19 de jan. de 2010

#doismiledez - Mil novecentos e setenta e oito, depois do clima estranho e gotas de colírio

Ocioso e nostálgico abri a janela, refletindo e observando. Marcaram para outra semana a revolução que aconteceria hoje. Marcaram para outro dia, deixaram a preocupação e só depois do Carnaval que vão lembrar que possuem responsabilidades. Antes disso dormem em paz e passam despercebidos. Em janeiro tudo parece final de semana, mas é possível encontrar algumas lojas abertas. Continuando com meus olhos sobre o Mar Mediterrâneo, continuando sobre a zona sul que logo vira zona norte, muda de rosto, mas continua no mesmo endereço, sua maquiagem deixa um brilho, mas seus lábios não são mais os mesmos. Molhados, porém cansados, caídos e sem a relevância de antes. Abraços e sorrisos, amanhã e depois, agora e daqui um tempo. O mundo continua girando e mudando, com essas pernas pesadas, com essas dores no joelho, só cabe assistir pela TV e com música alta para desfilar no corredor que separa a sala de estar dos quartos ao fundo. Surfista de canais, apresentadores e ternos bem passados, cabelos penteados e mulheres esculturais. Pensar é o lucro que tem a pessoa que sabe que hora ou outra sua juventude vai passar. Surfando entre números pares e pulando os ímpares, na inquietude daquele que esqueceu como voar. Viajando sem sair do lugar. Da janela vejo acontecer, mas acumulei muitas faltas na caderneta escolar e pulei as aulas que me guiariam, escolhi achar demais, achei e no viver, vivo o diferente. Vivo a inconstância de um coração malvado. Vivo a inconstância daquele que deseja entender, mas enfraquece sua vista ler demais. Continua achando, como se houvesse um tesouro pirata a ser encontrado sobre o mesmo mar de gente que assiste calado. Quietude nula e razões contrárias. O sentido vem sem mapas e explicações lógicas de um PHD, desfibrilador mental e sinais de fumaça pela casa. Estou aqui e talvez saibam disso.

Mais uma nota mental para lembrar-se disso. Quero estar burro e pensar menos, colocar em pausa tudo aquilo que não preciso pensar no dia de hoje e essa vai ser a minha revolução. Um café bem passado, com água quente e três colheres saudáveis de pó escuro. Cafeína me acorda e leva um tempo para dormir se absorver depois do horário da novela. Contribua com seu corpo acordando sua mente quando o sol estiver brilhando. Gastar energia é fundamental para sentir menos essa pressão atmosférica. Inquieto, girando a cadeira e esperando um motivo para sorrir, uma ruga substitui seu jovem rosto e aquele no espelho é você, tem formas diferentes, a mesma altura do fim da adolescência, mas continua com o mesmo nome. Continua sendo aquele que já vibrou e já gritou! Que teve milhares de razões, mas esqueceu delas no desespero. Inquieto, pensante e hoje calado. Revoluções por segundo deixadas para o mês ímpar que vier primeiro, em janeiro pretendia descansar, mas não há descanso que deixe em paz. Não há hora de sono a mais que me deixe tranquilo. Corpo que pedia um momento mais calmo quer acelerar e já não cabe mais tanto líquido quente. Faz calor lá fora, é verão, mesmo que estranho, com chuvas torrenciais colaborando para a evolução da humanidade. Desastres naturais e atos que explicaram menos nas aulas de geografia pularam a parte feia e só me fizeram decorar as capitais e isso já era o suficiente. Planaltos e planícies, pouco amor e em regiões áridas, se chove menos. Faz calor lá fora e já não me satisfaz refrescar o corpo com água gelada, quero um pouco mais. Nesse deserto, nesse pólo errado. Meus ombros ardem de tanto sol, minhas pernas doem de tanto correr. Fracassei mais quatro vezes e não entendi o porquê. Talvez tenha que aprender essa língua que falam por aí e me achem mais inteligente. Indagar é o que cabe, o resto fica largo e preciso de um cinto para manter fixo, sem cair e mostrar meu íntimo, pessoal, só meu e tão meu que esqueci como expor quando necessário matar essa fraqueza.

Hoje quando abri a janela percebi que o ano mudou, percebi nesse jogo de sete erros onde as pulseiras foram trocadas de mão, são outras cores que enfeitam as vielas do bairro do leste. Na varanda aqui, o sol passa despercebido. Meio dia ilumina e logo vai para trás, refletindo nos vizinhos da outra ala. Da outra direção. Aqui ele passa tão rápido e logo o verão se vai. Vem outono e espero estar menos perdido. Espero encontrar a bula desse remédio e medicar-me como se deve. Sem alterar a dosagem, sem acelerar o processo. Falam-me para ter calma, mas a calma não quer me ter com ela. Danço tão mal que posso sujar seus sapatos novos. Ando tão triste que meu rosto não encontra mais a posição certa para te encontrar. Sinto vergonha e prefiro só perguntar o trivial. Arroz, feijão e alguma mistura. Algo que não pese depois e ao mesmo tempo sinta menos fome no decorrer do giro. Salada com pouco sal e a pressão arterial continua no ponto certo do tempero, swingado e sem valsas depois da meia noite. Meio dia preciso estar longe de casa e longe de tudo isso aqui. Vira-se e vai, deixa um sorriso no canto da boca e vai. Segue o caminho que escolheu e vai. Simplesmente vai. Do verbo que leva para outra direção e simplesmente, vai. O número continua o mesmo. O nome continua o mesmo. Mas não lembro mais a postura que deveria ter e erro novamente.

No verão do ano que vem meu amor vai ganhar outro nome, quando o barco estiver com menos furos e remar suavemente seja costume. Quero respirar com mais calma em um lugar bonito. Um banco de frente para o infinito verde e espécies de flores para serem adotadas. Risadas, filhos, filhas, continuidade e respeito. Crescer, aprender, ser, se possível! Se não der certo, faço despercebido mesmo. Passo calado como o sol que não brilha o dia inteiro na varanda. Encontro posições para adequar minha coluna e as dores passam, é só saber cuidar. A vida material é o mal concebido àquele que desejar estar em todos os lugares, mas nasceu sem asas, pesado e se cansa quando corre mais do que no dia anterior. Vou aprender a socorrer-me ao encontrar erros banais, simples, que não impossibilitam o ato de respirar. Continuo respirando até o próximo Carnaval, até a próxima data que marcar com outra cor no calendário. Fazer especial cada vez que puder ver o estranho e imenso planeta. Dormir depois do almoço e contar para quem quiser ouvir sobre todos os lugares onde passei. Calor, frio e energias. Estrelas caem do céu, mas sempre vão brilhar, no infinito de suas vidas. Um nome para cada brilho, para cada sentença que for justa, sem julgar, sem precisar pensar no assunto. Aprenderei abraçar sem antes conhecer as falhas, também erro! E ao perceber mais uma vez quanto não estou pronto, quanto ainda preciso ler, quanto ainda não li, quanto ainda descansei demais e me vi assim. No verão do ano que vem vou fazer tudo diferente.



Leonardo Fonseca

10 de jan. de 2010

#doismiledez - Essa aspirina já não faz mais efeito como antes

Longe do estado de espírito devido, no compasso estranho dessa dança. Em Marte muito provavelmente o verão teve muito mais dias de sol do que aqui no planeta São Paulo, dessa janela alta só se vê pessoas com seus rostos amarrados, sem laços e desatando outros nós, nunca encontro a solução e saio para correr, na tentativa de ver alguém que nunca vi. Conhecer uma voz que nunca ouvi, tropeço nas suas pernas quando desejo demais e esse medo de te avistar? Hoje o sol apareceu e cobriu o dia, ficou lustroso, brilhoso e cheio de impacto. O encurtei acordando depois do almoço. Depois mesmo do horário da soneca depois da feijoada, sem alguns elementos que não como, mas coberto com muita farinha e pimenta, massa concreta composta. Acordei quando o sol já estava mais leve, porém o dia não estava menos quente. Suei mas não encontrei a resposta do que tentava adivinhar e percebi que o ano está começando. Festejei sem motivos algumas festas e explodi tudo que tinha para explodir. Fiz fumaça e desapareci como ninjas em meio ao nada. Sumindo. Mas não sumi por muito tempo e tive que voltar. A barba está ficando arisca e aparecendo em outra velocidade, uma nova que ainda não tinha programado. O rosto não é mais o mesmo, o mundo não é mais o mesmo. Esse vermelho do céu. Choverá e tudo vai acabar quando menos perceber. Não sabe construir com madeira. E prometo não pensar mais em você também, nem sei mais qual o seu nome. Mas estava tão linda.

Queria começar o ano com um amor para diferenciar as datas. Para comemorar dois feriados em uma semana só. Levo para casa e ando de mão dada. Depende um pouco, tenho medo de te mostrar que tenho medo realmente. Tenho medo de te parecer medroso. Sou garoto que está aprendendo e corrigindo ainda lentamente toda concentração de coisas erradas, mas sei que não é mulher. Tem medo também. Deixa a camisa no móvel e caminha até minha cama, encosta a porta com calma e faça silêncio. Vergonhoso seria acordar com ruídos tão nossos espalhados pela casa, ainda moro com meu pai e meu rosto fica diferente todas nas vezes que você vai embora. Com certeza ele sabe de tudo que acontece aqui dentro. Todos que já tiveram a idade, na violência de um ser que respira alto. Tudo parece subida e subiria em tudo que se apresentasse. Fico escondido e me contento em só saber teu nome, me contentaria poder te encontrar no mesmo lugar que costumávamos perceber a recíproca existência. Ganhei milhares de cores e meios de colorir a rotina que acabei gastando rápido demais. As frutas fazem parte da minha alimentação e está tudo mais leve. Caminhadas durante as manhãs e corridas mais apertadas antes do anoitecer. Sem forçar demais, pensamentos positivos. Essa gripe não tem aspirina. Estou deixando meu corpo acostumar e criar uma cura sozinho, vem do meu organismo. Na beleza dos seus cabelos claros e no brilho incrível que faz teu olhar. Tenho um pôster seu na parede esquerda do meu quarto, nele você me beija todos os dias. Com os olhos assiste o mundo. Cara de boba e a risada mais gostosa que tive a oportunidade de ouvir. Gravaria e fazia de toque no meu celular. Tive algumas conversas no meio da estrada e durante o quilometro seiscentos e quarenta, quando a música já tocava pela segunda vez, conclui em conjunto a outra pessoa, algumas coisas e a dança necessitava realmente de um passo diferente.

Aqui do alto tudo parece tão diferente, na disposição estranha dos prédios que avisto ao sul, ao sul do universo, ao sul da vontade de mudar de pensamento. Mudar de filme e apresentar ao meu calendário algumas novidades. Queria ser menos real e com essa honestidade me sentir competente. Citar objetivos e não atingir. Citar estranhezas e elas te assustarem! Estou vivendo a passagem novamente. Dos quinze aos vinte, descobri a tal da adolescência, que vira mundo adulto depois dos dezoito, mas o oxigênio continua o mesmo, algumas coisas diferentes e menos tempo para brincar, na sinceridade, a brincadeira muda de nome. Quando chega o número dois como primeira casa decimal o ar ganha alguns aromas novos, descobre-se mais perfumes diferentes. Nomes vão se espalhando por uma lista que parece sempre vazia. O tempo livre é apelidado de Ócio e a televisão não fala coisa com coisa. Festejo a burrice e bebo para me sentir próximo, enrolo um fino e durmo, vou encontrar uma solução nessa mudança na segunda casa. Errarei menos, sem prometer, sem jurar e sem colocar em algum lugar que a energia contrária possa me visitar. Sem visitas por enquanto. Vão ficar separadas as peças do museu, catalogadas e quando houver necessidade salvo em um banco de dados. Uma planilha e os nomes em ordem alfabética. Não sei quem foi alfa e muito menos sei quanto custa em Reais o tal do bética, mantenho organizado para parecer novo. Mudo a posição dos móveis e parece tudo novo. De novo, novamente e mais uma vez só. Final de semana que vem tem novidade e está por vir um pouco mais. É só esperar.



Leonardo.

#doismiledez - Primeiro dez do ano que começa com vinte nas duas primeiras casas

Feliz Ano Novo começo do Ano, começou agora e parece tanto ontem. Percebo que a barba continua por fazer. Feliz Ano Novo começo desse Ano, espero tanto que seja um Ano de coisas novas, coisas que nunca esperei. Espero ver um Ano de pessoas mais inteligentes e mais capazes. Feliz Ano Novo primeiro número dez do primeiro mês desse ano. Cheguei aos vinte três e esse Ano ganho mais um pouco. Esse ano vou ver pessoas brigando por sentidos reais e aprenderei com a calma que realmente vale a pena estar calmo sempre. Os dígitos bancários preocuparão menos ou por menos vezes. A solução será encontrada em mais novos problemas e os problemas sempre serão um aprendizado Real, coroa e trono de Rei. Senhoras majestades, Feliz Ano Novo do mais Novo ser pobre desse mundo que ganha pouco. Sem salário mínimo e décimo terceiro. Aprendi algumas coisas e vale à pena colocar em prática, não tive capacidade de levar meu curso até o fim, mas nunca deixei para trás a oportunidade de aprender. Encontrei minha riqueza ganhando abraços, tenho onde cair e isso é um grande começo. Meus joelhos vão doer algumas vezes, mas prometo não deixar nenhuma tentativa de lado.

Essa semana eu percebi que algumas coisas mudam quando uma folha do calendário cai. Pensei um pouco mais e sofri algumas conseqüências, não deixo de assumir meu medo, não deixo de assumir que ainda falta muita coisa para aprender. Quanto mais me percebo, mais percebo que preciso sempre e só preciso. Pulei as primeiras páginas do manual e só hoje sei como seria essencial as ter lido. Contar para quem fosse mais novo e pudesse não fazer parecido, ou se quisesse, vem nesse barco, remaremos alguns dígitos a mais do que aqueles que vão de lancha, mas é na dificuldade de quem não liga para isso que se calejam os pés e se faz tão forte. Mirei cada passo e coloquei meu pé, tropeço nas esquinas e as escadas cansam, mas prefiro assim deitar minha cabeça. Conheço o mundo e o caminho contrário, subo o morro e avisto a paisagem do alto da favela. Sem perder nenhum pingo dessa essência, por hoje me despeço da Terra do Nunca e pretendo ganhar a vida lá fora. Esse ano quero ver um pouco do que ainda não vi, te quero de braços abertos, pronto um sorriso, estampado no meio do rosto. Comida mexicana para comemorar e assim estarei muito próximo do céu.

Aprendi mãe, devagar, com algumas contas ainda por pagar, mas aprendi. Colocar em prática tem sido emocionante, mas não tento. Erro e brigo, grito pelos cantos e me vejo um menino. Esqueci de levar a toalha até o banheiro e chamei pela pessoa errada. No vácuo do que é material, mas espalhada dentro de cada pensamento. Dedico a firmeza dos meus pés e a reta que segue o meu pensamento. Sem pender e sem ofender, sem machucar, sem ser injusto, sem ser valente com quem não precisa. Não levanto minha mão, sem motivos para brigar. Dedico a capacidade de pensar e a capacidade de desenrolar cada nó. Os fios se encontram mesmo que sozinhos. Ninguém os ensina e fazem sozinho “auto-nós”, nem o mais inteligente de todos os cientistas explica como ocorre esse fenômeno natural entre fones de ouvidos, cabos de guitarras e fios de telefones, na casa de quem ainda os vê. Para toda volta é necessário um caminho de ida. Para todo problema, houve uma razão para que esse acontecesse. Sempre tem o que explicar. Mas deixo esse para uma próxima corrida.


Se não der certo, tem um lugar logo ali me esperando. O mar é som de fundo e tudo tem cheiro de mato. Uma estufa com rosas e folhas verdes. Encontro a positividade e escolho um tema para debater. Sem conclusões. Começa tudo mais uma vez.


Leonardo

29 de dez. de 2009

#Vintegramas - Desculpa, mas esse escrevi sem ler e Feliz Ano Novo!

Ei amor, o ano está acabando e você não aprendeu ainda o passo certo! Disse para todos mundo que já sabia de cor o caminho do mar, mas se perdeu pelo caminho, te vi ali parada tentando encontrar alguém que soubesse seu nome, soubesse quem você é. Tentando descobrir, mas está tão perdida que não sabe diferenciar o sal do açúcar. Passou em matemática, mas é péssima em filosofia. Tenta falar da vida, mas sabe bem pouco, quase nada, faz de conta, mas faz muito mal. O ano vai acabar e isso deixa de ser um motivo para se preocupar e meu corpo vai estar jogado depois do último badalo, vai virar “Branca de Neve” e vai abraçar os Sete Anões. Cinderela vai aprender a controlar a própria loucura e tudo vai estar certo. Nenhum príncipe vai deixar de achar certo. O ano está acabando e acabou dando certo, funcionando metade de tudo, não tudo, preciso de um pouco para o ano que vem, se resolver tudo de uma vez, deixa de pensar no futuro aquilo que foi com pressa demais. Pensa um pouco e acompanha o ritmo dos fatos que já ocorrem. O mar nunca para, uma onde atrás da outra, continua e sem perder o ritmo, levando do refrão ao solo. Ano que vem tudo vai dar certo, todos os instrumentos estarão afinados. Cada poesia. Chorará, mas é normal chorar. Vai gritar e vai reclamar, sempre terá um novo motivo, a moda muda, o mundo muda, mas na sequência de momentos presentes, aproveito um pouco e não durmo. O nascer do sol me lembra muito bem as garotas que estiveram sem roupa. As que me chamaram de amor e encontraram a diversão.

Ano quem vem vou continuar, vou levando o barco no ritmo que puder levar. Me canso e paro para respirar. Conheço alguém e me arrependo, é normal, não há nada de novo, a não ser que aprenda a voar, mas acho muito difícil, as aulas vão estar tão caras que vou preferir dormir depois do almoço e não tenho vergonha de ser preguiçoso, essa minha vontade de ver o mundo passar e me laçar quando encontrar a maneira certa de continuar para frente. Segue seguindo ano que vem, segue da maneira que quiser me levar. Sigo sem esperar, vivo o agora e sigo, esperança para que?! Imaginando que posso servir e uma vez por mês lembro que devo algumas contas. Estarão fora do lugar, mas essas não gosto de organizar. Minha cama se encontra organizada e tudo combinando dentro das gavetas.

Se a vida resolver me levar a sério, aprendo com ela. Feito namorada mais velha que ensina tudo que estou fazendo de errado. Mas errado é não tentar e culpado fui por todas as vezes que sonhei e realizei tarde demais. Sonecas virão, mas espero um pouco do que o mundo plantou nos últimos anos.

Prestem atenção nas crianças e recolham o lixo. Orgânico separado do reciclável. Facilitem a vida dos que nos ajudam. Facilite sua própria vida e perceba que tem coisa que realmente não vale a pena. Coloque tudo na balança e saia pesando. Sempre tem um gordinho para atrapalhar, mas a direita você encontra uma menina linda. Os caminhos são sempre parecidos. Árvores, cigarros e cervejas. Violões e mais meninas, gritando, chorando. Sofrendo pelo calor que arde nas costas. É verão e o dia está acabando. O ano está acabando e desejo um feliz ano novo, não vou ler, não vou acentuar.

Mas se uma menina vier me conhecer no ano que está chegando, vou falar meu nome inteiro. Leonardo, meu nome é Leonardo. Moro em uma cidade que mais chove do que faz sol. Fazem dias cinzas, mas aprendi muito. Fiz de tudo um pouco. Do palhaço, até o mais sério de todos os moços. Se me conhecer no ano que está por vir. Juro que te amarei até o fim. Te conhecerei e será risada atrás de risada. Sentirei sua falta.

Esse ano vou colocar em prática esse treinamento por inteiro, sem esquecer das vírgulas, pausarei e repetirei. Tanto faz, como sempre digo. Me encontro mais velho e conheço o novo mais uma vez, na repetição eterna. Uma voz de menina me chamou, me apaixonei e vou me apaixonar de novo. Dessa vez por você, novidade.


Ano Que Vem
Ano Par
Ano Para
Ano que Vai
Ano Que Vem

Ano que vem vai Ser

Ano que vem está
Te vejo com sorte
Te vejo logo

Te vejo no ano que vem


Feliz ano novo e obrigado ano que se vai.

Obrigado por tudo.

Mãe,

Te vejo.

27 de dez. de 2009

#Vintegramas - Ensinamento básico de como adoçar o seu café utilizando apenas uma porção de amor ou algodões doces

Filma-me sambando e falando de amor, junta mais de dois verbos em uma só ação. Em uma só imagem, tudo aquilo que puder, um pouco de tudo, promoção da semana. Compre o amor em qualquer prateleira e tente ler a bula antes de consumir. Necessário como ar, mas não presente todos os dias como deve estar à água no seu organismo. Algo que se pede, mas quando se parcela demais, a monotonia chega e parece domingo todos os dias. Festas de sobrinhos e alguns shows de rock que não acontecem mais. Preocupo-me menos e sigo sambando. Tente falar baixo enquanto filma, não entendo bem essa vontade de aparecer. Cada um tem um lugar fixo, se faltar alguma coisa aviso sem problemas. Exista! Mas seja algo de entendimento fácil, no frio seja do mesmo jeito. Durante o calor teu sorriso vai estar bem maior. Aproveite do começo ao fim. Pedra atrás de pedra. A onda levou toda a preocupação acumulada. Não teve nada o que trazer de volta para casa. Ficou de presente, de graça, para quem quiser levar. Entendo de um jeito diferente, aprendizado sem curso, no contato físico das coisas. Mas evito assumir que estou falando de amor, digo que entendo das coisas, essas sem explicação. Na embalagem que vim, não continha o manual. É difícil arriscar em desenhos muito complexos. Até explicaria com clareza se me coubesse um rosto para ilustrar. Nem tem como falar sobre o tal desconhecido. Sempre que o encontro está usando um modelo diferente. Para tua criança, algodão doce! É novo esse sabor que sua boca recebe. O doce! O simples e tão perfeito. Endorfina que lhe faltava e estava ali em um abraço igual aos que dou na virada do ano, mas ainda não é Ano Novo. O mundo visto debaixo da água pela primeira vez. Cai e afundei, senti meus pés encostando ao fundo, mas não podia respirar. Tudo era tão azul, mas não pensei em respirar, ainda bem! Percebi como são diferentes as coisas. Ver com os mesmos olhos e ir muito além daquilo que se vê aqui de cima, do raso. Onde todos alcançam os pés e tudo está tranqüilo. Sem água no umbigo. As ondas te deixam na mesma posição, sem riscos. Minhas coisas estão perto do guarda-sol de uma moça bonita que tomava sol. Consigo encontrá-la daqui. Vejo tudo perfeitamente e parece tudo nos conformes. Mais dois mergulhos e fico ao sol até meu corpo secar. No futuro será só mais um rosto comum pela praia. Sempre há algo que não agrade muito, mas preferi atropelar minha razão usando o coração. Passei a pensar por aquele que não foi feito para isso. Isolei meu olhar no que me fazia bem. O melhor da droga é o efeito e não sua seqüela, seu recado marcado durante o dia seguinte. O nariz fica escorrendo dia inteiro. É bom aprender, mas aprender por quê?!


Saberei todas as falas e já estou preparado para entrar em cena. Com aquela camisa que gosta e dou um jeito de também saber seu “Beatle” preferido. Um pouco do gosto do algodão doce espalhado pelo meu corpo e tudo fica perfeito. Decorei! Precavido de possíveis erros. Sei o caminho todo, pedra atrás de pedra. Olha para frente e se prevê o próximo passo. Caso esteja molhado, teremos barro, use um tênis antigo, meio caído, meio cansado da vida. Achar que sabe demais sobre o caminho te faz nunca imaginar que está perdido. Aqui me sinto estável, mas me interesso por aquilo que não tenho no momento. Não me olha dançando assim, estou com o rosto vermelho e não mereço atenção. Duas cervejas me tiraram o nome e esqueci-me de pagar todas as contas. Faltou dinheiro na conta, faltou trabalho, faltou um monte de coisa, mas se for enumerar, falarei mais uma vez só de mim mesmo. Estragarei a peça toda e não vai retornar mais minhas mensagens. Sei o caminho de maneira o suficiente para ensiná-lo bem à outra pessoa, mas tiro algumas vírgulas e os sentidos mudam um pouco, sair da rotina, diferenciar e se perder! Aprender é criar um escudo e ter um escudo é evitar! É gratuito o amar, assim como sorrir, mas existe um risco enorme em consumir demais algodões doces. Cáries e manchas amarelas no espaço vazio entre um o canino e o molar. Vivendo o espaço vazio entre o ocorrido e a próxima ocorrência, mas por entender tão bem do que pode acontecer, pois já me ocorreu, arrisco menos, evito e penso em outras coisas. Minhas plantas precisam de água e minha cabeça de novas idéias. Cubro-me com novidades pessoais, passeios pelo parque e café de uma xícara só. Adoce como quiser! Pouco açúcar se prefere mais amargo ou se preferir tenho adoçante. Para os que gostam de disfarçar aquilo que estão sentindo. O açúcar ganha outro nome a outra forma, se adoça, mas não é açúcar. Fico louco aos poucos, querendo entender demais, criando um livro de frases prontas para tudo aquilo que possa acontecer. Prevendo cada passo. Viver sem se preocupar não possui tantos riscos.


Somos quase da mesma altura, não tão longe do chão, se cai menos por enquanto, quase nada de arranhão. Feche os olhos e a multidão te leva. Te agradaria de alguma forma decorada e já pré-moldada. Cantaria uma música que ensaiei semana passada, sei ela inteirinha e preparei uma piada para o segundo refrão. Nessa mania de entrar em contradição. Com gostos variados. Não há se quer um pôster em meu quarto, só alguns desenhos e a variações de riscos que formam os desenhos. Eu na bagunça que faço. Na falta de ordem nas tatuagens do meu braço. Não há sentido em tudo. Perde a graça. Descubro um pouco do novo no novo que imagino. Repito palavras e repito erros também. Programas de edição de textos limpam aquilo que não sei escrever, me falta vocabulário e coloco algumas camisetas que não gosto nas gavetas do meu pai. Ele não percebe e às vezes as utiliza. Acho engraçado me ver em outra pessoa andando pela casa. Um pouco de mim nesse tudo que posso ser. Na diversidade do pensamento. Expandindo solto e aprendendo a voar. Afinal de contas, resumindo tudo que foi dito até agora, nesse tudo que já escrevi. Do primeiro dia até o último, são sempres palavras iguais, com roupagens diferentes. Assisto-me com os seus olhos enquanto desfilo com meu traje novo, desculpa não estar tão bem vestido assim, mas a idéia é fugir da preocupação. Roupas largas e tanto faz! Um monte de “tanto faz” acumulado em mais um monte de “tanto faz”. Aprendi um passo novo e gostaria muito que fosse registrado, me filma dançando mais uma vez, tem uma coisa que me esqueci de dizer. Tem uma coisa que preferi deixar para quando teu olhar já estivesse preparado, não suficientemente cansado para querer dormir e deixar para amanhã. Queria pedir para ficar um pouco mais na próxima vez que voltar. Se no inverno, se no verão, no mesmo “tanto faz” que já foi. Sem me esquece em casa. Comprei uma bolsa de primeiros socorros dessa vez. Hoje tenho fôlego para esse oceano de novidades. Estou pronto para navegar, vai faltar algo, sempre esqueço algo por onde passo. Para deixar guardado um pouco daquilo que teus olhos estiveram acostumados por um tempo e se foi. A maré subiu e levou. Comprei o tal escudo, sim, comprei. O consegui na primeira promoção que me apareceu, aquela mesma onde te achei da última vez, vende-se de tudo. Magazine gigante. Tem roupa para criança e promoção para senhoras. Elas preferem coisas clássicas e sua liberdade era realmente interessante. Clássico como o vento que leva.


Entender demais pode fazer com que te evite e se ganha uma nova visão. Aquela que não tinha antes. Já disse! Caminhou até minha mesa, nem percebeu meu amigo e largou um bilhete. Aproveitarei até quando puder. Sem metas, caminhando sem perceber. Deixo o relógio em casa, me preocupo menos com a hora do dia e o vivo. Escolho um rumo, pego alguns trocados e saio por aí. Fica no lugar que quiser. Acompanhe se cair na rotina. O tédio pode levar a loucura! A cabeça dói demais nesses casos e remédios também podem fazer mal. O excesso é a chave de qualquer possível fracasso, tristeza e aquilo que se vai. Cura-se, mas se ganha outra coisa para ser curada. Tem-se o meio termo, mas durante esse não se preocupa. Verde é verde e nada além do verde. Tanta revolta pode fazer mal, purifica um pouco, fica burro, esquece e se diverte. Capítulos que não irão se repetir! Por isso tenho o desejo que me filme sambando, como nunca o fiz! Como nunca o quis! Como nunca percebi que pode me fazer sorrir. Como se fosse novidade esse balanço do corpo! Como se nunca o tivesse feito! Museu de novidades antigas - como é bom dançar! Chega mais perto e me deixa suado! Me deixa cansado e me deixa sujo só mais uma vez, duas, três e quatrocentas, se possível! O domingo a gente aproveita, toda bagunça pode ser reorganizada, regula-se a barra e parece nova a calça, pareço novo dentro desse visual antigo. Mão direita para cima e peço repetição, quando cansar, alguns dias de folga e volto depois, quando estiver motivado, preparado e menos cansado. Por enquanto te intitulo como “O Desconhecido”, filme que não assisti e não sei o nome do diretor, sem saber nada sobre seus trabalhos mais recentes. Caso acabe descobrindo, aviso quem quiser, eis que continuarei errando, hoje ainda sem conclusões. Segunda-feira começo minha dieta nova.


Se soubesse bem de onde vim, explicaria melhor para onde vou, enquanto não me ocorre, passo um pouco mal com o que como fora de hora. Engorda, mas deixa com sono, fico cansado e penso menos. Desligue a cabeça e sinta, sinta, sinta! Perceba no que nunca percebeu, conheça sambando, deslizando na vida, faça o leve parecer realmente leve e aproveite melhor as manhãs de sol. Sinta o fluir da energia e perceba o seu caminho no decorrer da vida. Sempre no mesmo lugar, longe de você, mas existindo em todos os momentos possíveis. É sua vida em frente ao espelho, mas só com você mesmo conhecendo aquilo que é teu e o reflexo não transcreve.


Leonardo Fonseca