11 de fev. de 2013

_13'_Baile de Carnaval depois do fim


Prefiro deixar de lado esses machucados e me preocupar só depois do carnaval, ocupando as lágrimas em derrotas menos úmidas, na seriedade de quem nunca sorri, porque explicação já deu, mas no final do baile, seu par lhe abandonou, para cair em colo desconhecido pela graça de te ver caído e nada mais.

Solenes gritos tentadores entre arcos da Lapa e nuvens cinzas do alto do prédio que despedem a vontade estar só para eliminar amargura do neutro coração que esqueceu como sentir saudade, amor e paixões corriqueiras. Prefere dançar a valsa do silêncio, sem as rusgas do primoroso amor adolescente ou beijo perdido no escuro brilhar das estrelas caídas.

Cadê você que prometeu estar aqui para me ajudar organizar todos os meus pensamentos e extinguir essa insônia devastadora que confunde as nuvens e o sol. Onde foi parar o limite das nossas conseqüências, das bobeiras ditas no telefone, dos sonhos tão doces que soavam inocentes, como criança que perde os dentes e sorri a falta de liberdade, mas pouco importa, tem tudo ali pela frente, no “ali” que sei pouco como explicar a direção, mas aponto, não me importo, nem me canso.

E se assim for para vencer, prefiro estar só, pra não me comprometer.


Leo

6 de fev. de 2013

_13'_Sobre granadas


Explode seus olhos e dança com estranhos, vestida da maneira mais ridícula que pode fazer nessa noite patética, dando velocidade para pensamentos novos que incapacitam sorriso e dormidas bem realizadas. Postura e posições na cama alteram tragicamente o humor da personagem que tenta caminhar mas como estão pesados os sentimentos no dia posterior ao terror implantado pelo sistema maligno do “ser, estar, poder ser e se ferrar”, quanto quiser, por que na dialética construída pelo asteróide em queda livre, o perímetro encontrado para esperar ser sufocado sozinho, é todo meu e ninguém bota mão suja alguma. Fui convidado primeiro para essa festa, trouxe seus amigos de idiota que é, ninguém pediu nada, nem doces ou salgados, servindo a comédia do roteiro infantil que construiu para si e deseja ver mal acumulado na vida dos parceiros antigos, maquiada como palhaça, desenvolve mal o texto para passar por maluca e assim fazer de conta, só fazer de conta mais uma vez, que tudo não passava de um sonho.

As notas fluíram ao mar dos revoltos da noite passada, mais uma vez, vomitaram escrotamente por todos os cantos, destoaram seus vícios de linguagem, preocupados apenas em completar lacunas sentimentais do coitado que precisava de ajuda para levantar, colocar novas metas em sua vida. Escolher novas promoções para gastar seus papeis coloridos e desejar menos revolta, filmes escalados de mesma métrica, apaixonados, caídos, largados e repetidos. Sigo a falha rotineira do ser humano de percorrer caminhos parecidos por todos os dias da minha vida, mas os pais não ensinam, a vida cobra, te chuta, ignora, deturpa e coroa os menos negligentes.

Balança sua cabeça e deixa subir o poder proibido que te faz falar mais rápido, afunda sua raiva nos meus olhos e como agulhas pontudas, espeta meu coração bem longe do teu, pois essas fadas já não existem mais, o menino esqueceu de voar, ficou neurótico, afoito e preferiu ter contas fixas de celular pós pago, do que aperfeiçoar novidades e contar para os surdos interessados em clichês. Impulsos contraditórios, escolas de rimas, explicando que foi por falta de enzimas que calhou esse mau humor, listados entre dragões e apenas outro rumor, ditando regras para o fim do mundo, com as mãos sujas e o corpo imundo, caminhando sozinho para assobiar a canção que quiser, na solidão sentindo qualquer prazer, daqueles ponte agudos, tocantes mas que ninguém pode ver. Só te desejo longe de mim, para possibilitar caminhar, andar para frente, sem tropeçar, sem repetir fatos falidos, pálidos, empacados em sonecas sem sono no decorrer das horas, enrugado feito senhoras, reclamando a falta de assunto e só por hoje, querendo acabar com o mundo.

Só estou com um péssimo humor.

Leo

3 de fev. de 2013

_13'_Conclusões da vida adulta


Se eu pudesse, nunca me despediria dos dias, na tentativa de fazê-los durarem mais. Daria tempo de te fazer sorrir mais vezes e repetir duzentos e cinqüenta vezes os percursos que mais agradam. Contaria a história dos meus dias aos meus amigos e continuaria a dar risadas, mesmo que os motivos parecessem batidos ou alternados. Importar é o de menos, ocupando a cabeça com detalhes que não fossem ponteiros ou limites de horário. Tocar guitarra bem alto, com o volume quase no talo, solando as besteiras dessa vida, pra não perder o costume.

Com o tempo, o tempo passa e ele retrata o que lhe é necessário, aos jogados do canto de lá, o tempo passa batido, como arranhão de queda em meio aos arbustos do jardim, marcando pouco o leve desastre momentâneo. Aos espertos ficam as tatuagens velhas e desgastadas, contando sobre as viagens, passagens e até mesmo as lágrimas que tiraram férias em semanas longas e cicatrizantes.
Meus amigos criaram asas, partiram rumo ao desconhecido mundo adulto, fazendo lembrar como é importante cultivar nossas raízes e colher bons dias, mesmo com nuvens carregadas que contornam as nossas molduras, eles todos estão crescendo e hoje a barba já faz parte definitiva em grande parte dos personagens, contando os gastos, somando os prejuízos, influenciando os novos que se tornarão como nós.

Que tenhamos sempre paciência para guiar os nossos caminhos, que a saudade venha, mas que ajeite os dias que chacoalharem alem do limite das nossas capacidades de nos manter estáveis. Continuo tranqüilo, sozinho, sorrindo, cantando, sentindo falta, mas dentro desses detalhes, encontrei os melhores guias para me ensinar e assim aprender. Caminho com calma, faço do meu jeito e aproveito o grito livre de todos os dias de nossas vidas.

Leo.

24 de jan. de 2013

_13'_ Poesia de Engate de Caminhão sem Freio


Do “cê” do Coração!
Do ser esquecido de sensação,
“a” do Amargo gosto da tristeza,
Amor do ser esquecido de leveza!

Nobre cidadão, engatou sua carreira,
Fez tão pouco mal, mas esbarrou na cegueira
Da criança estabanada
Que acha que sabe de tudo, mas não sabe de nada!

“Se” de possibilidade, de chance perdida,
de noite desvairada que deve ser esquecida.
Tristeza não vale a pena,
Mesmo que seja pequena!

Deve ser de sorriso cativante,
Para soletrar rapidamente pensamento apaixonante!
Brilho de olhar que sai sem medo,
Felicidade que vem com estalar do dedo.

Doce é gosto batido, mas amargo também!
Nos dias mais cinzas, só lembram o que convém,
Pra perder a hora do trem
Achar que o “logo ali” está próximo e mais tarde ele vem.

Pra comemorar o vazio dos nossos corações,
Ritmados pela velocidade das nossas falsas evoluções.
Mas pobre de mim determinando esses fatos,
Só por que vi raio caindo entre meus atos!

Generalizando coisa alguma!
Desabafando para dormir como uma pluma.
Leveza do esquecido,
Para seguir menos aborrecido!


E mais nada alem disso.



Leo Tse Tung.


21 de jan. de 2013

_13'_Homem de Lata


Admiro coração esquecido, largou saudade de lado e seguiu viagem sem rumo. Por vezes acho isso tão estranho, como gosto de jiló ou fígado de boi, que agrada somente os paladares mais espertos, mas na minha burrice, idiotice, infantilidade, esqueci como se sente com coração, de qual lado fica paixão, cheiro da rosa, o sabor dos seus lábios. Durmo pensando em sonhar com você, como se na concentração desse pensamento, minha vontade viesse a tona e o abstrato ilustraria dias perfeitos ao seu lado. Me policio descartando vícios, mas soa pouco sincero, conduzido pelas regras e concordâncias, mas sem amor, sem sentimento, como o Homem de Lata, no vazio e oco do seu peito. Deixei até de sentir tristeza, de perceber que estou só o suficiente para sentir saudade do Mundo.

Seria o lucro dessa geração, relembrar essência do ralado na rua, do escorregão ao pular o portão. Da bronca de mãe e do apelido dado. Aprendemos a técnica e ao lado das nossas camas ficam as sensações, junto com os livros de cabeceira, pensamentos antigos e sonhos mirabolantes. A vida adulta permite adquirir o Universo, mas as necessidades rudimentares causadas pela rotina, permitem somente ir até a esquina trocar o molho de chave que já não abre mais caminhos passados em outros carnavais.

Só queria ser eu mesmo, sem regras e imposições, sem condições pré-modificadas, pré-analises, química, física ou matemática, sou muito ruim com os números, com a exatidão e aglomerado de segmentações, dividendos e a tal da concordância. Do que vem antes e deve aparecer depois. Escolho tanto, que prefiro silêncio, pois exponho o necessário e torço, pro meu coração voltar a bater acelerado, ritmando os meus dedos, trazendo as palavras certas, para os sentimentos errados e disso, eu sinto muita saudade.

Leo