30 de jun. de 2008

quando alguns remédios não funcionam mais, tente ter mais controle de si mesmo e coma mais frutas depois do almoço, fiquei sabendo que faz bem.

Engraçado é o momento em que você consegue entender melhor a vida. Tudo vira conversa perdida e você percebe que nada é tão ruim assim. Lógico que perder uma pessoa que ama nunca é bom. É uma dor que não se explica, é como se estivesse queimando muito forte uma coisa no seu peito. Mas depois quando vem o alivio, tudo vira um papo engraçado. Você percebe que aconteceu uma história boa e vê beleza onde parecia que só sobrariam lágrimas geladas, escorridas sem tanta necessidade. Dor é dor e nada pode tapar um buraco quando esse é aberto. Por isso sempre tento escolher assuntos que agradam mais quando passadas pelas minhas cordas vocais e transformadas em som. Aceitaria discutir as minhas paixões perdidas um dia, mas não agora. Estou extremamente ocupado em tentar encontrar algo agradável para pensar. É mais fácil pensar em coisas gostosas. É igualzinho quando você é criança e tenta tomar remédio. Um negócio amargo descendo pela sua boca. Mas quando você come um doce, ele vem fácil e seu estomago sempre pede mais um pouquinho, sua boca não para de salivar querendo só mais um tequinho daquela delicia em forma de pedaço sólido, que passa a noite inteira sambando nos seus sonhos. Adoro pudim! Adoro chocolate! Falaremos então sobre coisas legais de serem feitas, como colecionar bons amigos! Falaremos de tudo aquilo que dava vergonha, mas que agora virou piada. Vamos relembrar tudo que é gostoso de lembrar. Aquele papo que vira riso em todos em uma rodinha. Vamos celebrar as festas sem motivo. As bebedeiras que pareciam glamurosas, mas que hoje em dia parece puro lixo e gozação!
A gente só precisa ter calma na vida. Acho que essa é a solução para qualquer coisa na vida. Se você acha que uma coisa vai dar errada, é só ter calma, repensar e fazer de novo, que acaba tudo dando muito mais certo que o normal. Se você tiver calma, vai encontrar um sorriso lindo todos os dias, esperando você sentada no sofá, com um brilho que só ela e a mais bela estrela do universo tem. Do tipo de sorriso exibido, que gosta de aparecer para todo mundo, incrível esse seus sorriso, juro que não vou esquecer nunca dele. Com calma na alma a gente consegue levantar pesos enormes na academia. Você consegue tudo direitinho. Só é preciso ter calma, ter calma para ter calma é meio complicado em situações conflitantes, mas tudo se resolve, de uma forma ou de outra tudo vira história, mais uma aventura e no meu caso mais uma de minhas loucuras por amor. Por isso, tenho toda calma do mundo dentro de mim.
Rodoviárias me encantam, histórias loucas me encantam, adoro sentir frio na barriga, adoro ter medo de não ver de novo a pessoa que você mais ama nos últimos quinze dias. A internet é um grande adianto para alimentar o meu coração pedinte, adorador de paixonites agudas e estranhas. Falar “te amo” sem ao menos ter visto de perto o rosto da pessoa que está falando com você. Parece um mundo louco e diferente, onde só pessoas estranhas e retraídas conseguem encontrar um bom papo. Sei que não é só assim que funciona um bom dialogo, mas eu gosto de me perder nessa loucura toda. Vou ter muita coisa para contar pra todo mundo sempre. Tenho sensações só minhas e nem sempre sei como dividir com quem eu falo, até mesmo quem convive comigo todos os dias. Sou meio complexo e estranho de entender, mesmo isso parecendo uma forma anti-egocentrismo, total e totalitária. Mas não, não consigo ver em minha nada de interessante mesmo. Talvez sejam muitos complexos, estranhezas básicas de uma mente em formação. Tenho dúvidas demais e medo de menos. Adoro colocar a minha cara a tapa e falar que estou na frente liderando o grupo.
Nunca falo abertamente de mim mesmo com ninguém, seria me entregar demais, ou até seria o possível medo de assustar aquele que ouve tudo isso na minha frente. Posso até ser normal, não sei, não sei me analisar, não sei me ver dentro do ônibus dormindo, encostado no canto, ouvindo alguma música cheia de rimas furadas e totalmente sonífera para aquele momento. Assistir a ti mesmo, todos os dias, viver em terceira pessoa por algumas horas do dia. Sim, eu sei, é complexo demais para você, imagina para eu, mero menino, baixinho e estranho, tentando explicar como eu consigo me ver? Não, acho que nunca ninguém conversou com você sobre isso. Gosto do meu jeito, adoro ser tímido, faz parte de mim, faz parte do que eu sou. Meu personagem foi montado assim e assim eu vou cultivando. Sem jogar muita água para não crescer demais, lentamente e com a mesma calma que eu falei agora a pouco.


Entender você mesmo, é conseguir assistir a ti mesmo em câmera lenta.





Freud

Nenhum comentário: