Quando invadi o castelo, como de praxe, monstro gigantesco surgiu da ala norte. Gritando maldizeres, ofendendo o passado daquele que não conhece, mas falou tudo que desejava ali, expelindo palavras sem significados e tentando mostrar como grita aquele que só permanece calado. Não tinha opinião sobre a cor da roupa da namorada e preferiu concentrar-se no replay do gol do seu time, era final de campeonato e dizem que as cabeças estavam quentes e de tão grande que é a sua cabeça, fervendo deveria estar, derretendo a memória, impondo a verdade que não há. Questionei-me com as mochilas nas costas, pensei em revidar, mas o processo agora é outro e me vi partindo para outro principio mais pensante, sem calmantes, ouvindo o que vale a pena e desejando melhores dias para essa dor de cabeça do monstro que tanto sofre. Resumido, empilhando idéias que estavam na liquidação, bem de frente para a porta, todos quiseram pegar um exemplar, mas esqueceu-se de encaixar-se por completo naquele investimento. Achou que era certo e levei dois socos, minha mãe não estava no momento e por vez não consegui me defender. Na segunda vinda para essa Terra eles aprender a viver.
Foi ai que me desceu a voz dizendo para continuar fazendo, sem olhar a quem ou julgando aquilo que não é de meu pertence. Nada faz parte do que vou levar, então guardo em meu bolso aquilo que cabe e deixo para os idiotas as futilidades. Conversas bestas e dias mal aproveitados de frente a televisão que passa mais alguma reprise, mais dos mesmos apresentadores, falas decoradas e pautas repetidas. Levei o terceiro soco e logo resolvi deixar de levantar, ver a briga deitado da cama, tentando não surtar, tentando não sentir aquilo que fere. Acabo com doses bacanas de algum sabor nulo, sem saber o que cabe e sem ao menos entender os motivos, mas ainda de frente ao monstro te avistei ao fundo e percebi que estava de costas. Sem voz, sem nada, sem opção, quem é você?
Qual seu nome?
Deus levou minha irmã tem dois anos e não trouxeram mais, tirara o sorriso, deixaram-na um coração de vidro, coração partido, coração tão frio. Onde foi parar aquela que está em todas as fotos aqui desse meu mural? Onde foi parar minha melhor amiga? Onde foi parar minha eterna minha companheira?
Quando descíamos juntos a rua de casa na velocidade máxima de nossas bicicletas, por vezes prefiri não amar nenhuma de cabelos longos para te adorar para sempre. A água subiu tão rápida e na minha pouca altura, encontrei dificuldade enorme de subir ao máximo e respirar. O ar foi acabando, seu sorriso foi ficando em um espaço de tempo que não observo mais com tanta nitidez. Foi-se!
Um monstro veio em nossa direção! Joguei de lado as bicicletas e levei mais de quatro socos! Mas a vitória era minha por ter visto você sair ilesa da situação.
Hoje o monstro ganha uma nova face e parece não saber mais dançar a dançar que leva minhas pernas com naturalidade, mal sabe que agora é a sua vez de aprender da forma mais chata de se sentir a amargura de estar vivo. Sem represálias, greves ou missões armadas, vou na paz daquele que diz pouco para não dizer besteiras...
Vai estar na palma e não tenho pena
Leonardo Tatsuo Arima da Fonseca
Foi ai que me desceu a voz dizendo para continuar fazendo, sem olhar a quem ou julgando aquilo que não é de meu pertence. Nada faz parte do que vou levar, então guardo em meu bolso aquilo que cabe e deixo para os idiotas as futilidades. Conversas bestas e dias mal aproveitados de frente a televisão que passa mais alguma reprise, mais dos mesmos apresentadores, falas decoradas e pautas repetidas. Levei o terceiro soco e logo resolvi deixar de levantar, ver a briga deitado da cama, tentando não surtar, tentando não sentir aquilo que fere. Acabo com doses bacanas de algum sabor nulo, sem saber o que cabe e sem ao menos entender os motivos, mas ainda de frente ao monstro te avistei ao fundo e percebi que estava de costas. Sem voz, sem nada, sem opção, quem é você?
Qual seu nome?
Deus levou minha irmã tem dois anos e não trouxeram mais, tirara o sorriso, deixaram-na um coração de vidro, coração partido, coração tão frio. Onde foi parar aquela que está em todas as fotos aqui desse meu mural? Onde foi parar minha melhor amiga? Onde foi parar minha eterna minha companheira?
Quando descíamos juntos a rua de casa na velocidade máxima de nossas bicicletas, por vezes prefiri não amar nenhuma de cabelos longos para te adorar para sempre. A água subiu tão rápida e na minha pouca altura, encontrei dificuldade enorme de subir ao máximo e respirar. O ar foi acabando, seu sorriso foi ficando em um espaço de tempo que não observo mais com tanta nitidez. Foi-se!
Um monstro veio em nossa direção! Joguei de lado as bicicletas e levei mais de quatro socos! Mas a vitória era minha por ter visto você sair ilesa da situação.
Hoje o monstro ganha uma nova face e parece não saber mais dançar a dançar que leva minhas pernas com naturalidade, mal sabe que agora é a sua vez de aprender da forma mais chata de se sentir a amargura de estar vivo. Sem represálias, greves ou missões armadas, vou na paz daquele que diz pouco para não dizer besteiras...
Vai estar na palma e não tenho pena
Leonardo Tatsuo Arima da Fonseca
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