me ver aqui, nesse momento, por estar perto do acontecimento que sempre espero muito tempo para acontecer. Por isso não perco tempo. Abaixo as suas calças e te deixo com vergonha. É lindo te ver assim, é lindo sentir a sua vergonha me deixando arrepiado. É só para mim e para mais ninguém.
Cada curva desse corpo, cada pelo que arranco com a boca e vou marcando as partes que gosto mais. Adoro ainda mais quando parece proibido, quando fazemos escondido. Alguém vai chegar e isso precisa terminar logo. Não me preocupo com os tempos verbais e muito menos se estou certo em me expressar assim. Alguns cantam, outros desenham. Todos são explícitos dentro de suas artes. Na minha arte desenho com palavras e canto com a boca fechada. Dissertação, narrativa e algo que tenha outra denominação dentro do português, não sei. Ninguém sabe a melhor forma.
Não pretendo transformar as minhas ambições em um conto erótico. Entre os seios e o seu umbigo, uma mordida atrás, na nuca, localizando o seu prazer com um gemido gostoso. Gosto quando parece sujo, gosto quando usa toda sua força. Adoro ver meu corpo vermelho. Esses arranhões que desejo ver sempre em meu corpo, como se fosse tatuagem, como se fosse impossível sumir. Não suma, apareça no verão sempre que quiser. Tem um lugar só seu no meu quarto. No meu coração não, aqui não cabe mais ninguém. Mas o conforto da minha cama sempre te espera.
Faça-me adolescente mais uma vez, menino. Quero perder minha virgindade usando essas palavras e vai se lembrar para sempre. Hoje parece melhor que ontem e disso que você mais gosta. Não precisa assumir, existem outras mil maneiras de descobrir o que realmente está sentindo quando seu corpo está sobre o meu.
Quando quiser
Sabe onde me encontrar
Leonardo
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