27 de jan. de 2011

Prática desordenada desse tal que ninguem vê


De perto pareciam poucos, avistados um a um, sobre cada pancada que levava no rosto. Nesse momento fui espatifado por valentões que me jogaram com força ao chão. Maldade pura injetada no tédio da televisão brasileira. Acorrentaram-me e gritaram babaquices acumuladas em adjetivos cabisbaixos. Proporcionada por uma bola que atravessou o campo errado e deu tiro de partida ao já pré-proclamado assalto fumegante da falta de motivo.

Meu uniforme ficou sujo e já não bastava humilhação, pentelharam tentando desenterrar mentiras da boca que sangrava muito. Umbigo fora do Meu não enxergas, mas percebe a necessidade de dividir a culpa, criando ponto de tolerância entre os atos hediondos, forjados por hora. Mas longe disso, caído ali. Pedi para levantar e ao menos permissão para continuar sem entusiasmo, por pura precaução.

Surgindo com eficaz daquele que se atrasa por não viver a sincronia de uma edição. Menina chegou com seus cabelos escuros para apartar. Apontando o dedo no rosto e dizendo com força que não haviam certos ali. Cortes não são soluções, gritos não afagam a carência suprida por um soco. Empurrando, apartando. Logo controlou o descontrole dali.

Encaixando peças ponte agudas, entre caixas e lembranças. Agulhas e tecido antigo. Foi só se acalmar que tudo parecia transbordar de volta ao caminho do bem. Dedicando notoriedade a simplicidade de não ter o que fazer por uma tarde. Fragrâncias espalhadas pela casa, junto dos fios que se espalharam com o tempo, desviando o foco, sugerindo novos pontos de visão. Acalmando o grito que ali devia descansar para repor.

A geladeira está vazia e encontrei problemas no vazo.
Menina dançando desconsiderou o resultado
Descalibrou os pneus e preferiu contar com a sorte
Girando curva atrás de curva

Sem interromper
Passando os canais devagar encontrei
Já era tarde ou quase final

Colaborando na reposição do contraste
Aplicado em tons de cinza
E esse novo conceito

Cortes rápidos e compreensão.

Para por fim

Não ser compreendido.


Leonardo Fonseca

20 de jan. de 2011

#2011 - Recreação ponderada da hora do chá na Terra do Nunca

Participante da ordem das seqüências, partiu sorrindo para que denotassem com astúcia atual capacidade de transparecer leveza deixando o mínimo de rastro entre as nuvens, que foram para o Canadá nos últimos dias, banhados por verão bom de viver. Crachá de felicidade, simplesmente apurado por um júri de especialistas, que expressam em poucas sílabas e denominam “Alegria”. Por felicidade. Peter sorria.

De verde, ao fundo, com cabelos brilhosos e giros pelo ar. Sininho. Aclamando a liberdade do ser, surtindo como purpurina, surgiu declamando interrogações pelo espaço:

- cantante então Peter Pan? De onde vens para estampar assim, em sua face, a possibilidade de estar a sentir o que vejo? Cantante e duvidante, só pode ser um tratante. Te enganastes e agora volta chacoalhando esses seus dentes.

- cedi o necessário para que a plantação surgisse como vida e agora canto feliz. Independente dos tons e da responsabilidade de estar certo. Só percebi que era verdade e realmente tem cor e gosto. Passe o pior adiante, ele não me escolheu dessa vez. Sorte de principiante.

Estranhou em primeira ordem todas as palavras ditas nos Cordel de vacas magras, expostas ao cubismo literal das lentes que não enxergam. Entendeu? Tão pouco que se irritou pensando como manter o diálogo por hora.

Então. Dedicou a calar-se, escutando o silêncio. Rumaram ao caminho do Leste, passando por balsas e barcos, encostados onde as ondas estão mais baixas. Faria marcas na areia se meu trabalho não comprometesse a agenda rotineira. Dos fatos cabidos de uma mesma forma onde o cru também possui calor.

Peter Pan partiu frente sobre o vôo, aguçando velocidade. Postando nas nuvens todos os desenhos que fazia com seu corpo. Coelho, cachorro, cavalo, esquilo e um iglu. Dois braços atrás. Sininho tentava passar a marcha, mas a gasolina estava adulterada e o que dava para o momento era aquilo. Algo como sessenta quilômetros por hora voltando pela Castelo.

- moleque de mau jeito com a companhia que te segue. Preferia ir só, se soubesse da distância que tu crias para simplesmente caminhar. Vai-te na frente e esquece-te do caminho feito por outras pernas. Não vim para te seguir e sim, para te acompanhar. Indigesto esse teu gesto.

- estava a divertir o meu corpo e passei despercebido pelo filo necessário, mas por ventura, amenizo por aqui, evitando constrangimento, ressentimento e ainda a possibilidade de passar para o caminho errado a falta de eficácia das cordas vocais.

Diziam estar bem, importando isso até aqui.

- sempre uma resposta Peter Pan. Sempre uma, preparada, largada na barra da calça só para não ter erro. Esconde nos bolsos e eu não acho impossível, garotos são todos assim. Diferentes pela denominação pessoal, mas em conceito, o manual foi copiado e colado para todos os presentes.
- exagera e anula hábitos por não qualificar com proeza o próprio banco de dados. Acostumei com a ida só e participando muito pouco de caminhadas em dupla, alarguei meus passos para caber mais novidades em vinte e quatro horas. Deu certo e dá para ver desde que reparei o último reflexo. E para equivaler os meus atrasos, justifico como perseverança essa base onde estaciono meus pensamentos e desejo junto com as novidades que estão por vir.

- pensas demais menino, pensas demais. Resume da próxima vez e continua voando.

Antes dos primeiros momentos da noite que chegava. Já conseguiam avistar o destino com mais precisão. Estava logo ali. Segundos sincronizados ditam em números pares onde deverão ser os primeiros passos dessa nova região. Mais para o Leste, trazia areia e ondas médias. Latitude imensa de possibilidades de encontro entre cores. Tons. Vermelho. Verde. Azul. Regendo orquestra para os pares apaixonados. Encantados pela leveza de um novo abraço.

Em riscas grossas de giz pastel, surgia ao fundo o encontro entre o horizonte e o sol que está partindo para outro continente. Chamado pelas revistas de moda como “Pôr do Sol”.

Extasiados com a dimensão de um só acontecimento que chega agregar muitos sorrisos. Pararam ali os dois de proclamarem maus dizeres e perceberam diferente algo que até então parecia peculiar, mas emoldurado. Mudei de opinião.

- parte teu olho para o lado de lá em conjunto aos meus que consumidos estão. Diga como é tão belo esse nosso retrato estampado no sorriso da imensidão de chances que destina o mundo a nos fazer feliz. Por horas caído estive e recuperei. Adianto que estou onde estou, graças ao Tudo que cedeu de teu coração para que não faltasse combustível nos momentos obscuros. E eles passaram. Todos. Foi-se e baixou em um canto que não afeta mais ninguém.

Sininho acelerou e dois segundos à frente, desenhou com brilho de fada. Pelo céu que lá estavam. Disciplinada espalhou amor pelo ar. Iluminando com paixão a vida dos que necessitam de paz.

Enquanto as últimas vogais eram distribuídas em séries perante uma média de consoantes que impõe extensão do nosso vocabulário. O amor condizia como um escudo contra o mal que a vida pode trazer aos despercebidos. Equilibrados em pensamentos positivos.

- Sininho!

- Peter Pan?

Dois e só o pensamento que saia pela orelha.
Dizendo em poucas palavras.

É aqui o melhor lugar do mundo



Leo.

31 de dez. de 2010

#TERRADONUNCA - Inesquecível novidade repetida.

Puxou-lhe pelas mãos e subiram cinqüenta metros. Perto do vigésimo andar, continuaram a subir. Menino espantando entedia pouco do presente acontecido, mas contribuía com gritos agudos cada metro invadido.


- pra onde me leva menina, me diz antes que assuste-me mais. Invade momento puxando pelas mãos, mas não explica o porquê de toda essa emoção. Nem sempre precisa motivo, mas assusta quando faz assim. Grito,grito, grito, mas deixa de ser pavor, mas por favor, pode me contar para onde, indo, estou?

-dividido por metade do seu medo e metade da sua insegurança, digo depois, quando com os olhos entender. Palavras ocupam grande espaço onde deveriam continuar somente a nossa esperança e imagens que não se definam em palavras. Gostos não têm cor, sentimentos não possuem cor.


Disposta a subir cada vez mais, a menina continuava atracada aos dois braços de Peter. Subiam com mais força agora e isso parecia assustador para aquele que estava só a ver o tempo passar. Tempo que ajuda, tempo que lá não passa e por motivos diversos, às vezes, se dispersa.


Despercebido deixo metade do caminho passar no escuro. Dormindo entre os quilômetros contínuos de uma jornada sempre repetida. É normal a tendência de escapar das árvores e pedir que venham logos os portões que se abrem.


-diga logo para onde vou, para onde vamos e o que vamos fazer tão alto. Sabe-se que deveríamos perceber o perigo dessa jornada, mas assim me assustando segue subindo e não explica o motivo de nada. Diga e diga com pressa, quero saber por que me arremessa nessa imensidão sem alternativa expressa. Quero ouvir logo.

-menino ansioso, não sabe de nada e não sabe por que tem pressa demais de saber. Envelhecerá na velocidade se continuar assim. Vai entender de tudo um pouco, mas não saberá de nada por completo. Seus tênis viverão a desamarrar, cairá pelo caminho e vai se lembrar de cada nota que abstraiu enquanto deveria permanecer somente em silencio e fazer com que seu coração se acalme. Só isso.

...
Aquietando juventude em tédio, reprimido na pressão que todo ar fazia sobre seu rosto, preferiu calar-se por momento. Ainda voando para o alto, maravilhava-se com o que já conhecia.

Percebi enquanto vinha para minha estadia, que por vezes não reparei. Quando vi, já estava espantado com o crescimento e pouco aproveitei das fases anteriores. Como as crianças que crescem longe de você e só pode abraçar o corpo já crescido ou acrescido do momento que já se foi. Longe da ingenuidade dos olhos arregalados que percebem a vida de uma maneira mais calma. Sem o calor do forno que esquenta as minhas costas e já começando a suar, preferi r retornar o pouco que pude e reparar nas coisas que já conheço. Como ler um livro ou ver um filme pela segunda vez. Adivinhando as falas e ansioso pela boca que encontra a outra. No meio da noite. Com beijos no canto da boca. Era tão lindo ver-te amar. Por vezes esqueço e repito bobeiras, mas inesquecíveis são os dias mais lindos da minha vida e esses não podem passar em branco.


-cansei-me dessa boca fechada e preciso falar. Sino?

-se puder, reflita e Expresse-se. Sem a pressa de dias que já se foram. Eis a novidade que lhe presenteio.
...

Avistando todas as estrelas acumuladas em um só céu. Percebiam a possibilidade de escrever com a ponta dos dedos o que quisessem. Arrastando estrelas de um canto para o outro, mais de quinhentos milhões de estrelas iluminavam como luzes de Natal. Enfeitando o brilho do rosto dos dois. Peter por vez se sentiu bobo por todo susto que lhe garantiu minutos gritando. A calma fazia mais fácil agora o raciocínio.


- vem Sino, vem para cá vem que vou te desenhar. Seu nariz e seu bochechão. Cabelo caído no rosto e tuas asas. Olha cá meu desenho. Olha pra cá e agora é a tua vez de desenhar. Desenho a felicidade, a paz a e união. Desenho meu amor e depois venho buscar, venho para cá quando quiser me inspirar.

-se pudesse desenhava sua língua presa, mas desenho não fala. Cara de assustado e seus olhos arregalados, apertados pelo vento, parecia que nunca iria entender, mas agora é bom te ver acalmar. Coração não merece susto tamanho, eu sei, mas cá estamos. Olha esse desenho, vem comigo, empresta seu dedo, vem comigo desenhar.


Abrir os olhos para o que vem é complicado. Aceitar como novidade aquilo que sempre esteve ali, também é muito complicado. O primeiro brigadeiro tem o mesmo gosto do segundo e do terceiro. Mas cada brigadeiro é um brigadeiro. Cada mordida é uma nova mordida, não há o que comparar.

A menina de cabelos brilhantes agarrou as duas mãos do menino assustado e levou a bailar.



Sobre as possibilidades que virão, avistarei o necessário e descansarei nos dias mais frescos. Quando o calor bater pela janela, logo vou partir para gastar toda energia que meu corpo permitir. Relaxarei ao som da sua voz, cantando na ponta do meu ouvido a saudade que nunca antes tinha sentido e reparando quão bom é viver e sentir.



-dançaram até a última estrela sair para descansar.




Leo Fonseca

28 de dez. de 2010

#PREANUNCIO - Julgamentos circulares de sentimentos aleatórios sendo discutidos em versos.


Soando como bom dia o primeiro olhar pela manhã, desconfigurado, reconstruindo os pensamentos partidos pela noite que correu, desenvolvendo assuntos distintos. Na calma da continuidade, do processo do seguinte.

Assim acordou com suas asas amassadas. Mal pensava, sem que fosse costume lembrar a raridade desse hábito. Dedilhando palavras, atacou-se sobre a cama e logo começou a praguejar a diferença. Pesado para o momento.

...
- fala menos disso e daquilo. Esse que é o assunto que já me cansou o suficiente. Compreender é dádiva de menino menos sabido. Desprovido de capacidade, pensa na lerdeza, isso quando pensa. Sem pegar no tranco não posso mais ficar e explicar. Replicando minhas técnicas fico entediada com facilidade.

- entendo um pouco sua sabedoria, mas ficarei em silêncio daqui até o fim. Quando chegar, volto a dividir minhas falas, volto a compartilhar. Talvez tenha razão.
...


Duplicavam assuntos sem parar, até obrigarem a calar por segundos para voltar do inicio de uma novidade. Contente em sempre ter, despreocupado, aparece com freqüência.


Em soluços ritmados a menina praguejou

...
- deixarei para outro dia os assuntos pendentes, não posso ficar e te esperar. Tenho que me embelezar.

- Sino, para que? Embelezar por qual motivo? Festa, ocasião especial, fatídica, termo técnico para reuniões cheias de estranhezas? Festa?

...
Com a cara amarrada, o menino que usava verde, na ensolarada tarde precavida da chuva, debaixo de um toldo amarelo, erguido desde cedo. Esperava com ânsia a chuva que não caia.


Peter vê tudo relampejar ofuscando o raciocínio.

...
- não acho certo Sino, não acho. Deverias optar por outra freqüência, estranha-me essa ocasião que busca ir enfeitada. Muitos sorrisos tortos podem te fazer mal.

- se falasse grego, aramaico, dialetos do oeste da Rússia. Mandarim ou português bem quisto pela sociedade, Entenderia sua passividade na ocasião, mas assusta-me ver o menino de verde estranhando reunião.
...

Verde não era tendência para a conferência que aceitava pessoas bem vestidas. Serviriam bebidas e pessoas dançariam. Dançarão. Joelhos doem ao final da noite, mas vale à pena reunir-se para amar motivadamente sem motivo. Ali, ocasional e derradeiro. Mas estranha quando ambos não presenciam os fatos em conjunto. A falta da dupla que o chateava.


Atrapalhado, trocando letras
...
- diversão não haverá o suficiente. Entediará no primeiro momento que caber. Sem felicidade vai voltar e vai me telefonar. Sinceramente, deveria, mas não posso afirmar com explicação lógica de tudo que já pensei. Embrulhei para presente e prometi doar, mas meu coração dói só de pensar em pronunciar as palavras que definem a sensação.

- quando cantei, prestou pouquíssima atenção depois vem cá dizer que devo fazer o contrário do já combinado? Sensação sem motivo. Bula desatualizada sabe menos que remédio vencido. Faz mais mal que a doença proveniente da cura do possível. Mas intoxicados não amam e dificilmente entendem. Está intoxicado?
...

Algoritmos plageados definem a nova lógica. Dita em linhas pares que toda mudança é possível e que arregalar os olhos parece pouco, mas propriamente treinado, pode transformar-se em uma revolução. Mudanças de hábitos e o sofá no centro da sala. Espalhando pertences pelos cantos. Encontraremos na volta, quando necessitar explicar para si mesmo todos flashs no pretérito.

Nem sempre uma bomba faz uma revolução, mas a simplicidade de uma mudança de sentimento pode sintetizar muitas coisas. Ilustrados por corações que sobem pela boca, mas se escondem no canto. Deveriam conversar mais vezes, mas as lições não deixam.

...
- Peter, ouvi-te dizer que não sentirias como os fracos, mas teme como um bobo. Reflexiona no superlativo coisas naturais. Desfalcadas de alguém que as proteja. Sinto, mas estranho.

- doeu, fora do costume. Ardido como soro que adentra veia de barriga infeccionada. Doze mil vezes ao banheiro para limpar a alma. Prefiro sentir dor na coluna a o calor chato que está aqui dentro. Odeio ser sincero. Odeio pensar e pensar errado depois.
...

Abrigado no ciúme eloqüente da vítima fatídica dessa objeção. Longe da fraternidade de um juiz menos corrupto. Seguindo a lei do coração e não a tristeza da razão. Coração bateu na canaleta e machucou muito. Sem dizer para ninguém, pegou o dicionário e encontrou a palavra “ciúme”, entendeu, mas sofreu mais depois da interpretação em tempo real. Desmotivado quando entende, prefere então dormir a ver o tempo passar. Errado, muito errado.

Logo avisou a menina.

...
- alarde tanto por besteira, me chama de escandalosa, mas é teu coração que me assusta nesse momento. Tudo bem. Fique calmo. Respire e entenda. Só vou, mas volto. A conversa da noite, antes de dormir, ainda será nossa. Plural meu e teu. Só digo que é alarde demais por nada. Peça para bater com calma e desacelerar essa sensação que espanta nosso amor.

- controlarei o respirar nos próximos giros. Desacelerando a freqüência cardíaca e contribuindo com menos gás carbônico. Preciso acalmar, mas gira como novidade. Quero que ao mesmo tempo entenda. Como a esferas que se encontram no quadro. Formando fórmulas, redundâncias circulares e vou crer que amar é menos que isso, porém mais do que imagino.
...

Explicar sem ver por razão alguma, se há razão, tudo se perde e acumula demais para o pós-pensamento positivo. Desvincular é a mínima necessidade para encontrar-se bem, de bem e com todo bem que for somado no próximo capítulo.




Acalme-se coração quando não agüentar. Tolerar é a sabedoria máxima. Entender é o complicado, mas está na base o grande encontro da plenitude.


- também tenho ciúmes de você.


LF

10 de dez. de 2010

Graças a Deus.

Samba essa melancolia para lá, espanta, sarava. Crioulo do cabelo colorido, fora de ritmo, desaprendeu a dançar. Esqueceu sorriso lá atrás, escondido no escuro que mantêm a liberdade que só encontra só. São notas soadas por um violão que chora. Coberto de vergonha. Estranho. Contado assim parece sermão, do menino que foi e agora parou perguntando e de tanto repetir, descobriu que é melhor calar. Dizer é um mal acelerado do coração disparado. Diz menos e será mais contente.



Baila esse Baião de Dois, enche a barriga e não me enche a paciência. Estranhando cada seqüência, destinando em somas o controle do o que ocorrerá, mas se viu e esse foi o grande mal da história. Quando sentido contrário encontrou razão. Virou adulto e parou de sonhar. Cantou para as pessoas erradas e agora vive engasgada. Palavras repetidas. Maldita rotina. Maldita televisão. O problema do mundo é o mundo.



Espanta essa má sorte para lá.





Protegido por aquele que abençoa

Decidido caminhar pela dificuldade

Preferindo aquilo que assusta

Dificultando mais quando for possível



Assim será



Protegido estou e agradeço



Vim para agradecer e com o resto, junto meus amigos e dou um jeito!





Graças a Deus.