Corri até o meio de campo, olhei para direita, corri para esquerda. Alessandro cobria a frente do gol com a sua barriga enorme!- Muita bolacha em horários inadequados, sempre fora das refeições - Enquanto Michel achava que jogava futebol, mas aquilo era só correr atrás da bola, nada além disso. Marquei e sai correndo! Todas as câmeras focavam os meus gestos de alegria, tirei fotos para os jornais do dia seguinte, manchetes e assuntos matinais. Depois de dois anos a minha carreira no futebol acabou, meus fãs já tinham me esquecido e o dinheiro saiu de fluxo novamente. Pedi dinheiro para os meus pais algumas vezes, mas não curti muito a idéia. Nenhum time mais procurava pelo meu passe as coisas só aconteciam no mundo alheio. Meu barco perdeu o jeito e remar no calor pode causar fortes dores na lombar. No braço e até nos músculos da perna. Retirei todos os posteres do Palmeiras, guardei todas as minhas camisetas verdes, todos os jornais e escondi meu passado. Joguei duas temporadas, gritando cada jogador que entrava. Goleiro e zagueiro, fui atacante e com certeza, sempre marquei muitos gols. Até um dia que voltando para casa, um moço usando a camiseta do seu pai, listrada com jeans lavado. Reparei demais e ouvi sua guitarra tocando muito alto. Gritava desesperado falando do escuro e que tinha medo de algumas coisas.
No começo do mês de março aprendi as primeiras notas e resolvi que seria roqueiro de grande estilo. Pessoas voltariam a gritar meu nome pelas ruas e minha biografia seria a mais lida. Toquei nos maiores festivais de todos os tempos e colecionei as meninas mais bonitas da noite. Durante o dia não estudei, fiquei descomprometido com o tempo. Parei de usar relógio naquela ocasião. Erguiam meu corpo até o teto do bar e me jogavam. Ia para frente e voltava. Caia novamente no palco e cantava ódio, libertando cada demônio acumulado na rebeldia de ser quem sou. Na rebeldia de pensar, na rebeldia de expressar. Voavam gárgulas por todos os lugares, dragões e serpentes. Tinha um polvo gigante! E meu pai sempre chegava antes do show acabar. Um dia no meio do Black Jack, lá estava. Amanhã o roqueiro precisa estudar logo cedo. Sem brincos na orelha. Veste o uniforme, estuda até meio dia e dorme depois do almoço. Duas músicas novas no repertório solitário. Leandro veio com uma banda nova e resolvi ouvir. Disse que o estilo era muito parecido com aquelas outras que vínhamos ouvindo. Sem xadrez, mas de calça jeans. Jaquetas pretas e o mundo muda novamente. Definindo em versos o futuro daquele que aprende ouvindo. Não vamos mais falar de amor e a revolução logo acontece. Quero que tenha medo de mim e as mães tinham medo que seus filhos se vestissem assim. Foi tanto sucesso que o efeito logo bateu, subiu e virou fumaça. Esqueci e tive que arrumar um emprego para por em prática à teoria. Quarenta horas por semana, uma hora de descanso e namorada para almoçar no shopping no final de semana. Punk começou a trabalhar e o trabalho veio para atrapalhar.
Meu carro de luxo não saiu da revista e aprendi todos esses caminhos andando, não tenho vergonha de dizer, não tenho vergonha de mostrar. Vejo o sol nascer na mesma direção que todo ser que aqui habita. Decifra em palavras a minha vontade ver para sempre, respirando e aderindo os pecados que forem necessários. No terceiro show da nossa primeira “tour” a banda se desfez. Partiram para um estilo diferente e não topei. Por Deus não vou mudar o meu jeito de falar, por Deus não vou mudar meu jeito de andar. Demorei tanto tempo para chegar a todas as minhas conclusões, não é Narciso que vai persuadir e designar uma forma reta para caber a minha tonteira. Acordei cedo durante uma semana só para ver o mar por mais tempo. Na energia do sol descobri o efeito alucinógeno que nenhuma outra droga já me trouxe. Endorfina pura e acumulo de histórias para contar. Aqui no Paquistão nem tudo é tristeza. Aqui no Chile também há o amor e Venezuela também possui casais que brigam na hora de mudar o canal. No Japão um menino se apaixonou pela primeira vez e decidiu que dali para frente todas as meninas do mundo não teriam mais nexo. No Brasil os povos vão se entender um dia, assim como todos os amigos que decidem se unir para fazer uma festa. Os meninos trazem as bebidas e os salgados ficam na responsabilidade das meninas.
Segundo quilometro de trilha e encontro uma bica d’água. Paro e lavo as minhas mãos, meus pés e meu rosto. Tiro a lama que cobria todo meu pensamento e arranco sem piedade todo peso inútil desse corpo alugado. Entregarei em perfeito estado no momento que devolver para terra. Admiro como acontece. Com um violão no colo agora, cantando só para o teu ouvido “meu amor”. Só para o sorriso que estampa sozinho, maior que um caminhão, elevando meu coração. Meus sonhos de verão e todas as musas que estão espalhadas. Aprecio com moderação, acelero minha vontade, mas correspondo com respeito cada acontecimento. Espero meu futuro da maneira que ele vier acontecer. Aqui no silêncio da minha sossegada solidão espero o próximo ritmo que aderirei, na seguinte tendência. Caminhando para onde for! Levado pelo o acontecer! Acontecerá!
Leo Xavier
No começo do mês de março aprendi as primeiras notas e resolvi que seria roqueiro de grande estilo. Pessoas voltariam a gritar meu nome pelas ruas e minha biografia seria a mais lida. Toquei nos maiores festivais de todos os tempos e colecionei as meninas mais bonitas da noite. Durante o dia não estudei, fiquei descomprometido com o tempo. Parei de usar relógio naquela ocasião. Erguiam meu corpo até o teto do bar e me jogavam. Ia para frente e voltava. Caia novamente no palco e cantava ódio, libertando cada demônio acumulado na rebeldia de ser quem sou. Na rebeldia de pensar, na rebeldia de expressar. Voavam gárgulas por todos os lugares, dragões e serpentes. Tinha um polvo gigante! E meu pai sempre chegava antes do show acabar. Um dia no meio do Black Jack, lá estava. Amanhã o roqueiro precisa estudar logo cedo. Sem brincos na orelha. Veste o uniforme, estuda até meio dia e dorme depois do almoço. Duas músicas novas no repertório solitário. Leandro veio com uma banda nova e resolvi ouvir. Disse que o estilo era muito parecido com aquelas outras que vínhamos ouvindo. Sem xadrez, mas de calça jeans. Jaquetas pretas e o mundo muda novamente. Definindo em versos o futuro daquele que aprende ouvindo. Não vamos mais falar de amor e a revolução logo acontece. Quero que tenha medo de mim e as mães tinham medo que seus filhos se vestissem assim. Foi tanto sucesso que o efeito logo bateu, subiu e virou fumaça. Esqueci e tive que arrumar um emprego para por em prática à teoria. Quarenta horas por semana, uma hora de descanso e namorada para almoçar no shopping no final de semana. Punk começou a trabalhar e o trabalho veio para atrapalhar.
Meu carro de luxo não saiu da revista e aprendi todos esses caminhos andando, não tenho vergonha de dizer, não tenho vergonha de mostrar. Vejo o sol nascer na mesma direção que todo ser que aqui habita. Decifra em palavras a minha vontade ver para sempre, respirando e aderindo os pecados que forem necessários. No terceiro show da nossa primeira “tour” a banda se desfez. Partiram para um estilo diferente e não topei. Por Deus não vou mudar o meu jeito de falar, por Deus não vou mudar meu jeito de andar. Demorei tanto tempo para chegar a todas as minhas conclusões, não é Narciso que vai persuadir e designar uma forma reta para caber a minha tonteira. Acordei cedo durante uma semana só para ver o mar por mais tempo. Na energia do sol descobri o efeito alucinógeno que nenhuma outra droga já me trouxe. Endorfina pura e acumulo de histórias para contar. Aqui no Paquistão nem tudo é tristeza. Aqui no Chile também há o amor e Venezuela também possui casais que brigam na hora de mudar o canal. No Japão um menino se apaixonou pela primeira vez e decidiu que dali para frente todas as meninas do mundo não teriam mais nexo. No Brasil os povos vão se entender um dia, assim como todos os amigos que decidem se unir para fazer uma festa. Os meninos trazem as bebidas e os salgados ficam na responsabilidade das meninas.
Segundo quilometro de trilha e encontro uma bica d’água. Paro e lavo as minhas mãos, meus pés e meu rosto. Tiro a lama que cobria todo meu pensamento e arranco sem piedade todo peso inútil desse corpo alugado. Entregarei em perfeito estado no momento que devolver para terra. Admiro como acontece. Com um violão no colo agora, cantando só para o teu ouvido “meu amor”. Só para o sorriso que estampa sozinho, maior que um caminhão, elevando meu coração. Meus sonhos de verão e todas as musas que estão espalhadas. Aprecio com moderação, acelero minha vontade, mas correspondo com respeito cada acontecimento. Espero meu futuro da maneira que ele vier acontecer. Aqui no silêncio da minha sossegada solidão espero o próximo ritmo que aderirei, na seguinte tendência. Caminhando para onde for! Levado pelo o acontecer! Acontecerá!
Leo Xavier
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