Acha que é proposital a cobrança, devido as
palavras denotadas naquela nota deixada na última jornada, tão pouco ouviu, que
já reprimiu e preferiu sair afastando logo de perto para se machucar menos na
próxima estação.
Outono logo vem, março, abril e penso estar
mais próximo quando inverno chegar. Me preparo como se fosse disputar vaga no
mais concorrido vestibular, para estar pleno e completo de saúde, melhor saber
que seus olhos não passeiam por estas ruas, vira surpresa e prefiro assim.
Eu não sou esse menino ruim que tanto fala,
que julga, que olha com desdém e só quando deseja a pessoa que fala sua língua,
se aproxima pra me machucar e correr para o lado que desejar. Sou diferente
disso e disseram que estava a brilhar, de outros amores, mais verdadeiros.
Decoro clichês para te dizer, mas minha timidez
estraga tudo, abaixo minha cabeça e saio andando. Aproveito os dias do verão
que restam, brinco no sol e sujo a sola dos meus pés, andando descalço e só,
por que prefiro a solidão do que a falta de exatidão desse teu sorriso.
Mesmo duvidando, anoto para não esquecer
Os telefones úteis para me isolar
Prefiro minha falta de sorriso do que lágrima
ao te ver
Escorrendo desnecessários sentimentos desse
falso “amar”
Prefiro meus dias quieto
Admiro o silêncio
Olhando as horas para o teto
Sem sofrer por abstinência
Com a cabeça baixa, continuo reto.
Leo Fonseca
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