Me deixa acordar mais tarde
Não dormi, não sonhei, não vi
Não me olhe com olhar que arde
Pergunte menos e não digo que sofri
Esqueço porque necessito
Esqueço e não te explico
Sinto falta, sinto
Mas sozinho não admito
Penso, penso e repito
Estranho é esse meu novo hábito
Estranho é não estar
Horrível é só poder sonhar
Repito e escrevo
Escrevo e repito
Criatividade se foi e não dormirei
Esquecerei tudo e viajarei
Não sinto necessidade de rimar
Mas se melhor assim soar
Vou rimando e desdenhando
Capacidade estranha de amar
Nego e não gosto assim
Parte não diz adeus e se vai
Vai para não perder tempo
Vai para se achar escondida de mim
Indeciso, cansativo
Apelativa maneira de falar
Cansativa forma de entender
Maldito coração a tanto gostar
Hoje sou poeta correto
Segredo meu esse ser
Sou sozinho e só quando quero
Segredo meu esse ser
Sou eu quando quero
E quando quero
Eu sou assim
Sou assim e não explico
Difícil é dizer sobre mim
Difícil explicar o que sou
Mas me apaixono
Gosto e sonho
Sonho e durmo pouco
Durmo para sentir sono
Sonho para viver um pouco
Animado, cantante
Vou vivendo e vendo o mundo
Da altura dos brinquedos na estante
Vou dizendo como quero
E quando não quero
Vou para meu mundo distante
Meu estranho mundo.
Leonardo Fonseca
3 comentários:
seu estranho mundo nunca foi tão bem explicado!
aiin leo, eu amo seus textos são lindos, e você sabe escrever muito bem, adorei.
não vai escrever mais não, paulistano? beijo!
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