Tive um sonho tão estranho essa noite. Estranho demais para ser verdade, mas queria tanto. Queria muito que fosse tão aquilo que via, sem maldade, seria um exemplo para qualquer guia a ser montado. De uma sociedade sem alegria, que procura festa em Copa do Mundo para amar sem se drogar. Tristes demais se perdem na pedra, se perdem na vida e desistem muito antes do início. Sem maldade nenhuma só tenta uma e na segunda já percebe o quão é difícil nascer pobre, o quão difícil é nascer negro. Descendente, desceu, veio conhecer a prosperidade e entupida de divida das Casas Bahia reclama da Avenida Santo Amaro até a Alvarenga, limitada na novela, sem instrução, sem ambição, sem nada por comemorar, ri da alegria televisionada e mais nada. Pouca história para contar, mas mesmo assim vive no pretérito que foi tão perfeito, que vira mania, repetido parece loucura. Louca! Tadinha! Ela ficou louca! Ela tão nova, já está perdida no Eu que não conhece. Caminha e não questiona, caminha e não pergunta nada. Segue seguindo, dando razão para aquele que paga sua conta de telefone, celular pré-pago, imposto daquilo que come e faz mal. Acaba com estomago e continua se entupindo de tudo isso.
O colégio público não te ensina Química, mas te ensina a ficar esperto. Esperto com as coisas, a dividir as coisas, em fazer em grupo, social e sociedade. Cria-se um menino, se ele compreender, dali sai campeão, mas vi o Wesley descendo para entregar papel, ali perto do cruzamento. Sentava na última carteira, sem ninguém prestar atenção foi passando de ano, sem criação, na mesma situação chegou até a oitava e depois disso, no colegial passou e se formou. Entrega papel, ganha quinze, vê o jogo do São Paulo e já tá ótimo! Perfeito, tio! Queria te dar um toque, mas não deu. Estou na mesma, perdido, inseguro e não faço a menor idéia de onde vou parar, para onde vou e se estou indo pelo caminho certo. Complicado demais aos vinte e quatro. Se pensar em desistir... Respirei. Ali aprendi. Pegando busão. Comendo pastel. Tirando nota para cumprir com a meta. Batendo as metas e na média sempre passei, não recusei o que era ensinado. Ouvi, deduzi e hoje destaco aquilo que aprendi melhor. Pensar. Aprendi a pensar. Questionar, viver e reclamar.
Acho tão estranho quando acordo e percebo que vivo em um mundo tão triste, onde as pessoas estão tão preocupadas com um nada que nunca acontece. Estão tristes e nem sabem por que. São dívidas, casamentos que não deram certo. Carro quebrado. Chuva. Calor, pavor, medo da pessoa que está ao lado. Desconfiados não olham uns para os outros. Sente vergonha, como criança que se esconde atrás do pai quando adentra um estranho no elevador. Perto do sétimo andar questiono a facilidade de um garoto. Puxa assunto sem preconceito. Puxa assunto sem se importar com o nome ou idade. O senhor que pede ajuda para chegar do outro lado da rua. Tão simples. O que são quatro passos para aquele que já chegou até ali e fiz questão de ajudar. Fazer parte dos passos de alguém que já andou bastante e segue andando. Não para. Devora a vida e não se deixa devorar. Fabricam-se em lotes pessoas tristes nesse planeta. Carentes de amor, carentes de paixão que se afagam com fotos de estranhos.
Vão disputar para presidência do meu país esse ano. Vão disputar alguns idiotas, com idéias idiotas, pré-formadas, decoradas, gerúndio, palavras erradas e o ser humano sentindo seu coração. ..E: Vão mudar o mundo em quatro anos, vão mudar a sua e a minha vida. Vão levar educação para quem não tem e computador para sonhar com o mundo que nunca vai ter. I.P.I rebaixado e mais motoqueiros duelando pelas Marginais. Monstros no governo e parece piada ou filme B. Não é aqui. Não pode ser aqui. Deve ser mentira isso! O seu status não vai pagar minha prestação, comprei um som para espantar o mal olhado. E cá estou, cheio de dívidas. Espalhadas pelas gavetas, torcendo para que elas me esqueçam. O pão agora é por quilo meu filho. Dois Reais não paga o quinto pão, mais manteiga e duas fatias de queijo, já são quase a sua passagem de ônibus para ir trabalhar. Dez reais por dia no máximo, para sobreviver. Sem se alimentar, porque se parar para comer já se vai vinte e não estou falando para você que está sempre com a carteira lotada de nota. Sei e respeito o seu pai que paga mais impostos para respirar o mesmo ar que eu. Desculpa, mas não estou falando para você, de fato, não estou. Vota no tiozinho que fala igual o Fernando. Fernando é Fernando e Lula na versão mulher se formou no mesmo curso que seu Marx do terceiro mundo. Vendido, comprado. Capitalismo é capitalismo e no batente não vai perceber mudança alguma, mas faz de conta. Seu busão agora tem TV!
Só peço a Deus que a cada dia que passa Eu não queira mais do que nunca me mudar para Marte ou cair na real...
Porque não era sonho
Leo. Fonseca
O colégio público não te ensina Química, mas te ensina a ficar esperto. Esperto com as coisas, a dividir as coisas, em fazer em grupo, social e sociedade. Cria-se um menino, se ele compreender, dali sai campeão, mas vi o Wesley descendo para entregar papel, ali perto do cruzamento. Sentava na última carteira, sem ninguém prestar atenção foi passando de ano, sem criação, na mesma situação chegou até a oitava e depois disso, no colegial passou e se formou. Entrega papel, ganha quinze, vê o jogo do São Paulo e já tá ótimo! Perfeito, tio! Queria te dar um toque, mas não deu. Estou na mesma, perdido, inseguro e não faço a menor idéia de onde vou parar, para onde vou e se estou indo pelo caminho certo. Complicado demais aos vinte e quatro. Se pensar em desistir... Respirei. Ali aprendi. Pegando busão. Comendo pastel. Tirando nota para cumprir com a meta. Batendo as metas e na média sempre passei, não recusei o que era ensinado. Ouvi, deduzi e hoje destaco aquilo que aprendi melhor. Pensar. Aprendi a pensar. Questionar, viver e reclamar.
Acho tão estranho quando acordo e percebo que vivo em um mundo tão triste, onde as pessoas estão tão preocupadas com um nada que nunca acontece. Estão tristes e nem sabem por que. São dívidas, casamentos que não deram certo. Carro quebrado. Chuva. Calor, pavor, medo da pessoa que está ao lado. Desconfiados não olham uns para os outros. Sente vergonha, como criança que se esconde atrás do pai quando adentra um estranho no elevador. Perto do sétimo andar questiono a facilidade de um garoto. Puxa assunto sem preconceito. Puxa assunto sem se importar com o nome ou idade. O senhor que pede ajuda para chegar do outro lado da rua. Tão simples. O que são quatro passos para aquele que já chegou até ali e fiz questão de ajudar. Fazer parte dos passos de alguém que já andou bastante e segue andando. Não para. Devora a vida e não se deixa devorar. Fabricam-se em lotes pessoas tristes nesse planeta. Carentes de amor, carentes de paixão que se afagam com fotos de estranhos.
Vão disputar para presidência do meu país esse ano. Vão disputar alguns idiotas, com idéias idiotas, pré-formadas, decoradas, gerúndio, palavras erradas e o ser humano sentindo seu coração. ..E: Vão mudar o mundo em quatro anos, vão mudar a sua e a minha vida. Vão levar educação para quem não tem e computador para sonhar com o mundo que nunca vai ter. I.P.I rebaixado e mais motoqueiros duelando pelas Marginais. Monstros no governo e parece piada ou filme B. Não é aqui. Não pode ser aqui. Deve ser mentira isso! O seu status não vai pagar minha prestação, comprei um som para espantar o mal olhado. E cá estou, cheio de dívidas. Espalhadas pelas gavetas, torcendo para que elas me esqueçam. O pão agora é por quilo meu filho. Dois Reais não paga o quinto pão, mais manteiga e duas fatias de queijo, já são quase a sua passagem de ônibus para ir trabalhar. Dez reais por dia no máximo, para sobreviver. Sem se alimentar, porque se parar para comer já se vai vinte e não estou falando para você que está sempre com a carteira lotada de nota. Sei e respeito o seu pai que paga mais impostos para respirar o mesmo ar que eu. Desculpa, mas não estou falando para você, de fato, não estou. Vota no tiozinho que fala igual o Fernando. Fernando é Fernando e Lula na versão mulher se formou no mesmo curso que seu Marx do terceiro mundo. Vendido, comprado. Capitalismo é capitalismo e no batente não vai perceber mudança alguma, mas faz de conta. Seu busão agora tem TV!
Só peço a Deus que a cada dia que passa Eu não queira mais do que nunca me mudar para Marte ou cair na real...
Porque não era sonho
Leo. Fonseca
Um comentário:
O Serra se diz insuficientemente simpático, deixando seu falso moralismo-humilde evidente.e é claro como sempre a gente sorri frente ao picadeiro, que finge ser inteligente.
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