Sei do dia de amanhã só um pouco, sei um detalhe ou outro, nada que complete tudo que pode acontecer, mas sinto algo dentro de mim que sempre aparece para avisar o próximo buraco da pista, já reduzo a velocidade dos meus sentimentos e espero, não tenho escudo protetor das coisas que não podem deixar de acontecer. Não escolho a ordem de entrada das pessoas que aparecem em minha vida. Enfileiro em pensamentos algumas coisas que me fazem pensar durante uma noite inteira. Desejo de novo ouvir o seu nome perto do meu, chamando de namorado e me envolvendo em amor. Desejo e quero muito mais do que uma palavra que defina quantidade. Não tenho o peso correto dessa passagem que estou vivendo, mas aproveitaria com mais destreza. Paixão deixa cego e você dirige muito feliz, com sorriso enorme estampando sua burrice alheia. Sua positividade estranha, surgida depois de um beijo e desejo gigantesco. Aprendi a caminhar em uma velocidade que me permite desviar de um erro, ou escorregar com mais calma. Me machuco, mas não caio com tanta força no asfalto, a queda é pequena e fica fácil continuar depois. Ergo-me e procuro o que fazer de legal no final de semana. Vou até um show e danço até ficar suado, cansado e rouco. Canto mais que tudo e danço até a luz virar só para mim. Faço show de rock na sua tarde de tédio. Alegria da sua sala, aumentando o volume até a o limite da capacidade. Reclame em voz alta tudo que quiser, ninguém vai notar sua raiva acumulada. Estou cansado e preciso de um pouco mais disso para relaxar. Grito de boca fechada, dizendo o que preciso de uma forma mais sincera.
Errei a força e entrei na rua errada, não sei voltar para casa. Perdi toda a capacidade de decorar o caminho do início ao fim. Alguns lugares que passamos, passamos somente por tentativa, tentativa que quase nunca segue adiante por muito tempo. Se perde na pista e fica para trás, ou corre demais. Ainda não vi uma pessoa que correu demais. Vejo tédio e a mesma falta do que fazer. Entediante momento que vai se concretizar como um dia perdido debaixo de um edredom coberto de bactérias. Entra pela sua via nasal e deixa tudo entupido, só consigo respirar pela boca quando fica frio e pareço sempre estar cansado. Minha fala fica estranha. Não quero me acabar em remédios para desentupir, mas talvez seja necessário. Tirando todas as metáforas usadas quando se escreve de forma irônica. Gosto da ironia, tentativa de deixar o assunto mais engraçado, deixar tudo mais maldoso. Sei que muita gente prefere o ser bonzinho, mas não é tão mau fazer uma só maldade. Desvio o caminho e paro no mato. Longe de você e de tudo que possa me fazer lembrar daquilo que ocorre. Ocorre da forma que não deveria ocorrer. Me vicio e me perco duas vezes no mesmo dia. Não queria tocar no assunto, mas se apaixonar nem sempre é algo agradável, dependendo da forma que você digere aquilo que está acontecendo, você acaba se dando mal. É igual ficar de recuperação, quando você não estudou, não existe um botão para voltar no tempo e corrigir o que já foi. Inevitável e mesmo que não tenha explicação, a paz interna é o que mais importa dentro da minha cabeça nos últimos momentos. Gosto de estar aliviado, leve e sem peso nenhum para carregar no bolso, gosto de estar com as mãos livres também. Queda sem previsão dói mais, não tem como escolher a melhor maneira de se machucar menos. Sempre vai doer um pouco no primeiro dia, bebe um pouco, sai e faz algo errado que passa. Remédio não vende na farmácia, mas sempre terá um novo capítulo.
Samba safado, samba de lado, encontrando donzela e sambando sozinho, sambando mais tímido, sambando safado. Levando com graça a novidade tão bela e exuberante de uma menina bonita que vi ontem a noite, me adorei só por poder adorar ela. No erro estranho de uma palavra mal colocada no meio do público que não leva mais tão a sério o artística que está cantando. Mas vou dançando, falando mais um pouco e cantando devagar, para não falar besteira e acertar a letra. Quem sabe amanhã não viro teu amigo e tudo pode ser melhor, finjo que não foi tão trágico assim e que toda história pode ter um final feliz, analisado de uma forma menos problemática, mas vindo de uma pessoa que conseguiu se machucar tantas vezes que por fim, aprendeu a perder e não tem mais nenhum problema. Não gosto de pensar assim, parece que cada vez que você "perde" alguém em sua vida, cria-se um escudo para não ser tão trouxa em uma próxima rodada de bebida do amor. Vermelho e possante. Vontade colante de estar fora do meu corpo quando isso acontece. Tempo que não volta e nunca aproveito tudo que desejava literalmente e vai acabando. Sempre dura um tempo, sempre vai durar, mas quase nunca me acostumo e já na insegurança me assisto deixar o barco. Procuro a praia e não falo mais de amor. Amor não existe, só tem na revista, não tem na vida real. Novela tem tudo perfeito. Aqui ele vira algo que não sei explicar. Sambo safado sozinho, sambo sorrindo, calado, preparado para dormir e colocar de canto todo o tipo de pensamento que possa ter esse cérebro cantante. Amo sentir o vento e por estar tão vivo, durmo para agradar a minha vontade de descansar bem.
Leo.Fonseca
Errei a força e entrei na rua errada, não sei voltar para casa. Perdi toda a capacidade de decorar o caminho do início ao fim. Alguns lugares que passamos, passamos somente por tentativa, tentativa que quase nunca segue adiante por muito tempo. Se perde na pista e fica para trás, ou corre demais. Ainda não vi uma pessoa que correu demais. Vejo tédio e a mesma falta do que fazer. Entediante momento que vai se concretizar como um dia perdido debaixo de um edredom coberto de bactérias. Entra pela sua via nasal e deixa tudo entupido, só consigo respirar pela boca quando fica frio e pareço sempre estar cansado. Minha fala fica estranha. Não quero me acabar em remédios para desentupir, mas talvez seja necessário. Tirando todas as metáforas usadas quando se escreve de forma irônica. Gosto da ironia, tentativa de deixar o assunto mais engraçado, deixar tudo mais maldoso. Sei que muita gente prefere o ser bonzinho, mas não é tão mau fazer uma só maldade. Desvio o caminho e paro no mato. Longe de você e de tudo que possa me fazer lembrar daquilo que ocorre. Ocorre da forma que não deveria ocorrer. Me vicio e me perco duas vezes no mesmo dia. Não queria tocar no assunto, mas se apaixonar nem sempre é algo agradável, dependendo da forma que você digere aquilo que está acontecendo, você acaba se dando mal. É igual ficar de recuperação, quando você não estudou, não existe um botão para voltar no tempo e corrigir o que já foi. Inevitável e mesmo que não tenha explicação, a paz interna é o que mais importa dentro da minha cabeça nos últimos momentos. Gosto de estar aliviado, leve e sem peso nenhum para carregar no bolso, gosto de estar com as mãos livres também. Queda sem previsão dói mais, não tem como escolher a melhor maneira de se machucar menos. Sempre vai doer um pouco no primeiro dia, bebe um pouco, sai e faz algo errado que passa. Remédio não vende na farmácia, mas sempre terá um novo capítulo.
Samba safado, samba de lado, encontrando donzela e sambando sozinho, sambando mais tímido, sambando safado. Levando com graça a novidade tão bela e exuberante de uma menina bonita que vi ontem a noite, me adorei só por poder adorar ela. No erro estranho de uma palavra mal colocada no meio do público que não leva mais tão a sério o artística que está cantando. Mas vou dançando, falando mais um pouco e cantando devagar, para não falar besteira e acertar a letra. Quem sabe amanhã não viro teu amigo e tudo pode ser melhor, finjo que não foi tão trágico assim e que toda história pode ter um final feliz, analisado de uma forma menos problemática, mas vindo de uma pessoa que conseguiu se machucar tantas vezes que por fim, aprendeu a perder e não tem mais nenhum problema. Não gosto de pensar assim, parece que cada vez que você "perde" alguém em sua vida, cria-se um escudo para não ser tão trouxa em uma próxima rodada de bebida do amor. Vermelho e possante. Vontade colante de estar fora do meu corpo quando isso acontece. Tempo que não volta e nunca aproveito tudo que desejava literalmente e vai acabando. Sempre dura um tempo, sempre vai durar, mas quase nunca me acostumo e já na insegurança me assisto deixar o barco. Procuro a praia e não falo mais de amor. Amor não existe, só tem na revista, não tem na vida real. Novela tem tudo perfeito. Aqui ele vira algo que não sei explicar. Sambo safado sozinho, sambo sorrindo, calado, preparado para dormir e colocar de canto todo o tipo de pensamento que possa ter esse cérebro cantante. Amo sentir o vento e por estar tão vivo, durmo para agradar a minha vontade de descansar bem.
Leo.Fonseca
Um comentário:
O Primeiro parágrafo diz tudo...
Mesmo que a gente tente fazer com que as coisas aconteçam como a gente quer, que o dia seja como queremos que seja e que as pessoas pensem ou façam coisas que nos agradem...é impossível! Tudo pode acontecer e coisas podem mudar de uma hora pra outra ! Pessoas que passam na nossa vida, e julgamos perfeitas, podem ser totalmente diferentes dessa nossa idealização!
Mas apesar de tudo isso, de que nada aparentemente seja perfeito, temos que viver! Seguir em frente! Deixar que as coisas aconteçam por si próprias e ser feliz!
Nesse texto realmente você mostro esse lado alegre que temos que ter mesmo que nada saia do jeito que esperamos! Que a vida é boa apesar de tudo! E que vale apena viver!
Mais um texto excelente pro livro Leo! =]
“Queda sem previsão dói mais, não tem como escolher a melhor maneira de se machucar menos.”
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