5 de nov. de 2008

Esse, eu fiz sem pensar...

Falando baixo pelos cantos, vai cantando até o começo da sua rua, vê menina bonita e se despede da cama. Fez tudo bem cedo, café, pão e margarina. Uma ou duas passadas pelo pão, tanto faz, gosta de um pouco de gosto ao amanhecer. Poesia que convence muito pouco ao que assiste, mas tudo bem, começa assim o dia, terminará não distante do mesmo, mas está tranqüilo por ver final de semana chegar.

Respirou tristeza por uma noite inteira, queria amor, queria um pouco de paz e talvez essa que ainda não encontrará no café. Procura sorriso, procura cochilo pesado no ombro, mas não encontra. Normal, muito normal. Os corações estão escondidos atrás de suas contas atrasadas. Preocupa demais e vive tão pouco. É de dar pena. Anda tão sozinho e os amigos estão todos ocupados amando suas namoradas.

Aos sábados consigo sentir solidão, só aos finais de semana. Quando o telefone deveria tocar, chamariam para o almoço de família. Reveza! Cada um em uma cada. Final se semana aqui. Final de semana que vem, lá! Vão alternando e revezando alegria então proporcionada. Dão risada de algum filme, se amam, se encolhem. Dormem e resolve-se que não vão acordar. Hoje é domingo e pouco importa a velocidade do mundo.

O relógio fica sem pilha e peço para Deus para o mundo não andar. Vá devagar vida, só hoje, amanhã, não sei! Capotado, caído e jogado. Com a mesma roupa e muito cheiro de preguiça. Preguiça que gosto, preguiça que amo essa que não precisa sair de mim ao final do dia.

Começa a semana assim, silenciosamente, com calma e devagar. Amei demais, cansei tão pouco e assim prefiro viver a vida. Como se todos os dias fossem domingo. Como se tudo fosse repetido, não me importo. Escrevo da maneira que me for mais cabível. Converso e sigo dialogando. Mesmo que seja um monologo. Não me importo com regras enquanto tento encontrar algo que me faça ficar concentrado.

Altos serão baixos e o domingo será sábado. Quando resolvo não por regra, faço tudo parecer ebulição. Tira à chaleira do fogo, ela começou apitar e isso atrapalha agora. Não quero ouvir voz alguma. Quero estar sozinho e repetir tudo que eu, eu e mais eu, quiser repetir. Cansei de tudo e de todos por trinta segundos hoje e não pretendo assustar ninguém. Vou parecer repetitivo e você vai detestar. Vai falar para todos que esse de todos, realmente, foi o pior. Mas não me importo. Não acordei para me importar e deixo tudo de férias, no seu lugar, para não parecer cansativo essa desordem. Para fazer alegria no olhar daquele quem o vê. Prefere não ver bagunça e seu coração pede sempre para que tudo esteja no seu devido lugar. Tenho palavras que adoro e gosto sempre da sua companhia. Vão aparecendo nesse par louco de mãos que tenho. Meus dedos não sabem a verdadeira ordem das letras, mas vão se encaixando como deve ser. Se ficar enjoado até aqui. Vejo agora, sim, agora! Uma nova chance de levar você até a última linha. Quando perceber que não leu nada e foi tudo obra de uma perfeita exatidão que realmente, é nula!


L. Fonseca

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