5 de ago. de 2010

#Eleições2010! - Minha primeira Opinião.

Tive um sonho tão estranho essa noite. Estranho demais para ser verdade, mas queria tanto. Queria muito que fosse tão aquilo que via, sem maldade, seria um exemplo para qualquer guia a ser montado. De uma sociedade sem alegria, que procura festa em Copa do Mundo para amar sem se drogar. Tristes demais se perdem na pedra, se perdem na vida e desistem muito antes do início. Sem maldade nenhuma só tenta uma e na segunda já percebe o quão é difícil nascer pobre, o quão difícil é nascer negro. Descendente, desceu, veio conhecer a prosperidade e entupida de divida das Casas Bahia reclama da Avenida Santo Amaro até a Alvarenga, limitada na novela, sem instrução, sem ambição, sem nada por comemorar, ri da alegria televisionada e mais nada. Pouca história para contar, mas mesmo assim vive no pretérito que foi tão perfeito, que vira mania, repetido parece loucura. Louca! Tadinha! Ela ficou louca! Ela tão nova, já está perdida no Eu que não conhece. Caminha e não questiona, caminha e não pergunta nada. Segue seguindo, dando razão para aquele que paga sua conta de telefone, celular pré-pago, imposto daquilo que come e faz mal. Acaba com estomago e continua se entupindo de tudo isso.

O colégio público não te ensina Química, mas te ensina a ficar esperto. Esperto com as coisas, a dividir as coisas, em fazer em grupo, social e sociedade. Cria-se um menino, se ele compreender, dali sai campeão, mas vi o Wesley descendo para entregar papel, ali perto do cruzamento. Sentava na última carteira, sem ninguém prestar atenção foi passando de ano, sem criação, na mesma situação chegou até a oitava e depois disso, no colegial passou e se formou. Entrega papel, ganha quinze, vê o jogo do São Paulo e já tá ótimo! Perfeito, tio! Queria te dar um toque, mas não deu. Estou na mesma, perdido, inseguro e não faço a menor idéia de onde vou parar, para onde vou e se estou indo pelo caminho certo. Complicado demais aos vinte e quatro. Se pensar em desistir... Respirei. Ali aprendi. Pegando busão. Comendo pastel. Tirando nota para cumprir com a meta. Batendo as metas e na média sempre passei, não recusei o que era ensinado. Ouvi, deduzi e hoje destaco aquilo que aprendi melhor. Pensar. Aprendi a pensar. Questionar, viver e reclamar.

Acho tão estranho quando acordo e percebo que vivo em um mundo tão triste, onde as pessoas estão tão preocupadas com um nada que nunca acontece. Estão tristes e nem sabem por que. São dívidas, casamentos que não deram certo. Carro quebrado. Chuva. Calor, pavor, medo da pessoa que está ao lado. Desconfiados não olham uns para os outros. Sente vergonha, como criança que se esconde atrás do pai quando adentra um estranho no elevador. Perto do sétimo andar questiono a facilidade de um garoto. Puxa assunto sem preconceito. Puxa assunto sem se importar com o nome ou idade. O senhor que pede ajuda para chegar do outro lado da rua. Tão simples. O que são quatro passos para aquele que já chegou até ali e fiz questão de ajudar. Fazer parte dos passos de alguém que já andou bastante e segue andando. Não para. Devora a vida e não se deixa devorar. Fabricam-se em lotes pessoas tristes nesse planeta. Carentes de amor, carentes de paixão que se afagam com fotos de estranhos.

Vão disputar para presidência do meu país esse ano. Vão disputar alguns idiotas, com idéias idiotas, pré-formadas, decoradas, gerúndio, palavras erradas e o ser humano sentindo seu coração. ..E: Vão mudar o mundo em quatro anos, vão mudar a sua e a minha vida. Vão levar educação para quem não tem e computador para sonhar com o mundo que nunca vai ter. I.P.I rebaixado e mais motoqueiros duelando pelas Marginais. Monstros no governo e parece piada ou filme B. Não é aqui. Não pode ser aqui. Deve ser mentira isso! O seu status não vai pagar minha prestação, comprei um som para espantar o mal olhado. E cá estou, cheio de dívidas. Espalhadas pelas gavetas, torcendo para que elas me esqueçam. O pão agora é por quilo meu filho. Dois Reais não paga o quinto pão, mais manteiga e duas fatias de queijo, já são quase a sua passagem de ônibus para ir trabalhar. Dez reais por dia no máximo, para sobreviver. Sem se alimentar, porque se parar para comer já se vai vinte e não estou falando para você que está sempre com a carteira lotada de nota. Sei e respeito o seu pai que paga mais impostos para respirar o mesmo ar que eu. Desculpa, mas não estou falando para você, de fato, não estou. Vota no tiozinho que fala igual o Fernando. Fernando é Fernando e Lula na versão mulher se formou no mesmo curso que seu Marx do terceiro mundo. Vendido, comprado. Capitalismo é capitalismo e no batente não vai perceber mudança alguma, mas faz de conta. Seu busão agora tem TV!

Só peço a Deus que a cada dia que passa Eu não queira mais do que nunca me mudar para Marte ou cair na real...

Porque não era sonho




Leo. Fonseca

29 de jul. de 2010

#20g - Aos Sem Jeito, sem considerações extras.

Respira, respira de novo. Só mais uma vez, não fica sem ar! Desliza, vem que já é hora. Vem que já deseja. Respira mais um pouco. Oxigênio no pulmão. Continue respirando. Puxe todo ar que for possível com nariz, como um tiro de encher os pulmões. Amortece os dentes e deixa o bico grande. Já é hora. Já é hora. Se doer me perdoe, sou estabanado de nascença e cresci sem jeito. E de que jeito? De que jeito que faz? me ensina.

Desenhei teu corpo com os olhos

Respirei

Como se fosse nota musical

Dedilhei

Seu corpo, meu corpo, seu corpo

Respirei

Sem cantar pelos cantos, mantenho o silêncio operante

Preservo sorriso

...
não tarda, sei que não tarda










Tentação.



Leo Fonseca

25 de jul. de 2010

#20g - Compromissos de Meio de Ano

Querida Mãe,

Dois mil e dez já virou metade, ficaram seis meses para trás e agora sinto forte o cheiro do ano que vem e já começo a programar meu relógio para despertar na hora certa. Escovei os dentes quando levantei e me alimento bem. Fui procurar um pedaço de bolo hoje, mas não encontrei, pensei com muita força que te queria ali, mesmo que nem me percebesse, estaria ali por dois segundos só para te sentir por perto. Queria sentir teu gosto nas coisas, teu cheiro pelo caminho e tua voz pela casa. Decorei para eternidade o número do teu celular, mas ninguém me atende. Procurei outros assuntos para conversar e aprendi com fúria tudo que precisava. Vou estudar, vou passar por coisas que pulei. Dormir menos, correr mais, correr sempre é bom. Coloco músicas para trilha, do começo ao fim um sucesso a mais para contemplar o caminho. Aprendi a respirar com mais calma e a beber mais água. Comer menos sal e apreciar com destreza cada garfada.

Errarei todas as vezes que me forem necessárias, vou pensar muito, vou fazer tudo que tiver que fazer. Meditar, relaxar e acalmar cada ansiedade que bater com força. Sinto tua falta em todos os dias da minha vida. Aprendi com tudo isso. Aprendi a ser forte e aprendi o que é realmente coragem. Assumir a dor e se torturar por vezes, mas não se arranhar em vão. Não lutar em vão, não fazer nada por fazer. Ter propósito, não ter a mínima noção da dificuldade, mas que essa indisciplina me faça sempre questionar o mundo.

Estão em guerra lá fora. Gritam muito alto, parece o mercado indiano em dia de liquidação de tapetes, especiarias e essas coisas do oriente. Vinte e cinco de março antes do Dia das Mães. Colocaram preço em quase tudo, para tudo preciso de dinheiro na carteira, estou ficando louco com essa pobreza, cancelei todas as festas e me comporto como um bom garoto. Angelical com alguns palavrões a serem ditos. Reclamo sempre que posso.

Anularei meu voto e não contribuirei com esses monstros capitalistas que querem só o meu dinheiro e mais nada. Sem respeitar as pessoas que poluem nossas idéias e nossos conceitos. Engolem por goela abaixo que a alegria da vida está no churrasco de família em feriado prolongado. Que comprar um tênis da moda é prestigio e que estar bem equipado já é o suficiente. Não é o suficiente. Vou além, além das novidades, além das barreiras e o que aparecer. Sem avaliar, sem julgar, sem colocar a culpa em alguém. Foi eu quem o fez e agora preciso resolver.

Aqui estamos todos bem, cada um com a sua diferença

Amo você, mulher da minha vida.





Leonardo Tatsuo Arima da Fonseca
#tudo que acaba sempre é um bom motivo para uma novidade começar

19 de jul. de 2010

#PAUSEADISSIMO - Carta aos caídos do canto de lá

Não era dezesseis de julho, não era quatorze! Possível que já passasse do vinte e tudo ainda estava no seu devido lugar. Corpos esticados pelo chão, mas tinham vida. Respiravam, parados, calados, engasgados com suas próprias palavras. Viviam, mas não existiam. Deixara sua opinião em um barco, assoprou e foi. Mar adentro, disse a todos o que deixou de fazer. De lado, caído, fez pouca questão de estar em pé, pois então esticou suas costas. Engajado em pequenas causas, o dia durava menos, pois não aproveitava. O vi chorar, tinha tanto medo, que o melhor era gritar. Em agosto talvez alguém te ouça rapaz. Fique calmo, encontre um livro e encoste suas idéias. A pressa pode barrar sua paz e engatar a marcha errada, te estoura a embreagem e te custará caro arrumar esse rombo em seu bolso. Mas se levante, não fique aí! Dois amigos seus foram na frente, é só seguir! É só caminhar em frente e lembrar-se das curvas, decidas e subidas. Chuvas, lágrimas, tristeza e agonia, Seja paciente. Seja calmo, Seja controlado, respire, respire!

Era de bom grado que te estendesse a mão direita e ajudasse a levantar. Era de bom grado levantar-te a voz e esbravejar tudo que decorei durante o dia. É esperto demais para não perceber o quanto é burro. No mundo onde ninguém tem razão, não é você que vai compreender sozinho como funciona o relógio da vida. Como correm os dias. Fala de paz, mas não faz a paz dentro da sua morada. Esqueceu-se dos sorrisos e procura na loucura o preenchimento que o ar não te dá. Não se acalma. Vive só amanhã, porque o presente é muito cansativo. Pode desgastar suas digitais. Rezo a Deus que não continue, que pare e repense. Analise e persista com força. Não desista!

Se pudesse, juro que traria comigo. Se ouvisse, juro que te falaria. Se quisesse, juro que te mostraria, ao menos, apontava e diria que está no caminho errado. Inércia! Corpo em movimento gera energia, corpo parado, continua parado. Faça do agora um Museu eterno de pequenas novidades. Únicas. Faça do agora aquilo que te motiva e da forças. Crie forças, crie dias legais, crie dias novos, crie novidades. Traga-me um assunto em russo para decifrar com mais calma durante os últimos dias do mês, mas não me deixa passar esse mês, não deixa chegar só no mês que vem.

Nossa vida não foi entregue pelo correio e muito menos vai ser despachada com a mesma facilidade. Uma vida. Uma chance. O sol está ali, quatro passos em linha reta, vire quarenta e cinco graus o seu pescoço e pense por mais de meia hora. Se mesmo assim não encontrar conclusão favorável, continue pensando. Três horas e meia depois, uma dúvida se vai.

Ninguém sabe de nada e todos morrerão sem saber. Quando tentarem concluir a televisão vai desligar sozinha. Como se fosse um Timer ajustado por alguém muito mais implicante do que Eu. Não deixou o manual e partiu antes mesmo do café. Sem maldades, disse só para prestar atenção antes de atravessar as ruas e não se envolver com pessoas de pensamentos pesados. Pensamentos pesados geram contradições e nessa vida, não vale a pena perder tempo dessa maneira.

Nos dias de chuva eu durmo, um pouco, mas nos de sol, não há quem me segure em casa.


Pessoas positivas mudam o Mundo!

Leo F.

13 de jul. de 2010

#GLORYBOX - Parafraseando o Terceiro Pecado Capital

Eu já falei para não esfregar esse nariz assim em mim. Tira essa camisola do corredor que alguém pode chegar assustando. Começa logo, começa logo. Eu respiro fundo. Está sentindo? Calor, não é? Muito quente, quente por demais. Usa, bebe, continua usando. Sujeira? Depois a gente limpa! Porco? Imagina! É tudo ponto de vista. Tudo é ponto de vista. O ponto de vista é um ponto de vista. Cada qual enxerga como pode e como quer enxergar. Ninguém enxerga o que é de verdade, tudo um bando de medroso. Não assume postura de rei e continua fazendo o que tem que fazer e por favor, faça direito. Desce com a língua até o osso depois do pescoço. Morde meu ombro. Morde meu braço. Continua mordendo. É sentindo dor que sinto meu sangue pulsar e ele vira a esquina a quase a cem por hora bate com muita força. Arrebenta a frente do carro e acaba com a vida de todos os passageiros. Jogando para fora o que parecia ser vida, mas ali ninguém sabia aproveitar mesmo, nem me importo com os descompromissados. Faz como quer, mas se for inteligente, compra algumas instruções pelo canal de vendas da TV. Enquanto parcela sua compra eu enrolo mais um. Dixavo na palma da mão, sempre esfarela um pouco e suja tudo. Mas quem se importa?

Nem me importo com as bombas lá fora. Se o céu está verde, se o mar amarelou. Não me importo com isso agora. Só quero saber de dançar e te ver caindo comigo. Levanto depois de três dias, com o meu corpo mais cansado do que o teu. Com o meu corpo fedendo muito mais do que o seu. Cheiro de menina. Limpa, única, perfeita só para mim e um jogo de mil e quinhentos pecados acumulados em um coração chateado. Mas nem encana, já esqueci o que me deixou assim e continua fazendo. Já disse para não parar. Esse é o meu jeito, se não gosta de brincadeira, conheço umas dez pessoas que dariam muita risada. Nem me importo. Na real, me importo menos do que você pode imaginar. Só tenho medo de parecer anti-social demais, solitário, cansativo até. Parei de me importar quando parei de te levar a sério. Frases pré-montadas, mas relaxa. Não é hora para julgamentos aleatórios. Continua! Estava em transe, estava bem distante daqui. Ouvindo teus pulmões puxando com força oxigênio para dentro deles. Pulsando forte, fazendo barulho. Apertando a borda da cama. Silêncio.

Me desculpa, puxei com muita força. Essas marcas vão te fazer lembrar por uns dias, como tatuagens passageiras. Marcadas com um pouco de dor. Prazer, um pouco mais de dor e música baixa, ali tocando de leve. Soando bem aos ouvidos. Cantando palavras bonitas, sei te deixar feliz. Sei o que agrada também. É a mulher mais bonita do mundo. Pernas, braços, cintura. Sua camisa ali caída no canto, emoldurando a situação. Quando entrou e bateu a porta logo meu coração ficou diferente. Falou e cantou até o final do corredor. Soletrando desejo de uma forma que nunca tinha reparado. Que droga é essa que é você que não consigo largar? Que droga é essa que é você que não consigo tirar de perto de mim agora? Me desculpa de novo, falei demais. Quero prestar mais atenção. Sentir. Calado eu sinto melhor, sigo o movimento de olhos fechados, tateando meu tecido nervoso. Não chovia, mas senti um raio passando energia por minha coluna cervical, fiquei arrepiado, como uma criança de dois anos, não consegui pronunciar nenhuma palavra por inteiro. Sílabas ficavam pela metade e não se completavam ao fim o contexto.

Só de sacanagem, para de me olhar assim! Está toda a dizer que pode mais, mas nem parou para calcular. Faz plano depois, vive o momento que o logo passa rápido demais para esperar o próximo vagão. É um tempo indeterminado pelo dono da regra das coisas que tenho por perto. Ele vacila e me esquece por um tempo. Passa longe e não grita meu nome, fico aqui sozinho. Cantando como posso, fazendo certas coisas que parecem legais vistas de longe. Mas com você aqui, percebo que o físico é muito mais agradável que a distância. Tocar-te com saudade é sentir como se fosse novidade. Uma volta nova, um cheiro novo.

Um recado de bom dia jogado em cima da mesa, foi-se e nem fez barulho. Foi-se e nem preparou café. Não esperou amanhecer, cretina. Tudo bem! Tudo bem dessa vez. Encantou enquanto pode. Hoje vou pensar sobre outras coisas e focar algo interessante. Ou talvez não. Talvez durma, relaxe, talvez!

E essa música que começa? De onde ela vem?
Alguém escuta ou estou sozinho mesmo?
Levantei!

Não te encontrei e a porta bateu
Foi forte o barulho, mas não devia estar com raiva
É pressa, é vula!

Um recado vermelho no espelho

Não pude esperar, logo parti
Mas espero em breve te encontrar
E resolver aquilo que ainda não fiz

Se não se encanar
Volto para te amar
Até quando der

De olhos fechados eu tenho o mundo que eu quiser.



L F.