10 de mar. de 2011

#ALEATORIO - Conclusão momentânea

Gordinha, tira daí essa bagunça, essas roupas não podem ficar aí. Presta atenção. Olha pra mim enquanto eu falo? É tão difícil parar e ouvir um pouco! Olha essa calçada, vai tropeçar se continuar assim, tentando duas coisas ao mesmo tempo, espaço muito estreito para raciocínios raros, complexos. Explicam para os interessados, mas quem liga para essas coisas? É o canal de vendas disciplinando uma nova maneira de analisar os dias da semana. É clichê demais falar de tempo e assuntos relacionados. Mas por hora, vale à pena tocar no assunto. Veio até aqui buscando uma nova história e deparou-se com a constância de uma verdade que ainda está gerando novidades. É bom encher a boca, não sempre. Pois a gula é um grande pecado. Abstrai neurônios necessários, mas mesmo assim complica. Prefiro perder meu tempo falando de amor e coisas boas de ter por perto em qualquer hora do dia. Remédios são prescritos, pois eles organizam as extremidades do possível, mas a vida é diferente disso. Seguindo a métrica só aprendi o quanto vale a pena prestar atenção no tempo presente. Vigente dos contados minutos que estão a seguir, passo a passo, anulando corredores que ficam. Com a tranqüilidade que falo sobre chocolates e sabores mais leves. Vaguei cabisbaixo, mas de perto, um sorriso como o teu, me faz em tempo real, perceber a vida de um jeito diferente.

Que amarelo que nada, pinta com vermelho essa rosa e não se espeta. Vê se vira menina esperta, vê se canta direito no coral e explica bem o caminho. Se ele se perder, vou logo dizendo que a culpa é tua. Só tua e de mais ninguém. Afinal de contas, a esperteza foi te dada e se gaba aos montes. Cantante aos cantos, dizendo que é potente o seu grito, mas me dedico a completar com fagulhas essa sensação. Raro não perceber, mas lê em meus olhos, pequenos por natureza asiática, ou de algum lugar da Índia. Lembra-me pimenta e temperos fortes. Trazido por portugueses, enquanto procuravam o Brasil que se tornou, acharam que aqui todos os temperos estariam à disposição da nova geração de corações abalados. Mas quase ninguém aprendeu. Continuam aprendendo. Devo dizer que me alimenta bem, mas creio tanto em gnomos que prefiro descansar lendo um livro qualquer. Com letras grandes e assunto fácil, escorrido igual macarrão de mãe. Sem grudar no fundo da panela. Descomplica que segue a fila no começo da semana.

Todo mundo erra, escroto pensar que tem alguém disposto a ser perfeito, cem por cento e com acentos agudos, discutir de maneira arrogante, simulando quem nunca quis ser, mas o meio lhe obrigou. Todo mundo está errado. Existe perdão constante para todos os desfalques. É real demais aceitar a necessidade de um tropeço e analisar com calma a possibilidade de evoluir a partir de um sorriso. Cinco dicas me fizeram tão bem que segui a rotina do bem. Percebi depois de tempo, tudo que me ocorreu e agradeci muito a Deus em todas as vezes que lembrei o meu nome e tudo que faz parte do meu Planeta Terra.

Desculpa senhor tempo, vim para te dominar em todo espaço que já lhe coube tédio, vim para dizer em miúdos. Não vou me explicar. Quero me encaixar no bem estar geral. Uma mesa repleta de amigos e que a vida seja um sorriso, ou barras de chocolate. Só depende do dia da semana e do tamanho da minha saudade.

Para cada segundo de saudade. Um pouco mais de vontade, Santa Felicidade. As vozes falam alto e ninguém está gritando, é um em cada canto, expressando como acha e sem estar errado. Opinando, colaborando e acrescentando versos positivos para as estrofes dessa canção. Queria ser esperto e conseguir desenhar cada sonho meu. Um pouco de tudo aquilo que eu acho resumido, tentando ser menos redundante, expressando coordenadamente.

Bom ver a vida dando certo.


Eis.

Desabafo.


Leonardo Fonseca

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