É estranho o fato de pensar no começo de um texto, ou começo de uma frase para se iniciar uma conversa. Nem sempre consigo ser exato em tudo que falo e acabo tropeçando em muita coisa. Vou comendo todas as vírgulas e me perdendo em todas as minhas estrofes. Não consigo fazer poesia o dia inteiro, mesmo querendo, mesmo até aprendendo a dançar, mas acho que não estou sozinho nessa brincadeira louca que é a vida. Dançarino perdido que não sabe o que fala e pensa, dançarino desvairado de uma noite perdida e mau pago. Não ganho todos os dias também, por mais que seja ruim perder, por mais louco que pareça, me faz bem.
Queria eu ser o melhor do mundo em várias coisas nessa vida, mas só consigo ser em algumas. Tudo bem, não vou bancar a pessoa que mais sabe coisas nesse mundo, mas sou esperto, sei o quanto sou esperto e faço lindeza em muita coisa nesse mundo. Mundo meu, estranho mundo só meu, mundo de loucura e tudo mais que eu posso acrescentar enquanto faço meus olhos sambarem com as letras no monitor. Segue seu olho por tudo que escrevo e vai imaginando meu coração bater. Sim, ele bate por você! Sei que parece exagerado, mas é bom o exagero, quando ele vem para o bem e para agradar ouvido que deseja ouvir coisa bonita. Que quer sentir uma valsa dentro do seu corpo. Eu te desejo sempre, penso sempre e assim gosto de viver. Pensando e criando cenas, agora com você, dentro da minha cabeça. Não sou príncipe e muito menos pareço um, sou neutro de tudo que é padrão, mas gosto de ser assim, nem sempre me encontro, mas sei muito bem onde estou. Sou atentado, moleque atirado e falo um número grande de besteiras no decorrer do dia. Mas não me importo! De verdade, não me importo com nada disso. Foi assim que ganhei a mim mesmo.
Pensei em você do momento em que sai de casa e até agora não consigo, te desejando de uma forma louca. Teu rosto, sua pele, seu calor, seu cheiro e tudo mais que não sai daqui, nem que eu reze ou passe acreditar em todos os deuses do mundo. Sai de mim pecado injusto, não estou com você aqui do meu lado nesse momento. Se eu desejar demais você aparece? Se assim for, vou desejar mais do que brinquedo no natal, mais do que gol em final de campeonato, mais do que tudo que você possa imaginar e de tanto imaginar você aparece aqui agora, abrindo a porta e me dando um sorriso único, só teu e teu olho dentro do meu. Ficaria louco e acho que não agüentaria, seria surpresa demais para um coração só! Tudo isso de uma vez? Eu não agüentaria! Me perderia fácil nesses segundos que nunca mais sairiam da minha cabeça. Vai porta, abre por favor e mostra o rosto dela! Quero ter você por uma noite inteira, duas, três e quem sabe até mais. E também preciso da luz do dia para viver histórias mirabolantes e loucas. Insanidades planejadas e tudo que for capaz de fazer ao seu lado.
Sacaneio para não ser sacaneado, não sou tão esperto assim. Ainda confundo várias coisas desse mundo, dia que vira noite e dia que não termina nunca, dentro de uma insônia louca que Deus me deu. Vou enlouquecendo dentro de tudo aquilo que dança dentro da minha cabeça, parece samba cantado por Jorge Benjor, parece hino de time de futebol, inconfundível dentro desse baile. Baile de louco, de loucos, vários pensamentos loucos e estranhos, mas vou aprender a aproveitar tudo isso que tem aqui, você vai ver! E quando isso acontecer, vamos gritar bem alto a liberdade de todas as mentes do mundo, vamos brindar a insanidade e a bela imperfeição dos fatos dessa vida. Vamos ficar maravilhados com tudo que acontece e vibrar tudo que for bom de vibrar. Segue assim vida, para não cansar e não encontrar mais tédio. Me deixa amar essa menina maravilhosa por um bom tempo, permita-me gostar e fazer de todo um bem, para que o universo conspire sempre ao nosso favor. Não por egoísmo ou coisa assim, mas para que o sol sempre dê uma brilhada gostosa no meu jardim. Quero ver as rosas tomando conta da minha vida.
O mundo real é muito menos colorido que o anormal. Sem cor, sem tanta alegria, cinza e feito de pessoas que sentem dor. Na cabeça, no corpo e dentro de suas almas. Horrível é a responsabilidade, a falta do que fazer a monotonia que estaciona bem em frente a sua casa. Não consigo não ser ansioso ao ponto de pensar demais nisso tudo, não consigo esconder, não consigo esquecer. Vejo tudo pintado pela metade e assim vai indo. Não é culpa minha, não tenho culpa nisso tudo, não sei realmente o que fazer. Mesmo buscando dentro de todas as palavras que já escrevi, misturando com tudo que já vivi, não consigo encontrar algumas soluções práticas para algumas coisas que deveriam ser mais básicas. Gostar é básico, amar é bom, é delicioso, é melhor que chocolate derretido com leito condensado, mas em uma mesma proporção faz mal para o corpo e te machuca em doses homeopáticas. A culpa não é tua também, é a tua forma de levar e ver a vida, não deveria eu, um menino qualquer, tentar te ajustar e fazer caber em minha vida, vou aceitando como pode, assim como vejo o sol nascer e simplesmente o admiro.
Nem todos os casos são como os dos filmes, não são tão perfeitos, a vida não é um filme. Por mais que tente montar cenas perfeitas, cobertas por garoas finas e algumas luzes que deixam alguns momentos perfeitos. A vida é só a vida, do começo, do meio e o fim. Não menos trágico, não menos real, não menos “vida”. É o fato de acordar cedo e dormir pouco, se alimentar mal e reclamar das dívidas no final do mês, nada é tão bom sempre. Somos feitos de dias legais e alguns chatos, é preciso viver dentro dessa balanças inoportuna, não é legal, eu sei! Mas assim segue a rotina de todos que estão condenados a serem como eu, mais um ser humano na Terra, mais uma gota d’água, mais um grão de areia, mais uma cabeça na multidão, mais um rosto desconhecido no ônibus de manhã. Não sou especial, não sou o maior vencedor de todos os tempos e a minha maior culpa é ser demais “eu mesmo” e não conseguir escapar dessa falha maldita. Juro, não queria ser assim.
Queria ser o atleta da revista de esporte, o ídolo de todos os adolescentes, queria ser grande, queria ser alto, queria ser tudo, queria um monte de coisa, mas hoje eu não consigo deixar de ser o que sou, não sei o quão ruim, ou bom é isso, mas vou seguindo como me ensinaram os dias, como me ensinou a vida até agora e não sei até quando vai ser assim, mas vou tentando. Queria ser apaixonante, dançante e feliz, alegre como os rostos das revistas de casamento, como os vencedores de grandes provas de atletismo, queria ter mais coisas para comemorar, mas a minha vida não é editada. Minha vida é o que vivo durante as vinte quatro horas de todos os meus dias, sem pular, sem ter folga, eu sou assim.
Desenharia-me em um papel e faria sem culpa, sem medo e menos triste. Seria explosivo, efusivo e tudo mais que eu não sei ser. Seria um espetáculo em forma de pessoa, seria menos medroso, seria a pessoa mais corajosa do mundo, seria capaz de tudo e o tudo eu faria, todos os dias e todas as horas, porque mais do que ninguém, saberia que sou capaz de atingir todas as estrelas ao mesmo tempo, sem medo, sem lerdeza matinal. Seria rápido e sagaz, seria capaz, seria irresistível, seria seu sonho, seria teu todos os dias, agora, amanhã e até quando a vida permitisse, sem culpa e sem medo.
Às vezes cansa ser Leonardo, às vezes cansa ser assim, mas não sei ser diferente de tudo isso que sou, mesmo que eu sonhe com muita vontade, mesmo que eu ache uma lâmpada e encontre um gênio dentro. Não há três pedidos a serem feitos nesse momento, não há uma mágica a ser feita agora para que as guerras interiores acabem, mas não tem como.
Vou assistindo os finais das tardes, na lerdeza que Deus me deu, na vontade de ver a vida passando e eu capaz de acompanhar tudo que ela me dá de presente. Vou aproveitando, vou curtindo do meu jeito, não sou de festa diária, mas sei beber até cair quando essas aparecem. Sou da calma, sou da felicidade das coisas pequenas da vida e vejo sorriso em coisas simples, eu sou simples, eu sou assim e não sei como mudar tudo isso, por isso...
Dentro do mundo onde eu vivo, com todas as minhas loucuras e manias de grandeza, vou construindo o meu cantinho, perto de quem brilha, só para ganhar um pouco de luz, talvez eu seja iluminado um dia, não sei! Não sei mesmo, sinto tanto medo de não saber, mas vou melhorando de tropeço para tropeço. Mesmo que muita coisa não faça tanto sentido na vida daquele que não me conhece, estar vivendo um sonho é algo fora do comum, é como se ver perto de tudo aquilo que sonhou durante a adolescência. Assim vai, um dia atrás do outro e uma verdade que parece cada dia melhor de se acreditar. E eu acredito!
Nem tudo nessa vida é fácil, então acalma esse coração que tudo fica no lugar, é só esperar, respirar e ver acontecer. Se demorar, xingue menos o mundo, pois ele não tem culpa desse azar momentâneo, caminhe olhando para o chão, veja os buracos que estão espalhados pela calçada e veja se realmente seu pé está confortável onde está. Veja, reflita e durma no horário, não acorde tão tarde e aproveite o dia.
Mesmo que o mundo pareça triste em dias que o sol não aparece, eu gosto de imaginar que tudo vá melhorar, mesmo que pareça mentira, mesmo que ninguém pense nisso também, não estou muito preocupado com as censuras dos meus amigos, vou fazendo do jeito que eu gosto. Acredito no que eu quero eu vejo chuva amanhã, chuva demais até! Mas não vou reclamar, vou terminar minhas tarefas, levantar os meus dois pés para o alto e relaxar, seguindo o som, seguindo tudo que tiver que pensar, estou dentro do mundo que eu gosto de viver em paz.
Grite quando todos estiverem em silencio e cause alguns problemas para humanidade, todos precisam saber realmente que você não está passando aqui por acaso, tudo tem um motivo e esse motivo agora é todo teu! Ninguém pode tirar das pessoas os motivos pessoais. Acho que penso demais, mas gosto de ser assim, gosto de entender algumas coisas que às vezes as pessoas nem perdem neurônios com tal assunto, mas penso.
Leo.
Isso que vou fazer então, dormirei e serei uma nova pessoa no dia de amanhã.
O tempo às vezes mata. Mata de saudade, mata com o ócio e na insistência louca de não andar, o tempo sempre me deixa na mão nos dias de domingo, nos dias sem proveito, nos dias cansativos que não tem fim. O relógio sempre quebra no momento errado e isso é muito estranho dentro da minha cabeça e vai virando raiva no decorrer da tarde. Não é tão fácil de se controlar, mas também não é o fim do mundo, é a morte vindo ao meu encontro, isso sim!
Quando criança eu sempre vislumbrava cada brinquedo novo que aparecia em casa. Era um motivo novo de sorrir e eu ia brincando com ele até ficar cansado, até ficar sem cor. Com meus bonecos eu criava um mundo só meu e deles, minhas histórias de começo e nem sempre um fim muito lógico, mas eu cresci assim. Hoje vejo mundo novo cheio de cores e opções, cheiros bons ao meu redor, pessoas bonitas e momentos agradáveis, é se ver criança durante um momento de real crescimento. Isso em alguns da um pouco de medo e talvez seja esse o meu caso! A responsabilidade assusta quando ela toma uma proporção maior nessa fase da vida. É complicado achar o começo, desenhar o meio e se ver aproveitando no fim, mas vou brincando de fazer o que eu mais gosto e vou rezando em voz baixa pelos cantos para que tudo dê sempre certo, que a felicidade se mantenha honesta a mim por um decorrer muito comprido dessa minha vida.
Assim segue a caminhada desse momento adverso, desse momento totalmente fora do roteiro. Segue vai levando, vai me cantando e me deixando sempre nos pontos corretos e por favor me acorde sempre que me der sono, não me deixa ficar parado nem por um segundo. Aproveite os segundos parados e faça com que eles se tornem úteis, faça arte e mude o mundo devagar!
O que você fez em 2008? Eu perdi minha mãe, me apaixonei e perdi amor. Conheci e desconheci mil vezes meus melhores amigos. Vi tristeza de perto, gente chorando. Abraço falso tentando fazer paz dentro de um coração que não queria estar batendo naquele momento. Momentos que eu preferia ter pulado. Dias que não são bons de lembrar, me faz essa pessoa que agora escreve aqui. Não sei qual a sua imagem sobre a minha pessoa. Criei várias dúvidas idiotas dentro da minha cabeça no decorrer dos dias desse ano que está acabando. Vi-me e continuo me vendo de diferentes formas. Duvido de tudo que vejo e vejo mais uma vez, só para ter realmente a certeza que aquilo que está em minha frente é de verdade. Fui ao paraíso e conheci a babilônia. Tenho vergonha de alguns dias e alguns eu não conto todos os detalhes. Não sei como seus pais me aceitariam dentro da sua cabeça se soubessem como eu sou louco e pirado. Não sou a melhor companhia para você, pelo menos me vejo assim. Repito demais as palavras que digo sempre e quase nunca consigo terminar uma frase que tento começar. Não sou tão engraçado e muito menos tive as melhores notas do colégio. Esse ano não estudei, fiz estudos! Criei métodos e manias visuais. Fiz do meu jeito e realizei da minha forma. Esse ano eu realizei sonho, mas não um só! Esse ano eu vivi vários sonhos antigos. Esse ano eu fui mais alto! Sozinho, no que eu digo, competência minha. Esse foi ano dos meus grandes amigos.
Comecei o ano me atrasando como sempre. Não consegui aprender a seguir corretamente o relógio em 2009, não aprendi muita teoria também, fui prático e agi quando foi necessário somente. Comecei errado e meio torto, como todo bom moleque bobo. Ver-se no mundo adulto ainda me deixa confuso demais, não é tão fácil se ver “grande”, ainda mais eu que nem cresci tanto assim. Esse ano não cresci, mas acho que nem tinha como crescer também. Já sou assim e assim vai me ver durante grande parte da sua vida. Talvez meu rosto ganhe rugas e engorde mais alguns quilos, mas muita coisa vai se manter assim. Orelha, cabelo, olho e nariz. Sorte a minha de estar bem ainda. Vi meus amigos envelhecendo e meu rosto pouco mudar. Acho que o estresse diário deixa as pessoas mais velhas e cansadas. Até chego achar que engorda se cansar demais. Cansa trabalhar, logo, engorda demais trabalhar. O estresse é a grande chatice da vida adulta. Mas em 2009 não me estressei tanto assim, foi tudo acontecendo com calma, no seu devido lugar do roteiro. Acontece por acontecer. Nem sempre é tão fácil, ou você luta e nem percebe. Já estão tão acostumado a correr atrás das coisas dessa vida, que não consegue se ver aproveitando os frutos daquilo que lutou. Lutei e protestei esse ano, muito e sem perceber também.
Esse ano me apaixonei e criei um escudo contra o amor também. Esse ano conheci pessoas bonitas demais para continuarem em meu mundinho corrido. Que na verdade nem é tão corrido assim, mas não tem espaço para pessoas que não sejam lunáticas. Que vivam nesse mesmo mundo meu, estranho e só meu. Não aprendi a dividir direito o espaço. Tem loucura para tudo que é lado e às vezes ainda faço-me de pessoa normal, para me levarem para ver os seus pais e amigos mais velhos. Tenho vergonha também. Sou menino, sou criança, sou sonhador e isso me deixou com muito medo esse ano. Tive medo de não crescer. Estacionar em lugar errado e não conseguir mais tirar o carro. Achei que veria o mundo crescendo do lado de fora da janela e não colheria nem ao menos um dia de alegria para os meus futuros próximos anos de vida. Tive medo do marasmo, tive medo da mesmice. Tenho medo de depender tanto de mim. Não é tão fácil cuidar de si mesmo, não queria conhecer tão rápido como é limpar o meu próprio nariz. Não têm mais café na mesa e almoço no prato todos os dias. Não tem conta pensada e paga no fim do mês e precisei descobrir como se faz o Imposto de Renda.
Em 2009 eu escrevi. Cansei todos os meus dedos da mão ao mesmo tempo, falando sobre amor, preguiça e tudo aquilo que me vinha na cabeça. Aprendi a falar sem usar algumas palavras. Aprendi a falar realmente o que eu sinto, sem pensar muito, sem ter vergonha de ir tão longe às vezes. Quem vai sou eu e deixa que eu cuide de descer. A Bebedeira é minha e quem cuida disso sou eu, mas esse ano eu aprendi a fazer arte. Arte de fazer sorriso no olho de quem vê. De fazer orgulho dentro do meu coração e fica bonito dizer que o filho é meu. Que veio de dentro de mim, pensado, desenhado e ensinei jogar bola. Tomara que torça pelo mesmo time que eu! Esse ano meu time foi campeão uma vez, mas isso não importa mais tanto na minha vida também. Esse ano não pratiquei esportes com regularidade e faltei várias vezes na academia. Esse ano eu descansei!
Esse ano vi desenho meu ilustrando a televisão. Assisti na maior televisão da casa, procurei meus jogadores prediletos, fiz arte e ninguém percebeu. Fui longe, graças aos meus amigos. Esse foi o ano que me vi abraçado durante grande parte pelos melhores seres humanos da face da Terra. Esse ano conheci meus melhores amigos. Reconheci meus eternos companheiros e vi tristeza ir embora graças aos papos bestas que sempre costumas ter. Durmo embriagado em algum bar, me acorda com um tapa e fala que é hora de ir embora, mas festa não termina assim. Festas nunca deveriam terminar de verdade. Esse ano eu festejei para não entristecer, mas comemorei a minha vida que ainda continua ativa. Comemorei para não estar triste e comemorei mais quando estava feliz. Esse ano te fiz apaixonado por mim e não percebeu. Beijou-me e acordou com dor de cabeça e desculpa quando eu digo que não lembro mais o seu nome. Não me lembro ao menos de ter perguntando o seu maldito nome. Não que seja realmente maldito, mas não me recordo de ninguém de amor neste momento. Não me lembro de muita coisa, porque respondo tudo dizendo que estava bêbado e bêbado não se lembra de muita coisa nunca.
Esse ano eu senti muita preguiça, mas aprendi superar em grande parte também. Sou útil quando ativo, percebi que faço algumas coisas bem, não sei ver tão bem nada que faço. Encontro sempre as respostas das minhas perguntas nas bocas dos meus amigos. Do meu pai! Esse que se tornou o maior espectador da minha vida. Depois que perdi minha mãe no começo do ano, aprendi a dar mais valor a quem está perto de mim e quero que ele veja as coisas que faço e que ando fazendo. Trago sempre uma novidade para casa, mesmo que não vire festa, mesmo que nem sempre tenha algo coerente a ser ouvido no momento. Adoro criar essas loucuras dentro da cabeça do meu pai. Ele vai desenhando um mundo novo comigo, como se fosse possível ter mil vidas e mil mundos dentro de uma vida só. Vivi em vários mundos durante esse ano todo.
Conheci outras casas e visitei outros lares. Fui para cidades distantes e conheci pessoas que nunca teria conhecido. Conheci minha mãe em uma dessas viagens perdidas. Visitei sua melhor amiga de adolescência. Perguntei detalhes e fui sonhando. Vi minha mãe sorrindo, ainda menina. Esse ano eu senti tanta saudade e acho que poderia repetir essa frase durante o texto inteiro. Esse foi ano que não ouvi direito a voz da minha mãe, essa que só vou ouvir em gravações, mas ainda tenho tanto medo. Esse ano ela fez muita falta.
Enquanto você cresce os pais ficam no banco de reserva, assistindo o jogo e comentando algumas jogadas. Quase nunca entram diretamente em jogo e quando jogam, nunca é partida inteira. Entra no final só para acompanhar a vitória ou consolar junto uma derrota. Titulares foram quando era criança ainda na foto. Quando tinha bolo de aniversário e várias crianças em volta. Sempre roubei brigadeiro antes do parabéns, minha mãe me fez assim, errado e torto. Ela deixou ser o que queria ser sempre. Herói e bandido, preso e solto. Herói e vilão, da sessão da tarde ou de algum lançamento do cinema. Deixou-me ser Leonardo, ela que me fez assim. Não sei falar sobre as minhas qualidades, só sei as ver como loucura, só vejo da maneira que acho melhor. Pode parecer infantil, mas sou assim e não tenho medo de assumir. Sou pessoa pensante e criativa, chato e megalomaníaco. Sou pequeno e penso grande, penso como menino e não tenho noção do tamanho dos meus braços. São tão pequenos, mas minha mãe disse que eu poderia abraçar o mundo um dia. Minha mãe me ensinou a ver o mundo desse jeito, quase sem querer, mas sou do jeito que ela sempre quis ser.
Sou artista, escritor, dançarino, sou cantor
Sou diretor, roteirista e editor
Sou teu amor e teu maior inimigo
Sou só um menino
Sou só um menino
O mundo cresceu e não esqueceu
Fez dia para você comemorar
Ano Novo que chega
História minha que fica
Para você que me conheceu
Esse ano já acabou
Esse ano que começou
Estranho e ficou
Esse ano já deu!
Se foi!
Ano se vai para vir o próximo, para viver um dia novo, uma novidade e um monte de coisa que não viu no ano que já se foi. Esse ano vai vir para dançar, de roupa de festa e tudo que for novo. A moda será outra e a tendência talvez mude. Não sei e ninguém sabe, mas ainda gosto de ter essa sensação de coisa boa vindo em minha direção. Talvez seja esperança de Ano Novo, como todas as promessas, mas esse ano não está tão longe de mim para que eu consiga pensar diferente disso. Esse ano está aí! Semana que vem e alguns dias só! Esse que vai ser a sequencia desse, mesmo que seja lógico, mas esse ano está vindo para ser o melhor da minha vida. Mesmo que ano passado eu já tenha dito isso, esse sim! Esse SIM Leonardo! Esse vai deixar marcado, esse vai ser maravilhoso. Se prepare! Está apenas começando a festa!
Vamos pintar o céu com as cores mais legais do nosso estojo e pintar a lousa inteira com as nossas idéias loucas. Vamos ser loucos para uma vida inteira, vamos ser o que quisermos ser. Vamos dominar o mundo e tirar da mão dessas pessoas chatas que não sabem rir das coisas idiotas da vida. Se levam tão a sério que eu nunca vou chamar para a festa de aniversário das minhas crianças. Tudo bem! Não quero ter crianças em 2009, ainda está um pouco cedo! E vou continuar escrevendo da maneira mais idiota e repetitiva do mundo, porque assim aprendi a ser legal. Me deixa em paz!
Esse foi o meu ano e espero que o seu também tenha sido tão louco e arrepiante.