10 de jan. de 2010

#doismiledez - Primeiro dez do ano que começa com vinte nas duas primeiras casas

Feliz Ano Novo começo do Ano, começou agora e parece tanto ontem. Percebo que a barba continua por fazer. Feliz Ano Novo começo desse Ano, espero tanto que seja um Ano de coisas novas, coisas que nunca esperei. Espero ver um Ano de pessoas mais inteligentes e mais capazes. Feliz Ano Novo primeiro número dez do primeiro mês desse ano. Cheguei aos vinte três e esse Ano ganho mais um pouco. Esse ano vou ver pessoas brigando por sentidos reais e aprenderei com a calma que realmente vale a pena estar calmo sempre. Os dígitos bancários preocuparão menos ou por menos vezes. A solução será encontrada em mais novos problemas e os problemas sempre serão um aprendizado Real, coroa e trono de Rei. Senhoras majestades, Feliz Ano Novo do mais Novo ser pobre desse mundo que ganha pouco. Sem salário mínimo e décimo terceiro. Aprendi algumas coisas e vale à pena colocar em prática, não tive capacidade de levar meu curso até o fim, mas nunca deixei para trás a oportunidade de aprender. Encontrei minha riqueza ganhando abraços, tenho onde cair e isso é um grande começo. Meus joelhos vão doer algumas vezes, mas prometo não deixar nenhuma tentativa de lado.

Essa semana eu percebi que algumas coisas mudam quando uma folha do calendário cai. Pensei um pouco mais e sofri algumas conseqüências, não deixo de assumir meu medo, não deixo de assumir que ainda falta muita coisa para aprender. Quanto mais me percebo, mais percebo que preciso sempre e só preciso. Pulei as primeiras páginas do manual e só hoje sei como seria essencial as ter lido. Contar para quem fosse mais novo e pudesse não fazer parecido, ou se quisesse, vem nesse barco, remaremos alguns dígitos a mais do que aqueles que vão de lancha, mas é na dificuldade de quem não liga para isso que se calejam os pés e se faz tão forte. Mirei cada passo e coloquei meu pé, tropeço nas esquinas e as escadas cansam, mas prefiro assim deitar minha cabeça. Conheço o mundo e o caminho contrário, subo o morro e avisto a paisagem do alto da favela. Sem perder nenhum pingo dessa essência, por hoje me despeço da Terra do Nunca e pretendo ganhar a vida lá fora. Esse ano quero ver um pouco do que ainda não vi, te quero de braços abertos, pronto um sorriso, estampado no meio do rosto. Comida mexicana para comemorar e assim estarei muito próximo do céu.

Aprendi mãe, devagar, com algumas contas ainda por pagar, mas aprendi. Colocar em prática tem sido emocionante, mas não tento. Erro e brigo, grito pelos cantos e me vejo um menino. Esqueci de levar a toalha até o banheiro e chamei pela pessoa errada. No vácuo do que é material, mas espalhada dentro de cada pensamento. Dedico a firmeza dos meus pés e a reta que segue o meu pensamento. Sem pender e sem ofender, sem machucar, sem ser injusto, sem ser valente com quem não precisa. Não levanto minha mão, sem motivos para brigar. Dedico a capacidade de pensar e a capacidade de desenrolar cada nó. Os fios se encontram mesmo que sozinhos. Ninguém os ensina e fazem sozinho “auto-nós”, nem o mais inteligente de todos os cientistas explica como ocorre esse fenômeno natural entre fones de ouvidos, cabos de guitarras e fios de telefones, na casa de quem ainda os vê. Para toda volta é necessário um caminho de ida. Para todo problema, houve uma razão para que esse acontecesse. Sempre tem o que explicar. Mas deixo esse para uma próxima corrida.


Se não der certo, tem um lugar logo ali me esperando. O mar é som de fundo e tudo tem cheiro de mato. Uma estufa com rosas e folhas verdes. Encontro a positividade e escolho um tema para debater. Sem conclusões. Começa tudo mais uma vez.


Leonardo

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