10 de mai. de 2009

Por hoje só...

Fico só mais um pouco, ouço a última canção e vou me deitar. Encontrar-me em algum sonho distante, longe daqui. Bebo mais um gole e descanso para as novidades, todas as novidades que guardei e preciso muito te contar. Eu que nunca liguei para datas, hoje senti uma falta absurda da sua pessoa e escrevo, pensando sentir o teu calor aqui perto de mim, aqui do meu lado, colado em mim só mais um pouco. Um pouco do cheiro da sua comida e de todas as coisas gostosas. Engordaria e emagreceria. Seria teu filho todos os dias, não que não tenha sido, não que tenha deixado passar várias oportunidades de dizer palavras bonitas para você, te agradecer e estar feliz em alguma festa só nossa, um bolo gigante para comemorar você aqui perto de mim. Eu que acordei querendo seu abraço, querendo outro dia que não fosse hoje, um dia diferente. Um dia capaz de parecer com outro, mas só pode ser assim. Mas vou me acostumando com a falta, à falta é de se acostumar, por incrível que pareça. Vou vivendo, vou trabalhando, vou escolhendo e errando caminhos, sugerindo coisas contrárias, me contrariando, me perdendo, me confundindo só mais uma vez. Eu que nasci teu filho, eu que nasci teu e serei para sempre, guardo meu amor todo para você e dedico cada passo novo, cada coisa que venho com a boca cheia, querendo te encontrar na sala e dizer o quão feliz estou. Estarei feliz por diversas vezes e vou lembrar-me de tudo que for necessário. E não vou me estender por hoje, quero leitura rápida, quero coisa para se passar os olhos e entender em poucos segundos a mensagem. Quero leitura para preguiçoso, a não ser que meu dedo acompanhe mais uma canção e resolva falar mais um pouco por si só, mas estou cansado. Aproveitei o dia, aproveitei a manhã e vi o dia começar e acabar. Tanta saudade que sinto dos dias começando, da normalidade da vida, essa vida rebelde e louca, essa louca vida drogada e perdida. Não estou perdido, não mais tanto quanto me via nos capítulos passados. Prendi-me em um castelo escuro e senti medo de todos os meus pavores e ainda tenho pesadelos, ainda tenho tempo suficiente para pensar em tudo que não faz bem, que deixa a perna pesada e não te deixa correr, tranquei todas as portas, mas permaneci em casa com todas as luzes acesas. Não quero mais me esconder, não quero mais esconder nada e vou lembrando mais um dia. Vou me lembrando e na brincadeira de relembrar, lembro de muita coisa, isso que vou deixar para um próximo assunto e vou esperar novidade acumulada para fazer dança de palavra para palavra. Não falta de assunto, lembro do necessário e dedico a ti mãe. Hoje e sempre!

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