O motorista não parou no ponto certo e comecei a gritar com muita força. Todos olhavam para minha cara de desespero, mas só pensavam nas maneiras que iriam esquentar seus almoços, ou se deveriam fazer um regime no começo da semana que vai começar só daqui a sete dias. Exportando para o sábado a vontade de viver logo cedo o início da jornada, mas logo consegui descer, não onde era devido, mas pouco importa voltar três casas no tabuleiro e passar por tudo que já passei mais uma vez. Se fosse novidade, espantaria, mas nesse caso é mais fácil reclamar um pouco em voz baixa, contar pedras pelo chão e simplesmente, caminhar. Segue-se andando, segue-se caminhando, segue-se seguindo. Odeio quando os motoristas não prestam atenção na luz do sinal! Ficam conversando com aquelas passageiras que usam seus charmes para não pagar a passagem ou ter algum favorecimento feminino, talvez eleve o ego daquele que permanece triste.
Na segunda vez que gritei ele percebeu e logo parou. Ele sempre para! Tempo perdido nunca volta atrás, calculei o tempo para frente e esqueço que não tem repetição. “Um” nunca será “dois” e nunca serão juntos o “três”, “três” é “três” e ninguém pode tirar esse mérito do devido. Casualmente falando, eles podem até serem amigos, pouco íntimos e repetitivos no decorrer do calendário, mas todos nós repetimos roupas. Colocamos para lavar, separamos por cores para não manchar, mas mesmo assim ela já foi usada uma vez. No caminho que passou, prestei atenção no que sempre deixava para trás, não encontrei a solução estampada em nenhum bolo de concreto, mas parecia mais atraente pensar com mais calma, relaxar e selecionar em paz a trilha sonora para os próximos passos.
Minha vida não cabe dentro de trezentas caixas. Minha vida é bem maior que esse quarto e maior que os erros que já cometi. Estreitam os corredores, parece impossível quando se está com a vista embaralhada, não é errado, não tem o certo também. Julgamentos são incompreensíveis, pensar demais também cansa, mas tentar entender deixa de ser tão necessário nesse momento. Tiraram uma carta do canto dessa pilha e logo tudo parecia ir de encontro ao solo, apoiei uma de minhas mãos, mas mesmo assim parte desmoronou, caiu! Uma simples carta já fez tudo ganhar uma forma diferente. Parecia tão estável no bolo que estava sendo confeitado, mas logo desandou, virou manteiga e por vez, não levarei para o almoço de domingo. Por vez, não irei a esse, descansarei, com alguma música alta. Desejaria demasiadamente ser um Super Herói! Mentiram para mim por anos dizendo que poderia ser o que quisesse! Que eu poderia voar e que uma bela garota não pararia de me telefonar. Essa última parte eu posso colocar ponderadamente no decorrer dos capítulos para não enjoar, não faltar assunto e esses problemas corriqueiros de um casal.
O príncipe virou sapo e só volta depois da Copa! Vai assistir com a sua família lá no país sede e está se preocupando bem pouco em entregar o imposto de renda hoje antes da meia noite. Preocupa-se menos, consegue desligar o botão da cabeça e pega no sono sem contar carneiros ou colocar enfileirados pensamentos leves. Preciso de mais pensamentos leves! Ele grita e não para de gritar, perguntei se desejava descer no ponto que passou e me ignorou, respondeu em voz baixa e daqui não consigo ouvir com tanta perfeição. Foi de fronte ao parapeito de seu prédio e avistou uma cidade iluminada, queria sentir em seu corpo o gosto de uma queda, mas pode faltar sal e sua pressão possivelmente subiria. Evitar problemas de saúde é a maior moda do momento nesse mundo estranho. Faltaria nas primeiras semanas de aula, conheceria só depois cada otário que acompanharia minha decadência solene de perto.
É tudo ilusão menino bonito, é tudo de mentira rapaz que veio de longe para me ver. Ele não sabe de nada, ninguém sabe de nada e você vai morrer careca de tanto tentar pensar, encontrar palavras e resumir as coisas banais. São banais e a banalidade não merece testemunho. As ondas passam e ninguém reclama, ninguém grita dizendo para voltar duas casas, simplesmente vai. Se cair... Levante, se doer, possívelmente encontrará algum remédio para amenizar. Para todo mal um bem, muito bem, sempre bem, muito bem colocado!
Feridas sempre cicatrizam.
SEMPRE!
Leo Tse Tung
Na segunda vez que gritei ele percebeu e logo parou. Ele sempre para! Tempo perdido nunca volta atrás, calculei o tempo para frente e esqueço que não tem repetição. “Um” nunca será “dois” e nunca serão juntos o “três”, “três” é “três” e ninguém pode tirar esse mérito do devido. Casualmente falando, eles podem até serem amigos, pouco íntimos e repetitivos no decorrer do calendário, mas todos nós repetimos roupas. Colocamos para lavar, separamos por cores para não manchar, mas mesmo assim ela já foi usada uma vez. No caminho que passou, prestei atenção no que sempre deixava para trás, não encontrei a solução estampada em nenhum bolo de concreto, mas parecia mais atraente pensar com mais calma, relaxar e selecionar em paz a trilha sonora para os próximos passos.
Minha vida não cabe dentro de trezentas caixas. Minha vida é bem maior que esse quarto e maior que os erros que já cometi. Estreitam os corredores, parece impossível quando se está com a vista embaralhada, não é errado, não tem o certo também. Julgamentos são incompreensíveis, pensar demais também cansa, mas tentar entender deixa de ser tão necessário nesse momento. Tiraram uma carta do canto dessa pilha e logo tudo parecia ir de encontro ao solo, apoiei uma de minhas mãos, mas mesmo assim parte desmoronou, caiu! Uma simples carta já fez tudo ganhar uma forma diferente. Parecia tão estável no bolo que estava sendo confeitado, mas logo desandou, virou manteiga e por vez, não levarei para o almoço de domingo. Por vez, não irei a esse, descansarei, com alguma música alta. Desejaria demasiadamente ser um Super Herói! Mentiram para mim por anos dizendo que poderia ser o que quisesse! Que eu poderia voar e que uma bela garota não pararia de me telefonar. Essa última parte eu posso colocar ponderadamente no decorrer dos capítulos para não enjoar, não faltar assunto e esses problemas corriqueiros de um casal.
O príncipe virou sapo e só volta depois da Copa! Vai assistir com a sua família lá no país sede e está se preocupando bem pouco em entregar o imposto de renda hoje antes da meia noite. Preocupa-se menos, consegue desligar o botão da cabeça e pega no sono sem contar carneiros ou colocar enfileirados pensamentos leves. Preciso de mais pensamentos leves! Ele grita e não para de gritar, perguntei se desejava descer no ponto que passou e me ignorou, respondeu em voz baixa e daqui não consigo ouvir com tanta perfeição. Foi de fronte ao parapeito de seu prédio e avistou uma cidade iluminada, queria sentir em seu corpo o gosto de uma queda, mas pode faltar sal e sua pressão possivelmente subiria. Evitar problemas de saúde é a maior moda do momento nesse mundo estranho. Faltaria nas primeiras semanas de aula, conheceria só depois cada otário que acompanharia minha decadência solene de perto.
É tudo ilusão menino bonito, é tudo de mentira rapaz que veio de longe para me ver. Ele não sabe de nada, ninguém sabe de nada e você vai morrer careca de tanto tentar pensar, encontrar palavras e resumir as coisas banais. São banais e a banalidade não merece testemunho. As ondas passam e ninguém reclama, ninguém grita dizendo para voltar duas casas, simplesmente vai. Se cair... Levante, se doer, possívelmente encontrará algum remédio para amenizar. Para todo mal um bem, muito bem, sempre bem, muito bem colocado!
Feridas sempre cicatrizam.
SEMPRE!
Leo Tse Tung
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