Tudo parecia tão grande quando passei aqui pela última vez, desci reparando, casa por casa, calçada e cada portão. Na primeira lombada uma senhora e o grau mais alto de dificuldade, segunda lombada e um garoto que tinha um cão “salsicha”, terceira lombada, avó do meu amigo e casa que parecia um castelo. Duas casas antes a casa onde cresci, onde nasci. Não sei bem a ordem correta dos fatos, mas ali vivi metade dos anos que tenho nesse momento de vida. Aprendi parte do que era certo e entendi que algumas coisas eram erradas. Com o tempo a sua cabeça aprende um pouco de cada coisa, um pouco diferente, sem ordem ou livro que explique seu pensamento. Vai fluindo, vai crescendo, vira maré de positividade e joga para cima um pouco de bom astral. Sorriso quando acordar e agradeço cada passo. Aprendendo tudo que puder aprender, vou me soltar e cair na novidade. Vou cair em algo que me leve a novas loucuras, novas sensações e um pouco de tudo isso. Carrego na bagagem pessoas que adoro. Melhores amigos e aliados, companheiros. Não tenho o que querer no momento, na simplicidade que escolhi viver a vida, estou contente até demais. Algumas moedas no meu bolso ainda fazem barulho, mas o que importa não tem preço e é para isso que dou toda minha importância. Brincando de simplificar cada pensamento. Caminhando para casa e chegando em meia dúzia de conclusões. Encontro uma namorada nova no mês que vem. Que não pense muito diferente de mim e tenha bom gosto. Goste do sol e reclame só daquilo que realmente necessita ser reclamado. Recicle informações e encontre um ponto ideal para a sua mente trabalhar. Trabalhe e comece sempre que necessitar, repita, repita e faça. Faça sempre que puder, pratique e mantenha tudo em dia. Caminhando para o lado do bem encontrei mais algumas coisas para contar, mas vou deixar para uma próxima. Quero encontrar sonho quando for dormir. Asas que não abrem tanto assim, estou aqui, eu sou real, eu sou você e sou todo mundo. Todo mundo passa o dia pensando e eu penso um pouco mais, quando penso que você está pensando, mas imagino tua cara de espanto.
Desejei para o mundo, que vim realmente para aprender, para ter um pouco dentro da minha vivência. Engordando meu cérebro com diversos tipos de paisagens, visões novas e várias rostos novos para descobrir o nome. Nunca sei a hora certa que vai acabar a festa e acabo me preocupando demais. Quando passa, não te beijei o tanto que queria, volto para casa pedindo por mais um, talvez não exista, talvez não tenha mais. O filme acaba e vira outro, vira riso, vira um dia diferente e um outro nome. Não sei bem como controlar essas paixões que se vão tão assim, sem explicação. O mundo muda de cor e eu não reparo, muda o cheiro, muda a velocidade. O ano passou tão rápido, mas teve o mesmo tanto de dias que o ano passado e outros que não foram bissextos, anos de Olimpíadas ou eventos assim. De quatro em quatro anos, vou somando anos vividos. Queria ter sido o camisa número sete do time de verde, levantaria a bola na área e correria para o abraço. Tanto braços, tantos abraços, tantos laços, continuações e caminhos, perdido, achados, caídos e vou levantar, sempre levanto. Medo só tenho depois, não penso nele e vou acreditando que não existe algo que realmente possa machucar, consciente e pensante, cético por instante e acredito um pouco depois. Duvido de quase tudo, mas sempre tenho uma conclusão, uma pelo menos, daquela meia dúzia que já perdi pelo caminho, escorregou do meu bolso e não achei mais, esqueci o assunto. Faça enquanto tem vontade, viva o presente. Calculou durante o passado e agora usufrua do momento. Perceba que é no agora que acontece a sua vida. Independente da idade, local onde vive, viva e acredite na sorte, coragem para os dias mais frios. Esquente seu corpo e lembre do abraço. Do braço que cresce com o passar dos anos. Passou mais uma vez tão rápido e ninguém reparou. Ano que ninguém nunca vê, pensou em fazer tantas coisas e criou tantos planos e ele se foi, virou outro.
Nas meias dúzias de conclusões que ficaram, espero ter uma vida agradável. Pois vou concordando e discordando de algumas e pelo caminho deixei toda a matéria que não necessito de fato. Deixei para trás tudo que pesa durante a viagem. Panos leves e menos tempo com calçados fechados. Seus pés precisam de ar, precisam respirar. Respire com mais calma que seu corpo aguenta o percurso inteiro e assim como ano, se vai. Vira passado. Avalie o que puder e crie metas para o momento que desejar. Viva o agora, lembre de ontem e espere pelo amanhã, além do que, vai ser muito interessante encontrar vários amigos perdidos e alguns loucos. Loucos caídos pelo chão, somos jovens tatuados e sem rumo certo. Tira o dinheiro do bolso e faz dele algo que te faça realmente feliz. Faça ter valor aquilo que realmente não tem valor algum. Aquilo que determina quem é feliz de verdade e quem aprendeu a sorrir. Leva de mim tudo aquilo que resta, pois por enquanto não vou precisar. Trabalho no outro final de semana e recupero um pouco do que perdi. Somei alguns outros bolsos que precisam dele para coisas maiores. Coisas que não sei o que são, mas não quero pensar por ninguém nesse instante. Quero ficar calado e ouvir uma música calma. Ironia do destino, no mesmo horário. Cama bagunçada e cheiro estranho dentro do quarto, uma música para sair da rotina e ideias fluindo de uma maneira diferente. Valsa entre os meus amigos e deixa seu corpo ficar suado, no imperialismo de uma alma pagã e perto agora dessa loucura, piano vai do menor ao maior, sem entender de música, encontra uma nova parceira e tira para dançar, medíocre, mal amado, mal casado, mal solitário, dança para disfarçar, dança e soma mais um dia que vai começar, um pouco de calor um pouco do agora, no momento de vivência e isso que tenho a dizer. Somente, no diariamente do fato que não vai compreender, desenho com poucas cores e informações que nunca batem, não precisa bater, mas todo mundo sempre quer que tudo faça sentido. Sei lá se realmente faz sentido. Enfim, não faz sentido pensar demais, cabelos um dia irão e enquanto os tenho, vou amando um por um.
Leo Tsé Tung