21 de abr. de 2009

Meu estranho Mundo

Me deixa acordar mais tarde

Não dormi, não sonhei, não vi

Não me olhe com olhar que arde

Pergunte menos e não digo que sofri


Esqueço porque necessito

Esqueço e não te explico

Sinto falta, sinto

Mas sozinho não admito


Penso, penso e repito

Estranho é esse meu novo hábito

Estranho é não estar

Horrível é só poder sonhar


Repito e escrevo

Escrevo e repito

Criatividade se foi e não dormirei

Esquecerei tudo e viajarei


Não sinto necessidade de rimar

Mas se melhor assim soar

Vou rimando e desdenhando

Capacidade estranha de amar


Nego e não gosto assim

Parte não diz adeus e se vai

Vai para não perder tempo

Vai para se achar escondida de mim


Indeciso, cansativo

Apelativa maneira de falar

Cansativa forma de entender

Maldito coração a tanto gostar


Hoje sou poeta correto

Segredo meu esse ser

Sou sozinho e só quando quero

Segredo meu esse ser

Sou eu quando quero

E quando quero

Eu sou assim


Sou assim e não explico

Difícil é dizer sobre mim

Difícil explicar o que sou

Mas me apaixono


Gosto e sonho

Sonho e durmo pouco

Durmo para sentir sono

Sonho para viver um pouco


Animado, cantante

Vou vivendo e vendo o mundo

Da altura dos brinquedos na estante

Vou dizendo como quero

E quando não quero

Vou para meu mundo distante



Meu estranho mundo.




Leonardo Fonseca

3 comentários:

breno disse...

seu estranho mundo nunca foi tão bem explicado!

Anônimo disse...

aiin leo, eu amo seus textos são lindos, e você sabe escrever muito bem, adorei.

Re Assis disse...

não vai escrever mais não, paulistano? beijo!