Delirantes foram os gritos que ouvi durante a noite toda, parecia pedir por algo que eu não conseguia identificar. Como se fosse algo desesperador, daqueles que vêm de dentro de nossas almas, quando necessitamos êxpor tudo aquilo que nos reprime. Gritaria e espantaria todos os demônios e anjos que rondam a minha rotina, vigiando cada passo que dou e tudo aquilo que tento viver. Libertaria-me de todo o tédio terreno e de tudo aquilo que sempre me parece uma grande reprise.
Parecem cenas de um mesmo roteiro, do começo ao fim, do momento em que eu entro no palco e assumo a postura em que me indicaram e faço sorrir às vezes, mesmo com uma intensa vontade de chorar e tenso pensando, que não posso errar mais nenhuma fala, se não vou ser deixado no segundo escalão. Estranho é o processo de "jogamento de lado" em que as pessoas fazem umas com as outras, nada é insubstituível nesse mundo, nem o seu sorriso e muito mesmo o seu "eu", somos garrafas descartáveis, consome-se e depois joga-se fora, como em um processo totalmente degradativo.
Toda a mesmice exige demais da minha própria inteligência e isso me causa muita dor de cabeça. Tento dançar mais, sem prestar tanto atenção nos fantasmas que todos os dias tentam me abraçar. Eles me sufocam tanto, são como um veneno que mata lentamente, sem piedade, transformando em pó cada centímetro de sonho que eu acumulo em minhas noites de tentativas de um bom sono.
Se deus existe realmente, ele é um grande bosta. Daqueles que você nem olha na cara quando entra no bar, faz de conta que não viu. Ele brinca diariamente de mover cada pecinha, como se vivêssemos em um grande reality show vigiado pelo "senhor". Ele não pega ônibus lotados e não ouve a conversa alheia de pessoas sem questão alguma, de pelo menos fazer de conta que são bem educadas. Se ele existe, ele bem entende todo ódio que eu sinto dessas quatro letras que ele leva no nome e da minha total desistência de retribuir com amor o fato de estar aqui, representando o filho que ele teve coragem de cruscificar e ainda considerar melhor do que qualquer um de nós. Somos tão seres pensantes quanto o tal barbudo, capazes e inteligentes, mesmo que alguns duvidem, mas temos a capacidade de construir e criar, seja fictício, ou tão real quanto as árvores, da natureza e não de alguém que ao menos tem um rosto e que não faz aparições no horário nobre.
Quando resolver aparecer, "Oh! Senhor!", por favor, que seja durante a novela das oito, porque metade do seu eleitorado está assistindo as banalidades da vida capitalista e consumindo tudo aquilo que você entregou como esperteza para esse bando de idiotas. Não considere as minhas palavras rudes e não faça como já fez com um filho teu, apesar de tentar fazer igual com diversos seres que tiveram a estranha sorte de nascer em lugares não tão adequados para uma vida, consideravelmente, "Boa".
Não faço juras de amor para aquele que eu não conheço e não vou perder meus domingos em cultos, ouvindo um bando de babacas, "comedores" de criancinhas inocentes. Pois tenho uma barreira muito grande contra as suas palavras decoradas, faz-se tão bonito tudo aquilo que sempre foi tão óbvio para mim. Disfarça-se em um manto branco, para espalhar em solos de guitarra, tudo aquilo que caso você não aprenda, não vai banhar-se nos lagos do paraíso. Seu senso de humor ridículo me irrita, é tudo tão pálido, pior do que ficar sem tomar um dia de sol no verão, ou então, não tomar chocolate quente no inverno. Não tenho medo de você, muito menos me preocupo em trocar uma idéia com você, prefiro as pessoas de verdade, assim como eu, que como disse, pegam ônibus lotados e ouvem a idiotice alheia desse "Seu mundo".
Sou apaixonado pelo que vejo e sinto, por tudo aquilo que está escrito em músicas, cantadas por um "rock star" de verdade e não por cantigas de ninar que falam seu nome e dizem que, se você não acreditar, o tal do "bicho-papão" vem te buscar. Que venha então, estou te esperando, armado com todo o meu vocabulário chulo, repleto de palavrões e indagações. Não farei papel de ridículo e te mostrarei que todos nós somos habilitados a respeitar os semelhantes, mesmo sem seguir um livro de capa preta, escrito por seres tão pecadores quanto qualquer outro assassino que vive ao meu redor.
E se mesmo assim, eu continuar irritado, abençoado pelo mau-humor semanal, tudo bem, acredito que no feriado do final de semana eu consiga descansar e desencanar mais uma vez de duvidar a minha própria existência, por que o que eu vejo, eu não tenho certeza do real e mesmo assim, embarco em coletivos, acreditando que posso voar dentro da minha própria mente, mesmo que sejam delírios urbanos, creio eu, que ainda seja possível se fazer de conta que é tudo tão normal e que tudo isso ainda faz parte da mesma peça teatral citada acima.
Caso não tenha gostado, ligue a sua televisão e assista qualquer coisa ridícula que esteja passando, sinta-se burro mais uma vez e acredite, tem muita gente que se dá bem na vida desta maneira e eu, não, realmente não acho ruim. Penso que tudo bem, pois a Páscoa só é Páscoa, por causa do meu adorado irmão.
Seja você também mais um servo do "Senhor"
Liberto-me e abraço a minha vida
Sem leis e regras paroquiais
porque essas todas
só torram o meu saco
Amém!
Leonardo
obs.: Se não gostou, leu porque quis. Compra uma revista Veja e vai ser feliz.
Parecem cenas de um mesmo roteiro, do começo ao fim, do momento em que eu entro no palco e assumo a postura em que me indicaram e faço sorrir às vezes, mesmo com uma intensa vontade de chorar e tenso pensando, que não posso errar mais nenhuma fala, se não vou ser deixado no segundo escalão. Estranho é o processo de "jogamento de lado" em que as pessoas fazem umas com as outras, nada é insubstituível nesse mundo, nem o seu sorriso e muito mesmo o seu "eu", somos garrafas descartáveis, consome-se e depois joga-se fora, como em um processo totalmente degradativo.
Toda a mesmice exige demais da minha própria inteligência e isso me causa muita dor de cabeça. Tento dançar mais, sem prestar tanto atenção nos fantasmas que todos os dias tentam me abraçar. Eles me sufocam tanto, são como um veneno que mata lentamente, sem piedade, transformando em pó cada centímetro de sonho que eu acumulo em minhas noites de tentativas de um bom sono.
Se deus existe realmente, ele é um grande bosta. Daqueles que você nem olha na cara quando entra no bar, faz de conta que não viu. Ele brinca diariamente de mover cada pecinha, como se vivêssemos em um grande reality show vigiado pelo "senhor". Ele não pega ônibus lotados e não ouve a conversa alheia de pessoas sem questão alguma, de pelo menos fazer de conta que são bem educadas. Se ele existe, ele bem entende todo ódio que eu sinto dessas quatro letras que ele leva no nome e da minha total desistência de retribuir com amor o fato de estar aqui, representando o filho que ele teve coragem de cruscificar e ainda considerar melhor do que qualquer um de nós. Somos tão seres pensantes quanto o tal barbudo, capazes e inteligentes, mesmo que alguns duvidem, mas temos a capacidade de construir e criar, seja fictício, ou tão real quanto as árvores, da natureza e não de alguém que ao menos tem um rosto e que não faz aparições no horário nobre.
Quando resolver aparecer, "Oh! Senhor!", por favor, que seja durante a novela das oito, porque metade do seu eleitorado está assistindo as banalidades da vida capitalista e consumindo tudo aquilo que você entregou como esperteza para esse bando de idiotas. Não considere as minhas palavras rudes e não faça como já fez com um filho teu, apesar de tentar fazer igual com diversos seres que tiveram a estranha sorte de nascer em lugares não tão adequados para uma vida, consideravelmente, "Boa".
Não faço juras de amor para aquele que eu não conheço e não vou perder meus domingos em cultos, ouvindo um bando de babacas, "comedores" de criancinhas inocentes. Pois tenho uma barreira muito grande contra as suas palavras decoradas, faz-se tão bonito tudo aquilo que sempre foi tão óbvio para mim. Disfarça-se em um manto branco, para espalhar em solos de guitarra, tudo aquilo que caso você não aprenda, não vai banhar-se nos lagos do paraíso. Seu senso de humor ridículo me irrita, é tudo tão pálido, pior do que ficar sem tomar um dia de sol no verão, ou então, não tomar chocolate quente no inverno. Não tenho medo de você, muito menos me preocupo em trocar uma idéia com você, prefiro as pessoas de verdade, assim como eu, que como disse, pegam ônibus lotados e ouvem a idiotice alheia desse "Seu mundo".
Sou apaixonado pelo que vejo e sinto, por tudo aquilo que está escrito em músicas, cantadas por um "rock star" de verdade e não por cantigas de ninar que falam seu nome e dizem que, se você não acreditar, o tal do "bicho-papão" vem te buscar. Que venha então, estou te esperando, armado com todo o meu vocabulário chulo, repleto de palavrões e indagações. Não farei papel de ridículo e te mostrarei que todos nós somos habilitados a respeitar os semelhantes, mesmo sem seguir um livro de capa preta, escrito por seres tão pecadores quanto qualquer outro assassino que vive ao meu redor.
E se mesmo assim, eu continuar irritado, abençoado pelo mau-humor semanal, tudo bem, acredito que no feriado do final de semana eu consiga descansar e desencanar mais uma vez de duvidar a minha própria existência, por que o que eu vejo, eu não tenho certeza do real e mesmo assim, embarco em coletivos, acreditando que posso voar dentro da minha própria mente, mesmo que sejam delírios urbanos, creio eu, que ainda seja possível se fazer de conta que é tudo tão normal e que tudo isso ainda faz parte da mesma peça teatral citada acima.
Caso não tenha gostado, ligue a sua televisão e assista qualquer coisa ridícula que esteja passando, sinta-se burro mais uma vez e acredite, tem muita gente que se dá bem na vida desta maneira e eu, não, realmente não acho ruim. Penso que tudo bem, pois a Páscoa só é Páscoa, por causa do meu adorado irmão.
Seja você também mais um servo do "Senhor"
Liberto-me e abraço a minha vida
Sem leis e regras paroquiais
porque essas todas
só torram o meu saco
Amém!
Leonardo
obs.: Se não gostou, leu porque quis. Compra uma revista Veja e vai ser feliz.
2 comentários:
Leonardo...
ja disse que adoro seus textos?
sabe fico imaginado em uma proxima pascoa publicarlo em espanhol... e ver as caras de indagaçao de alguns seguidores assiduos da igreja.
acho que seria "uma grande furo de reportagem"
hahaha
Adoro vc!!
Beijos
hoje meu professor de filosofis atava falando sobre religião. tudo começou com a explicação sobre o luteranismo...
e eu, como todos os dias, tão... em mim, mas querendo realmentever a cara das pessoas quando ele disse que uma religião só é religião se ela tiver tradições, dogmas, etc. o resto são seitas.
é, eu queria muito ter visto a cara delas... tão crentes que sua religião é melhor que a outra.
bem... de uns tempos pra cá eu me peguei pensando nisso de 'religião'... eu acho que essa tal aí é muito mais muleta que algo para setir-se bem. talvez seja algo pra dizer que você vai pro céu depois.
em religiões eu não acredito mais com toda força, e eu nem sei porque. eu fui criada assim... com catequese, crisma e tudo mais.
mas enfim, você falou de Deus e não de religião. [embora eu ache que a religião afeta muuito o modo de pensar e agir das pessoas perante tudo que está relacionado a Deus.]
é... eu ia terminar minhas conclusoes de hoje
mas acabo de ter meu humor perdido por causas bobas.
depois termino... não sei porque, mas eu termino !
beijo, leo.
até os 25. hahah
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