1 de fev. de 2010

#quatrocentosevinte - Verde monocromático e alguns tons de cinza

Vi-te passando pela última fileira, perto das frutas, tropicais. Dia quente perdido no meio da semana, dia sem novidade ou algo que faça realmente sentir que está vivendo um momento especial. Vi-te passando entre o amarelo e o laranja, era verde e seu rosto parecia mais nítido, destacando com brilho o segundo plano, que por natureza, redundante e natural. Decorei de inicio cada detalhe, decorei seus documentos e adoraria saber o nome da sua rua. Encontro em segundos e marco com com dois corações e um recado. Melado e sanfonado, combinado de músicas e coisas para dizer. Caminhando em Londres, junto de um bom café, um fim de tarde, mas não terei voz para retornar pensamentos. Para casa pensando e acordar querendo. Luzes apagadas, presentes, mas corpo se vai entre a multidão e não devoro.


Organizei meu quarto organizando algumas idéias que estavam dançando pelo corredor, tênis fora do lugar e roupas demais brincando fora do guarda-roupa, guardei e na terapia de pensar, continuei pensando. Sei que vai estar na próxima festa, no mesmo verde, na mesma quarta hora e vigésimo minuto. Encontro-te no terceiro corredor, perto do amor do lado das maçãs, vermelho e aquela região.


Andei pensando em dizer algumas coisas, mas não sei bem qual você vai preferir. Se tivesse um jeito de te falar antes, para não cometer mais o mesmo erro de me atrapalhar com o formato das palavras, minha língua se enrola e sai tudo tremido, tenho vergonha, com alguma roupa descolada para esconder a minha timidez e danço quando já estiver bêbado. Não! Melhor não beber demais, quero conseguir acertar o seu nome dessa vez. Respiro fundo, conto até três, se não der, conto até vinte e sei cada passo que tenho para dar, um, dois e o quarto, um pouco diferente, me percebe, adorarei isso! Tenho medo de algumas coisas e ainda tem coisas nessa vida que não fiz. Dormi em algumas férias, joguei vídeo-game, um vício e revistas de assuntos legais. Gosto de cinema e decorei quatro músicas muito legais no violão. Hoje depois do jantar dedicarei e todo mundo vai assistir. De onde estiver, em conexão.


Em dia de promoção levo uma cesta de novidades, levo um pouco de cada assunto que decorei, aprendi alguns por gosto e assisti tanta coisa que terei algo para contar. Fala para sua mãe preparar algo com muito gosto. Chocolates e algo refrescante para brilhar na voz enquanto fala, reflete no sorriso que te faz sorrir, em uma ação que não consta duplo sentimento. Passo do único ao muito amplo, que nem se conta. Ontem enquanto eu lia o roteiro, não presenciei nenhum momento que dizia que o coração ia procurar vida própria, nunca tinha ouvido dizer que ele decora nomes. Apesar de que o seu já escrevi em todos os espaços possíveis das paredes.


Montei com cadarços antigos o caminho da sua casa, prendendo um ao outro. Tem de todas as cores. Alguns mais antigos estão sujos, cinza, amarelado. Prendo cada curva com um prego diferente, martelando, cantando e me divertindo. Desatando todos os nós, descomplicando o que nasceu para ser sempre tão simples. Quando te beijar e sentir que o mundo não tem chão o suficiente para segurar sua vontade de voar, não cabe limite no que pensar, sentir e existir tudo em um só kit de sobrevivência. Sem a proibição, tranco a porta e vejo cada peça que fica, cada nota que soa. Respira dizendo esse nome escrito nesse crachá de identificação, decora minha foto!


Sinto-me tão bem quando sinto as suas cores, me sinto tão bem quando sinto você cantando no vento Leonardo, pedindo tudo de novo. Sinto-me tão bem quando sinto teu nome tocando o telefone, gritando só mais uma vez.

No primeiro dia de aula marquei a minha carteira atrás da tua, dançaremos em julho e podemos até nos casar. No dia que chover, de ponta cabeça tira minha máscara e me da um beijo de cinema, me chama de herói. Escreve meu nome em um pedaço de papel e guarda dentro do estojo, guarda junto com aquele papel de bala.


Com os dois pés na areia quero me apaixonar por você, tochas, pessoas vestidas de branco e um amigo tocando violão. Jorge Ben, algo leve, algo que combine com o barulho do mar, cadenciando, refrão, coral e mais pessoas sorrindo. O clichê todo mundo já sabe e até mesmo critica, mas quando o filme bom acontece ninguém reclama, ninguém acha ruim quando volta com alguém novo dentro da cabeça, quando tem uma conversa que não tem fim, dias que viram noite e noites que nunca deveriam acabar. Entendo da paixão, entendo e não tenho nunca do que reclamar.


Um fino e um fim de tarde, quando o céu estiver dégradé, tons de roxo, amarelo, anoitecendo. Enlouquecer-me absorvendo tudo de bom que o mundo puder apresentar. Querendo, somando, me divertindo e partindo para o lado que brilhar mais o bem estar do dia de amanhã.



Leo Fonseca.

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