Eram três da manhã e ninguém ainda tinha percebido que era dia. Não tinha um pingo de luz para dizer que já havia amanhecido e permiti mais uma hora de sono. Acordei depois do almoço perdido entre manhã que passou e o dia que já está rolando. Preocupo-me em sobreviver no que chegará, mas pouco importando com a velocidade do minuto que resolve ser mais rápido que eu. Atropelei os primeiros ensinamentos e aumentei o grau de dificuldade em um ponto. Acho que não consigo encontrar meus dedos entre esse alcoolismo louco. Começa pelo contrário e parece perfeito, parece menos pecado, parece menos divorcio de casal que por hora já esteve apaixonado. Escondeu papel no bolso e só lembrou-se do recado quando a gasolina acabou. Amo esse lugar por todos os motivos possíveis, mas odeio lembrar cada passo que dei e não encontrei razão. Na primeira nota não consegui enxergar tua alma, passou em vão e dei outro nome para nota. Quando pela primeira vez percebi sua voz. No primeiro verso, na primeira situação que assisti o dia pensando em você. Primeira colocação na parada musical do meu rádio diário. Sonhei com você e por acaso beijei, mas não era você, mas mesmo assim, paixão continuou, sem explicação, por mais tolo que seja explicar. Prefiro ver o dia amanhecer tranqüilo.
Meu coração parou de bater depois do vigésimo toque do seu celular. Mentiroso! Tentando acordar do meu sono que tranqüilizava, pouco entende o que é sentir seu corpo relaxado como tal, caindo, sem chão e sem o vigésimo pedaço de torta de morango, deixado no décimo andar, quando passei caindo, colei um “post-it”, meu nome em letras garrafais, de trás de uma máscara que não percebeu a cor dos meus olhos. Seu calor faria tão bem agora, que deixo de contar o que passou para imaginar o que está por vir. Pouco sei sobre a cor de sua roupa, seu nome e sua semelhança. Não me lembra ninguém e acho sensacional. Sem a claridade percebo seu corpo sem perdoar quem já por vezes habitou o mar que pareceu ser tão meu. Na região do lago do norte, acompanhei seres que desejavam caminhar para uma área onde o amor fosse mais valorizado. Por não saber para onde carregar os pequenos seres, me escondi e deixei sem entender metade dos amigos que prestavam atenção.
Coloquei uma camiseta rasgada, sem importar nem um pouco com aquilo que olhos alheios pudessem encontrar. Sorriso se fez e sentou ao meu lado, sem perguntar o nome sua boca já encontrava meus dentes. Perdidos entre saliva e a vontade encontrar sua língua, falando um pouco do que entendo. Desenha para que fique mais simples decifrar o que seus lábios espalham. Energia desenha! Energia simplifica, mas não diz o que deve ser feito. Não sabem dos dias e não se importam em te preparar para a verdade absoluta que há por vir. Não sei, prefiro não pensar. Pensar pode gastar um pouco daquilo que deixo durante o dia passar. Não me importo! Não decorei seu rosto e beijei, sem me importar. Foi por diversão, dia que passa. Sem razão. Não quero compreensão. Quero só a exatidão que sempre bate na trave, mas nunca entra no gol! Passa perto e até empata a partida, mas sem deixar de decidir, prefiro simplesmente não pensar.
Pelos sorrisos mais brilhantes, meus olhos passaram pelos teus. Na junção entre seus lábios e sua barriga, alisada, quente, esquentando o frio que estou sentindo. Durante a tarde abasteci minha mente e devorei a vontade de não existir. No mundo louco e sem controle, todo mundo sempre tenta entender o que todo mundo pensa, mas deixa de entender o que foi feito para “você” entender. De frente ao espelho, diga uma saudação em voz alta e espere resposta, se tua alma não compadecer, espere mais um pouco. Por vez, resposta boa sempre vem direto ao coração, sem intermédios divinos e explicações surreais. É explicável, só é preciso viver.
Kamau Leonardo
Meu coração parou de bater depois do vigésimo toque do seu celular. Mentiroso! Tentando acordar do meu sono que tranqüilizava, pouco entende o que é sentir seu corpo relaxado como tal, caindo, sem chão e sem o vigésimo pedaço de torta de morango, deixado no décimo andar, quando passei caindo, colei um “post-it”, meu nome em letras garrafais, de trás de uma máscara que não percebeu a cor dos meus olhos. Seu calor faria tão bem agora, que deixo de contar o que passou para imaginar o que está por vir. Pouco sei sobre a cor de sua roupa, seu nome e sua semelhança. Não me lembra ninguém e acho sensacional. Sem a claridade percebo seu corpo sem perdoar quem já por vezes habitou o mar que pareceu ser tão meu. Na região do lago do norte, acompanhei seres que desejavam caminhar para uma área onde o amor fosse mais valorizado. Por não saber para onde carregar os pequenos seres, me escondi e deixei sem entender metade dos amigos que prestavam atenção.
Coloquei uma camiseta rasgada, sem importar nem um pouco com aquilo que olhos alheios pudessem encontrar. Sorriso se fez e sentou ao meu lado, sem perguntar o nome sua boca já encontrava meus dentes. Perdidos entre saliva e a vontade encontrar sua língua, falando um pouco do que entendo. Desenha para que fique mais simples decifrar o que seus lábios espalham. Energia desenha! Energia simplifica, mas não diz o que deve ser feito. Não sabem dos dias e não se importam em te preparar para a verdade absoluta que há por vir. Não sei, prefiro não pensar. Pensar pode gastar um pouco daquilo que deixo durante o dia passar. Não me importo! Não decorei seu rosto e beijei, sem me importar. Foi por diversão, dia que passa. Sem razão. Não quero compreensão. Quero só a exatidão que sempre bate na trave, mas nunca entra no gol! Passa perto e até empata a partida, mas sem deixar de decidir, prefiro simplesmente não pensar.
Pelos sorrisos mais brilhantes, meus olhos passaram pelos teus. Na junção entre seus lábios e sua barriga, alisada, quente, esquentando o frio que estou sentindo. Durante a tarde abasteci minha mente e devorei a vontade de não existir. No mundo louco e sem controle, todo mundo sempre tenta entender o que todo mundo pensa, mas deixa de entender o que foi feito para “você” entender. De frente ao espelho, diga uma saudação em voz alta e espere resposta, se tua alma não compadecer, espere mais um pouco. Por vez, resposta boa sempre vem direto ao coração, sem intermédios divinos e explicações surreais. É explicável, só é preciso viver.
Kamau Leonardo
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