- Garotos sofrem com o vento frio do inverno. Menina fica quieta, dentro de casa, fofocando sobre a vida e não toma vento! Assim fica fácil adorar o inverno, fica fácil por demais! Entre as árvores é onde sinto mais frio. Descendo de uma vez o vento gela o seu rosto e não consigo nem sorrir depois!
- Fresco! Meu Senhor! Quer uma máscara emprestada? Bom que você esconde a sua cara feia também! Uma alegria de bônus para você e um presente para humanidade! No mínimo três meses do ano não veríamos a sua cara feia! Você me assusta!
Peter sem educação alguma socou um capuz em seu rosto, emburrado, se preparou para partir. Fazia frio de soltar fumaça pela boca e enquanto dizia sobre o frio, o frio se “auto-desenhava” pelo espaço. Revoltado, achou melhor se esquentar. Achou melhor cobrir os dedos dos pés com um cobertor e as mãos em uma lareira. Na Terra do Nunca as lareiras foram proibidas depois do acidente com a fogueira. Garotos Perdidos descuidados, não tomaram tento, e de repente, tudo virou luz e muito calor. Então preferem evitar! Onde há muita criança reunida, melhor não brincar com fogo. Só teria calor suficiente se fosse para onde o tempo passa. Onde estão todos de gravata procurando uma nova conta para pagar. Lá fora com pessoas gritando sobre assuntos que não conhecem e procurando um motivo diferente para comentar na conversa de bar.
Por uns meses a realidade não dói. Passa batido, em pouco tempo já se foi. Perdido, logo ali. Indo! Partindo! Então, pelo inverno, o garoto chegou a essa conclusão.
- Vou encontrar Wendy! Lá encontro um pouco de lã e faço um casaco. Me esquento! Passeio pela normalidade, não ligo! Uso sapato e podemos ir ao cinema! Volto depois do inverno!
- Como assim? Você sabe que não posso ir com você e nem faço questão de ver de perto aquela espécie de pessoa. Não faço questão alguma! Nem pense em sair daqui sem a minha pessoa, me deixar, sentirei frio! Vai fazer frio Peter!
- Mas não foi você que acabou de dizer que gosta tanto assim?
Nem pensou, nem olhou para trás. Foi! Colocou um pano sobre a boca para o vento não cortar. Foi! A viagem seria longa. O metrô chega só até metade do caminho. Desce na última estação! Pegue um ônibus na última plataforma. Segue direto pelo corredor. Oitava porta a esquerda. Sobe! O terceiro ônibus. Azul. Mais quarenta e cinco minutos do tempo normal da vida. E pronto!
Peter adentrou e já deixou de voar. Viu duas garotas lindas passando e se lembrou que beleza é onipresente nos dois mundos e que motivos sempre existiriam. Logo foi procurar abrigo. Wendy. Amiga de tempos. Do tempo que correu. O que você sabe sobre o tempo da vida que vai passando? Realmente entende alguma coisa? Não! Não entende nada! Se entendesse, pararia o tempo, mas aqui, no Mundo Real! O tempo passa! As “amostras grátis” do tempo são a minha grande preocupação para essa próxima geração de seres humanos. Preocupados, ansiosos, calados, depressivos.
Logo encontraram-se...
- Por que demorou tanto tempo assim Peter Pan?
- Mas nem vi o tempo passar!
- Você ainda não aprendeu a se preocupar? Continua pairando pelas árvores? Você! Não! Viu! O! Tempo! Passar? Como? Isso me parece desculpa!
- Tudo bom Wendy? Vim em missão de paz! Vim por um pouco de calor, que naquela Terra não se faz. Não se pode fazer! Cria perigo! Perigo é desespero e aqui posso me esquentar.
- Tudo bem Sr. Peter Pan! Veio se comportar por uns dias?
Cada um de nós pertencemos a uma rotina diferente que faz com que sejamos uns diferentes dos outros. Pensamos diferente, fazemos coisas diferentes. Temos especializações de acordo com as habilidades pessoais. Essas quando bem desenvolvidas definem nossa diferença!
Sou do Campo! Sou da Cidade! Sou de um lugar diferente daqui...
A rotina também pode te levar para caminhos interessantes, mas quando o mínimo já é o necessário para a vida do cidadão. O Tempo não perdoa situações assim. Já aparecem várias promotoras de venda distribuindo brindes!
Ama, por que sente falta!
Trabalha, por que sente falta!
Se diverte, por que sente falta!
E não é bem assim...
- Podemos comer marshmallows na fogueira? Passar frio juntos e contar Histórias de Terror? “Um menino corre até o final do corredor e já esbarra em um brutamontes. Dois metros de pura maldade. Sangue nos olhos e...”
- Estou à procura de um apartamento novo Peter, não podemos nos esquentar na fogueira! Mas meu carro tem ar quente! Rapidinho o corpo fica quente, nem vai perceber o frio da rua. Hoje em dia tem calor em todo lugar que você entra. Não precisamos mais desse sol! Ai Sol! Como odeio sol!
Sua amiga cresceu! Realmente demorou muito tempo cara! Me desculpa, mas ela cresceu! Aqui no meu bairro, crescer pode ser isso ai também!
As pessoas têm o mesmo tamanho, o rosto continua igual! A roupa muda um pouco! Mas ainda é ela!
- Preciso de um lugar novo para morar, não agüento mais as mesmas pessoas, o mesmo tudo. Minha vizinha ouve a mesma música tem mais de dez anos. E tem todos os amores que passaram por aqui. Preciso renovar! Preciso me mudar. Um lugar novo. Uma vista nova. Pessoas novas! Adoro fazer amizades! Não quero mais esses amigos daqui!
- Vocês realmente não fazem fogueira por aqui Wendy? Alou, Wendy?! Você está me ouvindo direito?! A ligação está horrível! Tem alguém aí? Wendy? Vocês realmente não fazem fogueira por aqui? Sem marshmallows? Que tragédia!
Sem fogueira! Entrou no carro e partiu até a zona oeste da cidade e foi ver apartamento junto com sua adorável amiga. Não é errado ser o que foi feito para ser. Ele ficou e tentou se divertir.
Ela buscava por um prédio que fosse alto, para ver a vida mais próxima do céu! Para ter tudo e não ter nada ao mesmo tempo. Tenho até onde os meus olhos podem chegar, mas não posso tocar! Meus braços continuam curtos, independente da minha vontade infinita.
Então faz de conta que é o Paraíso...
- Olha Peter! Aqui vou colocar uma banheira! Depois do trabalho! Nada melhor!
- Você vai poder nadar?
- Nadar?! Não tenho mais idade para isso! Vou estacionar meu corpo. Passo por uma sessão de massagem antes! Perfeito! Vai ser aqui mesmo!
- Onde vai dançar? Onde vai ser a pista de dança aqui dentro?
- Pista? Não circularão pessoas aqui! Alguns únicos, meus únicos! Sexuais! Mas são únicos! Homens são necessários por vezes, mas esse castelo é só meu Peter! Só meu! Meu Reino!
- Sem dançar? Sem nadar?
A menina balançou sua cabeça. Expressava com ironia um sorriso amarelo e deu uma risada perto do ponto final. Respirou fundo e continuo a andar pelo apartamento ainda sem móveis! Com seus olhos decorava cada centímetro!
De um lado as cores claras, do outro as mais escuras. Separadas por fases e dias da semana. Um para cada situação promovida pela sequência...
Segunda – Tudo começa! Dieta! Exercícios!
Terça – Ponte e aceitação da segunda! Banho de banheira e corrida para relaxar.
Lá pela sexta vou combinar um jantar! Vou ter uma visita! Alguém vem me alegrar. Depois se vai e continuo...
- Por que você não fica?! Vem passar um tempo aqui! Está um garoto bonito! Já é hora de começar essa vida. De se engajar. De alavancar. Acumular. Ter! Pode morar comigo! Comprarei uma cama grande, branca, gigante! Aprendi a cozinhar Peter! O que acha?
- Tem um despertador tocando! Acho que Tic Tac está a solta novamente na Terra do Nunca! Logo todos vão acordar e sentirão minha falta! Demorei e demorar é um pecado! Não vacilo nunca mais! Nem está tão frio! Os Garotos Perdidos precisam de mim!
- Continua um imaturo brincalhão...
Antes de terminar, ele não a deixou concluir o pensamento! Frases decoradas são sempre frases decoradas. A raiva é um sentimento pré disposto. Sempre será representada da mesma forma. Alguns cantam mais agudo. Outros são mais graves. E para leveza de nossas almas não preciso falar de coisas ruins. Não mais coisas ruins.
Viu de tudo e não viu nada. Aqui não tem nada! É tudo de mentira!
Trabalha, fica cansado, dorme. Precisa de uma cama melhor! Compra! Televisão de alta definição e mais de mil e oitenta linhas divididas entre a falta de assunto e um comercial de cerveja.
O barato é não pensar!
Não se foge sempre, mas a leveza está na capacidade de encontrar a leveza. E só!
Peter Pan adentrou rapidamente a Terra do Nunca. A volta é sempre mais rápida do que a ida. Sem anseios, foi comunicar sua chegada. Mal sabia ele do fervor que ardia no corpo de sua amiga fada. Sua roupa que era verde, ficou vermelha! Passou tanta raiva! Também por menos, o menino foi e a deixou. É certo pensar no bem próprio por vezes, mas sempre olhe para o lado! Sempre!
- Ei Nanica!
- Some Peter Pan! Some!
Peter inclinou seu pescoço para esquerda. Preparou a jogada vinda de trás do meio de campo. Partiu pela lateral direita, montou um sorriso e o fez!
- Já te falei que você é ser mais chato do mundo?! A Rainha de todas as chatas?!
- Cala a boca!
Eu juro! Presenciei de perto essa última frase! Foi o “cala boca” mais bonito que já se viu! Sem ironia! Foi lindo! Com direito a sorriso e dois tapas.
Sem violência!
. e todo os sorrisos do mundo
Leo Fonseca
- Fresco! Meu Senhor! Quer uma máscara emprestada? Bom que você esconde a sua cara feia também! Uma alegria de bônus para você e um presente para humanidade! No mínimo três meses do ano não veríamos a sua cara feia! Você me assusta!
Peter sem educação alguma socou um capuz em seu rosto, emburrado, se preparou para partir. Fazia frio de soltar fumaça pela boca e enquanto dizia sobre o frio, o frio se “auto-desenhava” pelo espaço. Revoltado, achou melhor se esquentar. Achou melhor cobrir os dedos dos pés com um cobertor e as mãos em uma lareira. Na Terra do Nunca as lareiras foram proibidas depois do acidente com a fogueira. Garotos Perdidos descuidados, não tomaram tento, e de repente, tudo virou luz e muito calor. Então preferem evitar! Onde há muita criança reunida, melhor não brincar com fogo. Só teria calor suficiente se fosse para onde o tempo passa. Onde estão todos de gravata procurando uma nova conta para pagar. Lá fora com pessoas gritando sobre assuntos que não conhecem e procurando um motivo diferente para comentar na conversa de bar.
Por uns meses a realidade não dói. Passa batido, em pouco tempo já se foi. Perdido, logo ali. Indo! Partindo! Então, pelo inverno, o garoto chegou a essa conclusão.
- Vou encontrar Wendy! Lá encontro um pouco de lã e faço um casaco. Me esquento! Passeio pela normalidade, não ligo! Uso sapato e podemos ir ao cinema! Volto depois do inverno!
- Como assim? Você sabe que não posso ir com você e nem faço questão de ver de perto aquela espécie de pessoa. Não faço questão alguma! Nem pense em sair daqui sem a minha pessoa, me deixar, sentirei frio! Vai fazer frio Peter!
- Mas não foi você que acabou de dizer que gosta tanto assim?
Nem pensou, nem olhou para trás. Foi! Colocou um pano sobre a boca para o vento não cortar. Foi! A viagem seria longa. O metrô chega só até metade do caminho. Desce na última estação! Pegue um ônibus na última plataforma. Segue direto pelo corredor. Oitava porta a esquerda. Sobe! O terceiro ônibus. Azul. Mais quarenta e cinco minutos do tempo normal da vida. E pronto!
Peter adentrou e já deixou de voar. Viu duas garotas lindas passando e se lembrou que beleza é onipresente nos dois mundos e que motivos sempre existiriam. Logo foi procurar abrigo. Wendy. Amiga de tempos. Do tempo que correu. O que você sabe sobre o tempo da vida que vai passando? Realmente entende alguma coisa? Não! Não entende nada! Se entendesse, pararia o tempo, mas aqui, no Mundo Real! O tempo passa! As “amostras grátis” do tempo são a minha grande preocupação para essa próxima geração de seres humanos. Preocupados, ansiosos, calados, depressivos.
Logo encontraram-se...
- Por que demorou tanto tempo assim Peter Pan?
- Mas nem vi o tempo passar!
- Você ainda não aprendeu a se preocupar? Continua pairando pelas árvores? Você! Não! Viu! O! Tempo! Passar? Como? Isso me parece desculpa!
- Tudo bom Wendy? Vim em missão de paz! Vim por um pouco de calor, que naquela Terra não se faz. Não se pode fazer! Cria perigo! Perigo é desespero e aqui posso me esquentar.
- Tudo bem Sr. Peter Pan! Veio se comportar por uns dias?
Cada um de nós pertencemos a uma rotina diferente que faz com que sejamos uns diferentes dos outros. Pensamos diferente, fazemos coisas diferentes. Temos especializações de acordo com as habilidades pessoais. Essas quando bem desenvolvidas definem nossa diferença!
Sou do Campo! Sou da Cidade! Sou de um lugar diferente daqui...
A rotina também pode te levar para caminhos interessantes, mas quando o mínimo já é o necessário para a vida do cidadão. O Tempo não perdoa situações assim. Já aparecem várias promotoras de venda distribuindo brindes!
Ama, por que sente falta!
Trabalha, por que sente falta!
Se diverte, por que sente falta!
E não é bem assim...
- Podemos comer marshmallows na fogueira? Passar frio juntos e contar Histórias de Terror? “Um menino corre até o final do corredor e já esbarra em um brutamontes. Dois metros de pura maldade. Sangue nos olhos e...”
- Estou à procura de um apartamento novo Peter, não podemos nos esquentar na fogueira! Mas meu carro tem ar quente! Rapidinho o corpo fica quente, nem vai perceber o frio da rua. Hoje em dia tem calor em todo lugar que você entra. Não precisamos mais desse sol! Ai Sol! Como odeio sol!
Sua amiga cresceu! Realmente demorou muito tempo cara! Me desculpa, mas ela cresceu! Aqui no meu bairro, crescer pode ser isso ai também!
As pessoas têm o mesmo tamanho, o rosto continua igual! A roupa muda um pouco! Mas ainda é ela!
- Preciso de um lugar novo para morar, não agüento mais as mesmas pessoas, o mesmo tudo. Minha vizinha ouve a mesma música tem mais de dez anos. E tem todos os amores que passaram por aqui. Preciso renovar! Preciso me mudar. Um lugar novo. Uma vista nova. Pessoas novas! Adoro fazer amizades! Não quero mais esses amigos daqui!
- Vocês realmente não fazem fogueira por aqui Wendy? Alou, Wendy?! Você está me ouvindo direito?! A ligação está horrível! Tem alguém aí? Wendy? Vocês realmente não fazem fogueira por aqui? Sem marshmallows? Que tragédia!
Sem fogueira! Entrou no carro e partiu até a zona oeste da cidade e foi ver apartamento junto com sua adorável amiga. Não é errado ser o que foi feito para ser. Ele ficou e tentou se divertir.
Ela buscava por um prédio que fosse alto, para ver a vida mais próxima do céu! Para ter tudo e não ter nada ao mesmo tempo. Tenho até onde os meus olhos podem chegar, mas não posso tocar! Meus braços continuam curtos, independente da minha vontade infinita.
Então faz de conta que é o Paraíso...
- Olha Peter! Aqui vou colocar uma banheira! Depois do trabalho! Nada melhor!
- Você vai poder nadar?
- Nadar?! Não tenho mais idade para isso! Vou estacionar meu corpo. Passo por uma sessão de massagem antes! Perfeito! Vai ser aqui mesmo!
- Onde vai dançar? Onde vai ser a pista de dança aqui dentro?
- Pista? Não circularão pessoas aqui! Alguns únicos, meus únicos! Sexuais! Mas são únicos! Homens são necessários por vezes, mas esse castelo é só meu Peter! Só meu! Meu Reino!
- Sem dançar? Sem nadar?
A menina balançou sua cabeça. Expressava com ironia um sorriso amarelo e deu uma risada perto do ponto final. Respirou fundo e continuo a andar pelo apartamento ainda sem móveis! Com seus olhos decorava cada centímetro!
De um lado as cores claras, do outro as mais escuras. Separadas por fases e dias da semana. Um para cada situação promovida pela sequência...
Segunda – Tudo começa! Dieta! Exercícios!
Terça – Ponte e aceitação da segunda! Banho de banheira e corrida para relaxar.
Lá pela sexta vou combinar um jantar! Vou ter uma visita! Alguém vem me alegrar. Depois se vai e continuo...
- Por que você não fica?! Vem passar um tempo aqui! Está um garoto bonito! Já é hora de começar essa vida. De se engajar. De alavancar. Acumular. Ter! Pode morar comigo! Comprarei uma cama grande, branca, gigante! Aprendi a cozinhar Peter! O que acha?
- Tem um despertador tocando! Acho que Tic Tac está a solta novamente na Terra do Nunca! Logo todos vão acordar e sentirão minha falta! Demorei e demorar é um pecado! Não vacilo nunca mais! Nem está tão frio! Os Garotos Perdidos precisam de mim!
- Continua um imaturo brincalhão...
Antes de terminar, ele não a deixou concluir o pensamento! Frases decoradas são sempre frases decoradas. A raiva é um sentimento pré disposto. Sempre será representada da mesma forma. Alguns cantam mais agudo. Outros são mais graves. E para leveza de nossas almas não preciso falar de coisas ruins. Não mais coisas ruins.
Viu de tudo e não viu nada. Aqui não tem nada! É tudo de mentira!
Trabalha, fica cansado, dorme. Precisa de uma cama melhor! Compra! Televisão de alta definição e mais de mil e oitenta linhas divididas entre a falta de assunto e um comercial de cerveja.
O barato é não pensar!
Não se foge sempre, mas a leveza está na capacidade de encontrar a leveza. E só!
Peter Pan adentrou rapidamente a Terra do Nunca. A volta é sempre mais rápida do que a ida. Sem anseios, foi comunicar sua chegada. Mal sabia ele do fervor que ardia no corpo de sua amiga fada. Sua roupa que era verde, ficou vermelha! Passou tanta raiva! Também por menos, o menino foi e a deixou. É certo pensar no bem próprio por vezes, mas sempre olhe para o lado! Sempre!
- Ei Nanica!
- Some Peter Pan! Some!
Peter inclinou seu pescoço para esquerda. Preparou a jogada vinda de trás do meio de campo. Partiu pela lateral direita, montou um sorriso e o fez!
- Já te falei que você é ser mais chato do mundo?! A Rainha de todas as chatas?!
- Cala a boca!
Eu juro! Presenciei de perto essa última frase! Foi o “cala boca” mais bonito que já se viu! Sem ironia! Foi lindo! Com direito a sorriso e dois tapas.
Sem violência!
. e todo os sorrisos do mundo
Leo Fonseca
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