Proeza levitar, encadernando folhas impares de situações constrangedoras que durante a infância te fizeram tão mal, cicatrizadas tatuagens, estampadas pelo corpo, curaria com muito choro. O poder de cada lágrima caberia por curar o caráter dos que precisam de paz para respirar e aceitar a vida com mais calma. Aceitar a decadência dos dias mais entediantes, entendendo que dali dois dias o brilho tornaria aparecer. É de costume muito humano acreditar que nunca algo vai dar certo, mas é pessimismo extremo manter esse pensamento adiante. Desacreditando na positividade, na possibilidade de não estar perdido e sim dentro de um padrão diferente, onde pessoas sorriem com mais constância e independente dos seus antecedentes, ali, todos te cobririam de novos conceitos, lhe dando nova nomeação, o que pouco importa são os dígitos dos seus documentos civis, que compravam que seu nome não está sujo perante as leis idiotas de um governo que nunca governou, ordena com tanta falha, que passa por ridículo, ordenando tanto e podendo tão pouco perante todas as vontades do mundo.
Bendita introdução, aderindo gestos novos para explicar com mais aptidão o que se passa por aqui. Ouvindo música alta para ilustrar melhor as paisagens que passam pela janela deste ônibus, me levando de volta para a casa que não tem mais meu cheiro, mas fria, evito pensar no distanciamento que estou tendo do meu ser. Confuso em partes distribui obrigações nos dias da semana para perceber com mais jeito que a vida vai passando devagar e que a distância há de diminuir com cada risco nesse calendário. Dizendo que falta menos um dia para definir esse vagão que insanamente joga luz em meu rosto com tanta fúria.
Calma que sou menino ainda. Tenho tanto medo do escuro e de todos os gritos que não abandonam nem em dia de domingo. Onde a paz deveria ordenar melhor o que se passa por aqui. Tirei férias e percebi só quando meu joelho já está coberto de sangue, ardendo de cada vez que ralei tentando levantar de cada tropeço. Se acostumando com sorriso colado no nariz, dizendo que vai ficar tudo bem. Que só precisa ter calma e viver o momento presente com mais eficácia. Besteira seria, mas tão confortável a sua preocupação. Amor ganhou palavras diferentes, mas divididas entre os mais pesados, passou despercebido novamente. Quando esse deveria ser mais leve, mas o espaço curto impede que o estresse diminua e afasta de perto todos os seus amigos mais íntimos.
Dariam muitas linhas explicitas aqui se fosse explicar com mais detalhes tudo que estou tentando dizer e chegaríamos a conclusões simples demais. Seria fraco demais para retratar cada sentimento bom que devemos aderir, discutindo menos as relações inter-humanas dessas pessoas atrapalhadas que levantam suas vozes por costumes medonhos. Erguendo a raiva por time de futebol ou menina que encarou como sonho e quando choque apareceu, percebeu que era tudo muito real.
Devemos ser leves e mais calmos.
Questione menos o que foi, avalie, mas não canse.
Compare, mas não se cobre
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Concluindo idéias, para continuar. Precisamos sempre renovar
LeoFonseca