Prefiro deixar de lado esses machucados e me
preocupar só depois do carnaval, ocupando as lágrimas em derrotas menos úmidas,
na seriedade de quem nunca sorri, porque explicação já deu, mas no final do
baile, seu par lhe abandonou, para cair em colo desconhecido pela graça de te
ver caído e nada mais.
Solenes gritos tentadores entre arcos da
Lapa e nuvens cinzas do alto do prédio que despedem a vontade estar só para
eliminar amargura do neutro coração que esqueceu como sentir saudade, amor e
paixões corriqueiras. Prefere dançar a valsa do silêncio, sem as rusgas do
primoroso amor adolescente ou beijo perdido no escuro brilhar das estrelas caídas.
Cadê você que prometeu estar aqui para me
ajudar organizar todos os meus pensamentos e extinguir essa insônia devastadora
que confunde as nuvens e o sol. Onde foi parar o limite das nossas conseqüências,
das bobeiras ditas no telefone, dos sonhos tão doces que soavam inocentes, como
criança que perde os dentes e sorri a falta de liberdade, mas pouco importa,
tem tudo ali pela frente, no “ali” que sei pouco como explicar a direção, mas
aponto, não me importo, nem me canso.
E se assim for para vencer, prefiro estar só,
pra não me comprometer.
Leo
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