28 de dez. de 2010

#PREANUNCIO - Julgamentos circulares de sentimentos aleatórios sendo discutidos em versos.


Soando como bom dia o primeiro olhar pela manhã, desconfigurado, reconstruindo os pensamentos partidos pela noite que correu, desenvolvendo assuntos distintos. Na calma da continuidade, do processo do seguinte.

Assim acordou com suas asas amassadas. Mal pensava, sem que fosse costume lembrar a raridade desse hábito. Dedilhando palavras, atacou-se sobre a cama e logo começou a praguejar a diferença. Pesado para o momento.

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- fala menos disso e daquilo. Esse que é o assunto que já me cansou o suficiente. Compreender é dádiva de menino menos sabido. Desprovido de capacidade, pensa na lerdeza, isso quando pensa. Sem pegar no tranco não posso mais ficar e explicar. Replicando minhas técnicas fico entediada com facilidade.

- entendo um pouco sua sabedoria, mas ficarei em silêncio daqui até o fim. Quando chegar, volto a dividir minhas falas, volto a compartilhar. Talvez tenha razão.
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Duplicavam assuntos sem parar, até obrigarem a calar por segundos para voltar do inicio de uma novidade. Contente em sempre ter, despreocupado, aparece com freqüência.


Em soluços ritmados a menina praguejou

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- deixarei para outro dia os assuntos pendentes, não posso ficar e te esperar. Tenho que me embelezar.

- Sino, para que? Embelezar por qual motivo? Festa, ocasião especial, fatídica, termo técnico para reuniões cheias de estranhezas? Festa?

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Com a cara amarrada, o menino que usava verde, na ensolarada tarde precavida da chuva, debaixo de um toldo amarelo, erguido desde cedo. Esperava com ânsia a chuva que não caia.


Peter vê tudo relampejar ofuscando o raciocínio.

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- não acho certo Sino, não acho. Deverias optar por outra freqüência, estranha-me essa ocasião que busca ir enfeitada. Muitos sorrisos tortos podem te fazer mal.

- se falasse grego, aramaico, dialetos do oeste da Rússia. Mandarim ou português bem quisto pela sociedade, Entenderia sua passividade na ocasião, mas assusta-me ver o menino de verde estranhando reunião.
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Verde não era tendência para a conferência que aceitava pessoas bem vestidas. Serviriam bebidas e pessoas dançariam. Dançarão. Joelhos doem ao final da noite, mas vale à pena reunir-se para amar motivadamente sem motivo. Ali, ocasional e derradeiro. Mas estranha quando ambos não presenciam os fatos em conjunto. A falta da dupla que o chateava.


Atrapalhado, trocando letras
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- diversão não haverá o suficiente. Entediará no primeiro momento que caber. Sem felicidade vai voltar e vai me telefonar. Sinceramente, deveria, mas não posso afirmar com explicação lógica de tudo que já pensei. Embrulhei para presente e prometi doar, mas meu coração dói só de pensar em pronunciar as palavras que definem a sensação.

- quando cantei, prestou pouquíssima atenção depois vem cá dizer que devo fazer o contrário do já combinado? Sensação sem motivo. Bula desatualizada sabe menos que remédio vencido. Faz mais mal que a doença proveniente da cura do possível. Mas intoxicados não amam e dificilmente entendem. Está intoxicado?
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Algoritmos plageados definem a nova lógica. Dita em linhas pares que toda mudança é possível e que arregalar os olhos parece pouco, mas propriamente treinado, pode transformar-se em uma revolução. Mudanças de hábitos e o sofá no centro da sala. Espalhando pertences pelos cantos. Encontraremos na volta, quando necessitar explicar para si mesmo todos flashs no pretérito.

Nem sempre uma bomba faz uma revolução, mas a simplicidade de uma mudança de sentimento pode sintetizar muitas coisas. Ilustrados por corações que sobem pela boca, mas se escondem no canto. Deveriam conversar mais vezes, mas as lições não deixam.

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- Peter, ouvi-te dizer que não sentirias como os fracos, mas teme como um bobo. Reflexiona no superlativo coisas naturais. Desfalcadas de alguém que as proteja. Sinto, mas estranho.

- doeu, fora do costume. Ardido como soro que adentra veia de barriga infeccionada. Doze mil vezes ao banheiro para limpar a alma. Prefiro sentir dor na coluna a o calor chato que está aqui dentro. Odeio ser sincero. Odeio pensar e pensar errado depois.
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Abrigado no ciúme eloqüente da vítima fatídica dessa objeção. Longe da fraternidade de um juiz menos corrupto. Seguindo a lei do coração e não a tristeza da razão. Coração bateu na canaleta e machucou muito. Sem dizer para ninguém, pegou o dicionário e encontrou a palavra “ciúme”, entendeu, mas sofreu mais depois da interpretação em tempo real. Desmotivado quando entende, prefere então dormir a ver o tempo passar. Errado, muito errado.

Logo avisou a menina.

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- alarde tanto por besteira, me chama de escandalosa, mas é teu coração que me assusta nesse momento. Tudo bem. Fique calmo. Respire e entenda. Só vou, mas volto. A conversa da noite, antes de dormir, ainda será nossa. Plural meu e teu. Só digo que é alarde demais por nada. Peça para bater com calma e desacelerar essa sensação que espanta nosso amor.

- controlarei o respirar nos próximos giros. Desacelerando a freqüência cardíaca e contribuindo com menos gás carbônico. Preciso acalmar, mas gira como novidade. Quero que ao mesmo tempo entenda. Como a esferas que se encontram no quadro. Formando fórmulas, redundâncias circulares e vou crer que amar é menos que isso, porém mais do que imagino.
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Explicar sem ver por razão alguma, se há razão, tudo se perde e acumula demais para o pós-pensamento positivo. Desvincular é a mínima necessidade para encontrar-se bem, de bem e com todo bem que for somado no próximo capítulo.




Acalme-se coração quando não agüentar. Tolerar é a sabedoria máxima. Entender é o complicado, mas está na base o grande encontro da plenitude.


- também tenho ciúmes de você.


LF

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